CURSO DESSISTEMATIZANDO

         Agradecimentos ao Irmão Akel e Equipe do  Equi, por disponibilizar o Curso" Dessistematizando" Saindo Sistema Religioso.                  

     " Que o CRIADOR vos abençoe e de força nesta caminhada de desafios!"

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CURSO:

“Dessistematizando”


SAINDO DO SISTEMA RELIGIOSO


Igreja Orgânica no Brasil e no mundo.



Irmão Akel e equipe EQUI


Saindo dos círculos religiosos:

FAÇA TODOS OS MÓDULOS E VEM SER IGREJA CONOSCO!



Copyright: Sem direitos autorais – não vendemos o evangelho!

Publicado por: Akel – EQUI Orgânica


O objetivo deste “curso” é organizar os estudos bíblicos para os irmãos e irmãs recém chegados no projeto EQUI, no Evangelho ou na Igreja Orgânica. De modo que, eles possam ter um ambiente didático afim de entender facilmente as verdades do Evangelho da Graça, de graça, que pregamos diariamente. Dessa forma, a nossa programação cotidiana dará ênfase na pregação do evangelho para àqueles que já dessistematizaram e agora precisam de comunhão, amor e alimento espiritual. Todo irmão (a) que acaba de sair do sistema religioso precisa fazer estes estudos, pois facilitarão o entendimento e em um curto espaço de tempo, havendo dedicação na leitura e atenção nos vídeos, conseguirão entender o Evangelho plenamente, retendo o que aprendeu até o presente momento da conclusão do “curso”, aprendendo as lições ocultadas do sistema religioso, e reaprendendo tudo
aquilo que outrora foi ensinado de maneira equivocada. Num processo de um a cem porcento o aluno logo estará apto para ser Igreja em sua região, vivendo o modelo orgânico e sendo produtivo para o Reino do Altíssimo.

CONTEÚDO


Prólogo: O Curso e a Bíblia Original.. 3
Agradecimentos................................. 3
Prefácio: O que é EQUI Orgânica?..... 4
Introdução: Cronologia do paganismo 5
1.        O que é sistema religioso?............ 7
2.        Por que sair do sistema religioso?. 9
3.        O que é a Igreja?......................... 10
4.        O que é Igreja Orgânica?............ 12
5.        O que é o Templo?....................... 14
6.        O dízimo é bíblico? É cristão?..... 23
7.        A oferta é bíblica? É cristã?......... 30
8.        Coleta para pobres...................... 31
9.        Clero, salários, hierarquia, títulos e dons..35
10.    Mandamentos e Doutrina à Igreja. 45
11.    Falsa divisão do VT para NT........ 47
12.    Assuntos essenciais e os secundários     52
13.    Amor: assunto principal............. 63
14.    O Evangelho da Graça, de graça.    67
15.    Batismo e ceia (refeição) de amor  69
16.    Louvores e cânticos espirituais. 77
17.    Oração e jejum............................ 80
18.    Namoro, Casamento e Cerimônias  83
19.    Reuniões Orgânicas................... 89
20.    Como iniciar reuniões orgânicas?.  96


 PRÓLOGO: O Curso a Bíblia Original

Este curso bem que poderia ter sido feito há 500 anos atrás pelo menos, pois dessa forma, nós teríamos uma boa Reforma Protestante (conforme Romanos 12, isto é, individual) e uma história com menor paganização cristã e certamente com bons frutos.

O objetivo do “curso” é dessistematizar os irmãos com um ensinamento didático e organizado, sem termos que voltar nas mesmas refutações ao sistema religioso em nossa programação diária. Assim, cada irmão que recém saiu do sistema religioso ou pensa em sair, poderá fazer os vinte módulos que compreendem de forma bem resumida a verdade do Evangelho da Graça, de graça.

A Bíblia Original faz parte deste trabalho pedagógico, afinal o intuito principal de fazê-la foi justamente fazer com que os irmaõs já na leitura das Escrituras entendam as verdades que ensinamos e assim possam compartilhar ao mundo as mesmas com facilidade.

Essa tradução postada online no portal EQUI, bem como em PDF para baixar, em áudio e até mesmo impressa, foi feita com muita responsabilidade analisando os originais mais antigos que temos: os pergaminhos do Mar Morto e a Peshitta siríaca, entretanto a tradução que fizemos vai além, ela toma como base uma excelente bíblia compilada no início do século vinte em inglês, também outras boas traduções que temos no Brasil, mas que ora ou outra pendem a algum dogmatismo ou círculo religioso. Fizemos portanto, um trabalho de purificação, tirando o legalismo judaico e o paganismo cristão romano, deixando ela o mais limpo possível das 52 mil adulterações, acréscimos, oscilações, más interpretações, comentários tendenciosos e principalmente, a pífia tradução dos radicais, onde nas línguas originais uma pequena palavra tem vários significados, e pensamos não ter o direito de traduzi-las em uma palavra apenas, pois a compreensão das raízes vai além de uma mera contextualização. Também, de forma equilibrada e temperada, traduzimos os Nomes originais de uma forma inteligível, não sendo nem legalista e desconhecida, mas também não utilizamos nomes paganizados ou latinizados. Exemplo: ao invés de traduzirmos ‘Deus – D’us’ por YHWH ou o tetragrama hebraico, preferimos a forma didática em português, como Adonai, Altíssimo, Soberano, Eterno, Criador, Salvador, entre outras.

Nunca diremos que nossa tradução é a única, jamais! Você deve ter outras boas traduções em sua biblioteca e assim juntamente com a Bíblia Original chegar a um bom entendimento de cada contexto.

Praticamente tudo que fazemos hoje como cristãos chegou até nós durante os 50 anos do Imperador Constantino (d.C. 324), ou durante os 50 anos após o começo da fraca Reforma Protestante que pintou a parede, colocou um quadro, mas manteve a estrutura, o esqueleto católico romano (1517).
Faça este curso com muito carinho e dedicação e verá o ressurgimento daquelas simples e primitivas práticas da Igreja dos primeiros séculos.

Irmão Akel Edin Curitiba, Paraná

“O que está escrito, está escrito, e o que não está, não está e não é evangelho. Vamos nos ater no essencial, e deixar o secundário, terciário, de lado.”
- Á.K.E.L.

AGRADECIMENTOS

“A nossa preempção deve ser o Evangelho da Graça, de graça.”- Á.K.E.L.
Para este momento nós só temos que agradecer aos irmãos que trabalharam arduamente para que o EQUI como projeto, e a Bíblia Original com o “Curso” Dessistematizando, bem como a Igreja Orgânica Regional, como subprojetos: irmão Akel, irmã Liliane Mello, irmã Carla Fonseca, irmão José Carlos, irmão Joanan Mendonça, irmão Gleverton Martins, irmão Ronan Gabriel e irmão Jair Dutra. Citei esses que diretamente atuaram nesses projetos, mas claro, são milhares de irmãos envolvidos com hangouts, reuniões orgânicas, compartilhamentos, comentários, críticas construtivas e orações.

Logo que saímos do sistema religioso, carecíamos de bons livros, vídeos e conteúdo dessistematizado, afim de nos orientar e organizar a reaprendizagem da doutrina do Messias à sua única Igreja. Por esta razão, vem a necessidade de nos reunirmos e fazermos isso se tornar realidade. Nosso desejo é que a partir do primeiro até o vigésimo módulo (aula) você possa estar preparado para ser Igreja, viver o reino e levar o evangelho.



 PREFÁCIO

Oque é EQUI Orgânica? As divisões sempre existiram no meio religioso. Divisão, palavra feita de dois termos, o prefixo ‘di’ e o sufixo ‘visão’, ou seja, duas visões. Paulo disse que a Igreja precisa ter um mesmo parecer, um mesmo pensamento e não podemos dividir o corpo do Messias, mas o que eles fazem hoje? Todos se dizem santos e salvos, e todos se julgam e competem entre si. Afinal quem está certo ou errado? A resposta é procurada por milhões de pessoas no clamor ‘Eu quero uma igreja’, entretanto nunca vão achar se partirem do pensamento que denominação ou círculo religioso é ‘igreja’. EQUI é a sigla do projeto Eu quero UMA Igreja, que depois ganhou um adendo: Eu quero UMA Igreja Orgânica. O projeto começou no dia 21 de maio de 2012 e de lá pra cá muito cresceu, amadureceu e está preparado para através de todos os meios levar o Evangelho.
Eu quero UMA Igreja, com ênfase no UMA, é no sentido de unidade, justamente para contrapor as divisões humanas através de milhares de placas denominacionais. Este nome veio da súplica do Messias em João 17, quando ao Pai pediu unidade da Igreja. Portanto, só existe UMA Igreja, e essa Igreja somos nós.
Nossos textos áureos são: João 17, Efésios 4, o capítulo mais excelente de 1ª Coríntios 13 e Romanos 14.

O nome do projeto atrai préconceito, pois acham que somos nós que estamos procurando ‘uma igreja’, mas na verdade nós somos a Igreja, a única e verdadeira Igreja.

É importante ressaltar que o projeto é online, através de instrumentações e ferramentas de divulgação do Evangelho, então o projeto não é a Igreja. A Igreja é espiritual, é um corpo (1ª Co 12) do qual fazemos parte. O projeto é só o meio tecnológico pelo qual o Evangelho é divulgado.

Akel
INTRODUÇÃO 





CRONOLOGIA DO PAGANISMO CRISTÃO
Quando me formei em teologia protestante, e depois fiz especialização teológica pentecostal,
abordamos isso várias vezes. É bem verdade que ainda existem milhões de católicos que nunca ouviram falar da cronologia do paganismo católico romano. Eles sofrem um impacto muito grande quando vêm o esquema abaixo.
Mas… Nunca vi até hoje um esquema cronológico do paganismo protestante, tão lamentável e laodiceiano como o católico. Ambas… Mãe e filhas tiveram uma história de amor e ódio, e agora no final se unem para o ecumenismo.
Vestimentas pagãs
No tempo do Imperador Constantino, que era a “personalidade” número um na “igreja”, um simples cerimonial não era suficiente. Para poder honrá-lo, a pompa e os rituais da corte imperial foram adotados pela liturgia cristã.
Constantino introduziu as velas e a queima de incenso como parte dos “cultos da igreja”. Sob o reino de Constantino, os clérigos, que usavam roupas normais no princípio, passaram a vestir-se com roupa especial. Que tipo de roupa especial era esta? Eram peças do vestuário dos oficiais romanos. Ademais, se introduziram vários gestos de respeito aos membros do clero que eram semelhantes aos dedicados aos oficiais romanos.
Também foi adotado o costume romano de iniciar o culto com músicos profissionais. Para este propósito, corais foram treinados e trazidos para a “igreja cristã”. Todas estas características foram copiadas da cultura greco-romana e diretamente inseridas nas atividades da “igreja cristã”. A cristandade do século XIV foi profundamente moldada pelo paganismo grego e pelo imperialismo romano.

A Evolução da Arquitetura dos templos

Depois da era Constantino os edifícios eclesiásticos passaram por várias etapas diferentes. A arquitetura cristã passou da fase basilical para a fase bizantina. As catedrais bizantinas tinham grandes cúpulas centrais além de

ícones e mosaicos decorativos. Depois da arquitetura bizantina veio a Românica: se caracterizavam por uma elevação de três plantas, com gigantescas colunas sustentando arcos redondos e um interior colorido. Após o período românico veio a era gótica no século XII. A arquitetura gótica foi marcada por catedrais com abóbadas, arcos e pilastras pendentes. O termo “catedral” se deriva de cátedra. Catedral é o edifício que contem a cátedra, a cadeira do “bispo”. Catedral é a “igreja” que contém o “trono” do “bispo”. Os vitrais foram introduzidos “nas igrejas” no século VI por Gregório de Tours (538-593 d.C.). Como no caso das basílicas de Constantino, a raiz da catedral gótica foi completamente pagã. Os arquitetos góticos dependeram muito dos ensinos do filósofo grego Platão. Este filósofo ensinou que o som, a cor e a luz possuíam significados elevados e místicos. Que podem induzir humores e transportar as pessoas ao “Bem Eterno”. Os artistas góticos se inspiraram nos ensinamentos de Platão e os estabeleceram para serem respeitados. Criaram sistemas de luz assombrosos e inspiradores para dar um irresistível sentido de esplendor e de adoração. A cor é um dos mais poderosos fatores emotivos disponíveis. Inspirada na grandiosidade das estátuas e torres do antigo Egito, a arquitetura gótica buscou uma nova captura do sentido do sublime pelo tamanho exagerado.
Isso demonstra que a comunidade cristã do século IV perdera o contato com aquelas realidades celestiais que não podem ser percebidas pelos sentidos, mas apenas experimentadas pelo espírito humano.

O Púlpito: falso altar

Os primeiros sermões foram proferidos da cadeira do “bispo”, ou cátedra, situada atrás do altar, posteriormente o ambo, uma mesa alta ao lado do santuário, diante da qual as lições bíblicas eram ministradas, tornou-se o lugar onde os sermões passaram a ser proferidos. O ambo foi tomado da sinagoga judaica. Porém, suas velhas raízes remontam às mesas e plataformas de leitura da antiguidade greco-romana. João Crisóstomo (347-407) destacou-se por tornar o ambo o lugar da pregação. Já em 250 d.C. o ambo foi substituído pelo púlpito.
Cipriano (200-258) menciona colocar o “líder da igreja” em função pública no pulpitum. Nossa palavra “púlpito” deriva da palavra latina pulpitum que significa “palco”. O pulpitum, ou púlpito, situava-se em cima de uma plataforma no local mais elevado da congregação (Leia Tiago 2). Com o tempo, a frase “subir à plataforma” (ad pulpitum venire) tornou-se parte do vocabulário religioso do clero. Em 252 d.C., Cipriano menciona a plataforma elevada que separa o clero dos leigos como “a plataforma sagrada e venerada do clero”. Já pelo fim da Idade Média, o púlpito tornou-se bem comum nas “igrejas paroquiais”. Com a reforma, este chegou a ser a mobília central do “edifício da igreja”. O púlpito simbolizava a substituição da centralidade da ação ritualista (a missa) com uma instrução verbal dos clérigos (o sermão). O púlpito ocupa uma posição central na Igreja Protestante. Tanto que um famoso “pastor” em conferência patrocinada pela Associação Evangelística de Billy Graham disse: “Se a ‘igreja’ vive é porque o púlpito vive — se a ‘igreja’ está morta é porque o púlpito morreu”.
(…)
Para ter acesso à cronologia do paganismo cristão em geral (católico e protestante) CLIQUE AQUI e você será redirecionado para o portal EQUI. Leia com atenção a toda cronologia, que está, claro, bem resumida. A ideia é que o aluno tenha uma visão panorâmica geral de tudo que aconteceu em mais de 2 mil anos de cristianismo e partindo deste eixo possamos entender o que o Altíssimo requer de nós como Igreja hoje.
Caso não tenha conseguido acessar o link, no topo do portal EQUI tem um menu com o nome

‘Paganismo’.




Preparado (a)?


Agora que você já leu tudo com cuidado, e assistiu os vídeos na página linkada acima, você já tem uma ótima visão sobre o assunto e pode começar uma nova Reforma Protestante dentro de você (Rm 12), não aquela pseudo reforma que apenas emagreceu o corpo católico romano, permanecendo o esqueleto, mas sim, um novo nascimento, começando do zero, e de glória em glória conhecer ao Messias como Ele é, e imitá-lo em todas as suas ações.


Vamos lá, sem preguiça, com dedicação, 20 aulas em texto, áudio e vídeo. Na sequência, aula e módulo 1.


AULA | MÓDULO 1



O QUE É O SISTEMA RELIGIOSO?

O emissário do Salvador, Paulo, falou em 2ª Co 3 sobre os círculos religiosos que insistem em ficar nos dogmas e preceitos velho-testamentários, invalidando o sacrifício do Messias e costurando o véu para o povo. Na sequência, ele continua o mesmo assunto em 2ª Co 4, porém quem dividiu a bíblia em capítulos no Novo Testamento separou no intuito de organizar, o que foi bom, mas prejudicou o entendimento do que Paulo estava tratando. Em 2ª Co 4 fala em algumas traduções erradas: “o deus deste século cegou o entendimento das pessoas”, mas no original, vide nossa Bíblia Original por exemplo, está escrito: “o sistema de todas as coisas do mundo cegou o entendimento das pessoas para que não vejam a luz do Evangelho”.
Esse sistema de todas as coisas, são os círculos que compõe o reino deste mundo que jaz no maligno.
Lembra do Salvador sendo tentado em Mt e Lc 4? Lá, Satan oferece o ‘ter’, o ‘ser’ e o ‘poder’ através dos reinos do mundo que ele, através da vontade permissiva de Adonai, governa temporariamente.
Entre eles estão: o sistema econômico, o sistema tecnológico, o sistema esportivo, o sistema industrial, enfim, mas os mais alienadores com certeza são o sistema político e o sistema religioso.
Esses últimos, formam uma aliança, e quando se casam tornam-se a grande prostituta do Apocalipse descrita em Ap 17 e 18. No Velho Testamento o povo de Israel foi chamado de ‘prostituta’ várias vezes, vide a vida do profeta Oséias. A tipologia é simples: o Criador quer ser UM com seu povo, mas o povo peca, adultera seus mandamentos e se prostitui espiritualmente. A aliança do poder político com o religioso aconteceu diversas vezes na história da humanidade, e foi essa, que matou os profetas, os santos da velha aliança, os discípulos e o nosso Salvador.
Lembra de Anás, Caifás, Alexandre, Herodes, Pilatos, César, Nero, Constantino, Calígula, enfim, todos firmaram parcerias visando lucro e poder, e o santos do Pai foram terrivelmente assassinados. Uma dica de leitura sobre este tema é o livro: Os mártires.
Prezado aluno, você que prestou atenção na cronologia do paganismo, agora já tem uma visão panorâmica satisfatória para entender o que aconteceu na história da Igreja desde Constantino até a Reforma Protestante, e da Reforma até hoje, com a bancada evangélica, com o mundo gospel, e as alianças político religiosas e midiáticas.
O Messias disse que haverá perseguição na Grande tribulação, e esta se dará dentro das sinagogas, por que? Porque elas fazem parte do sistema de todas as coisas do mundo.
Saulo perseguia, mas ao se converter ao Evangelho, passou a ser perseguido, fingiu-se de morto para não ser apedreijado, foi açoitado, sofreu, padeceu, foi preso e por fim foi morto. Hoje a Igreja segue o período oposto: começou sendo perseguida, vide Éfeso (carta do Apocalipse), e termina como Laodicéia, sendo poderosa em dinheiro, status, alianças políticas, força religiosa, sociedades secretas, tendo apoio militar e principalmente da mídia. O jogo é tão sujo, que tudo é feito por troca de interesses.

Isso sem falar das convenções: doutores que se amontoaram nos últimos dias e com coceira nos ouvidos não dão atenção a sã doutrina, mas voltaram-se para mentiras, invenções, inovações e substituiram a alegria do Espírito Santo por entretenimento.

É desse sistema que o Messias está falando em Mateus 23, em João 10:4 e em Apocalipse 18:4. Nos últimos dois textos supracitados o Salvador deixa claro que só Ele é O Pastor, e qualquer outro que

use este título é mercenário. Note em Ap 3 e em Ap 18:4 que Ele quer fora de todas essas coisas do mundo, o Seu povo, ou seja, o Seu povo está nas denominações e religiões humanas.

Veja nestes versículos a verdade que o sistema religioso não prega:








Saindo dos círculos religiosos destacados em Tg 1:26 que vivem só de falácias, ‘blablabismos’ e vindo para Tg 1:27 na verdadeira e única religião para com o Pai.

Os sistemas de todas as coisas do mundo são citados também por João: “Não ameis o mundo, nem nada que no mundo há, porque quem ama os sistemas do mundo, o amor do Pai não está nele”.

Cristianismo, budismo, legalismo, espiritismo, ecumenismo, catolicismo, protestantismo, farisaísmo… Estes “ismos” denotam sistemas do mundo.

O mundo foi feito para ser vencido, o Messias venceu, Paulo venceu também e nós venceremos, porque não somos deste mundo. Nas próximas aulas você verá a diferença entre o sistema organizacional denominacional e as reuniões orgânicas simples do Evangelho.

Laodicéia tem poder, dinheiro e proteção, mas Filadélfia tem pouca força, entretanto ela guarda a Palavra. Em Atos 3, Pedro e João, igrejas vivas de Adonai, estão indo dar testemunho do Messias ressuscitado no pátio do templo às 3 horas da tarde, mas quando mal chegam na porta formosa, encontram um coxo que sempre estava ali pedindo ajuda. Eles como Igreja viva, curam o coxo com o poder do Nome do Salvador, em frente a um local de reunião de religiosos que nunca puderam ajudar o coxo. Isso encheu os ‘pastores e padres’ da época de ódio e inveja, a ponto que ali mesmo começa uma terrível perseguição à Igreja, como vemos nos capítulos 3, 4, 5, 6 e 7 de Atos. Em frente a um templo com portas de ouro, estevam dois homens que diziam: “Não temos ouro, nem prata”, que enorme contraste há entre Filadélfia e Laodicéia, entre o joio e o trigo. Se você prestou atenção e é espiritual, já entendeu a diferença.

O sistema religioso está presente em Mateus 23 e em Tiago capítulo 2 por exemplo. Olhe abaixo ações que denotam religiosidade mas que o Salvador deixou claro serem secundárias, enfatizando que o essencial é o amor:

O cumprimento: brigam inclusive por saudações, um diz ser ‘A paz do Senhor’, outro diz ‘A paz de Deus’, outro ‘Graça e Paz’ e etc. O Messias aborda isso em Mt 23, como sendo extremamente secundário. Ora, não adianta dizer ‘A paz’, se não há paz entre eles.

Leitura Bíblica ou Oração: É feita geralmente por um líder ou obreiro da denominação, porém não cumprem 1ª Co 14, onde todos podem falar (veremos sobre isso mais adiante).

Cânticos: Em Jeremias 7, Isaías 58, e outras tantas passagens, Adonai está irado com Seu povo que tem as canções religiosas como primárias, quando na verdade o louvor deve ser o nosso testemunho de vida diária, amando o próximo, sendo justo e misericordioso, aí sim Ele ouvirá nossas canções com prazer. Cantam sempre, mas nunca prestam atenção no que estão entoando, nem tão pouco entenderam que a adoração é em Espírito (João 4 – 2ª Co 3), isto é, não em quatro paredes.
Falaremos sobre este tópico mais adiante.


Coleta: Coleta? Nunca! Só na CCB, e lá tem uma porção de coletas. Na maioria das vezes são doações, sacrifícios, ofertas, votos, e etc. Sempre para sustentar a estrutura caríssima eclesiástica. Sobre oferta e dízimos abordaremos mais adiante nas próximas aulas, bem como sobre as verdadeiras coletas bíblicas.

Sermão: Raramente a pregação é do Evangelho da Graça, de graça. Muitas vezes são apelos para campanhas, interesses locais ou do momento, que vão beneficiar a denominação. São monólogos que se afastam e muito de 1ª Co 14:31. Tudo isso, inclusive o altar, a arca, o púlpito, a oratória, enfim, veio da paganização que já citamos e mostramos na introdução deste “curso”.

Sugestões de leitura para irmãos recém saídos do sistema religioso


Eu aconselho logo depois do término deste “curso” a leitura de dois excelentes livros orgânicos: Cristianismo Pagão e depois na sequência leia o livro Reconsiderando O Odre, ambos de Frank Viola, um irmão que foi “pastor” influente nos EUA. Leia tudo com zelo, e retenha o que é bom.

   AULA | MÓDULO 2


POR QUE SAIR DO SISTEMA RELIGIOSO?

De onde vem a liturgia do culto protestante? Esta tem suas raízes principais na Missa Católica. A Missa saiu do antigo Judaísmo e do paganismo. Segundo o famoso historiador Will Durant, a Missa Católica foi “baseada em parte no culto do Templo Judaico, e em parte nos místicos rituais de purificação dos gregos, o sacrifício substituto, e a participação...”. Gregório O Grande (540-604) é o homem mais responsável pela formação da Missa Medieval. A Missa Medieval refletia a mente de seu padre, Gregório. Foi uma combinação de rituais pagãos e judaicos borrifados com teologia católica e vocabulário cristão. Ele escreveu, “a mente grega, moribunda, teve uma sobrevida na teologia e liturgia da igreja; o idioma grego, após reinar por séculos sobre a filosofia, chegou a ser o veículo da literatura e do ritual cristão; o misticismo grego foi passado adiante pelo impressionante

misticismo da Missa”.  Com efeito, a Missa Católica que se desenvolveu do século IV até o século VI foi essencialmente pagã. Os cristãos copiaram as vestimentas dos sacerdotes pagãos, o uso do incenso e da água benta nos ritos de purificação, a queima de velas durante a adoração, a arquitetura da basílica romana em seus edifícios de ‘igreja’, a lei romana com o base da “lei canônica”, o título Pontifex Máximus (Sumo Pontífice) para o ‘Bispo’ principal, e os rituais pagãos para a Missa. Mas essa água parada da liturgia experimentou sua primeira revisão quando Martinho Lutero entrou em cena (1483-1546). No ano de 1520, Lutero lançou uma violenta campanha contra a Missa Católica Romana. O ponto culminante da Missa sempre foi a Eucaristia, também conhecida como “Comunhão”, “Ceia do Senhor” ou “Santa Ceia”. Tudo é direcionado para o momento mágico quando o sacerdote parte o pão e o distribui para as pessoas. Da perspectiva da mente católica Medieval, oferecer a Eucaristia era Jesus Cristo se sacrificando novamente. Desde Gregório o Grande (540-604) a ‘igreja católica’ ensinava que O Messias é novamente sacrificado através da Missa. No culto de adoração dos protestantes modernos o púlpito é o elemento central e não a mesa do altar. Lutero recebe o crédito por fazer com que o sermão seja o ponto culminante do culto protestante. Ou seja, a liturgia de Gregório e de Lutero são praticamente a mesma coisa. Já Calvino e João Knox alongaram o formato litúrgico. Estes homens criaram suas próprias ordens de adoração ou liturgias entre os anos 1537 e 1562. A mais notável foi a coleta de dinheiro após o sermão. Como Lutero, Calvino enfatizou a centralidade da pregação durante o culto de adoração. Pelo fato dos instrumentos musicais não serem mencionados explicitamente no NT, Calvino eliminou o órgão e os coros. Todo cântico era entoado sem instrumentos (a capela). Já os Puritanos, que foram os Calvinistas da Inglaterra, adotaram um rigoroso biblicismo e aderiram a uma estrita liturgia do NT, mas o esforço puritano em restaurar a reunião neotestamentária da igreja fracassou dramaticamente. O abandono das vestes clericais, ídolos, ornamentos e o clero escrevendo seus próprios sermões (em vez de ler homilias) foi uma contribuição positiva que os puritanos nos legaram. Vale a pena notar que em algumas reuniões dos Puritanos, aos leigos era permitido falar ao final do culto. Os Metodistas proporcionaram uma dimensão emocional à ordem de adoração protestante. A congregação foi convidada a cantar com força, vigor e fervor. Desta maneira, os Metodistas foram os precursores dos Pentecostais. Aí veio a influência de D. L. Moody trouxe as sementes do “evangelho revivalista” que foram espalhadas através do mundo ocidental. Ele focava em um ponto central: a salvação do pecador. Todos os demais fins eram secundários. Para Moody, a igreja era simplesmente uma associação voluntária para os salvos. Até que chegaram os Pentecostais que trouxeram uma expressão mais emotiva através dos cânticos entoados pela congregação. Estes incluíam mãos levantadas, danças entre os bancos, bater palmas, falar em línguas e o uso de pandeiros. Enfim, em toda história cristã, percebe-se que o Protestantismo seguiu o caminho da sinagoga ao colocar o livro no centro de seus cultos. Lamentavelmente, nem o catolicismo nem o Protestantismo tiveram êxito em colocar o Salvador no centro de suas reuniões.

Então por que sair do sistema religioso? Porque a reforma foi importante mas não restaurou a mensagem do Evangelho tendo o Salvador como assunto único e principal. Ele está chamando o Seu povo para fora em Ap 18:4 e Jo 10:4. Ele promete ir adiante das Suas ovelhas e guiá-las como único Pastor. Quem permanece no sistema religioso conhecendo a verdade comete pecado. Paulo diz em Rm 14 que tudo que é segundo a consciência pode ser pecado, ou seja, se você não sabia, pode ser que não será cobrado, mas uma vez que aprendeu o certo, a verdade opera em sua consciência e então não obedecer a voz e o chamamento da verdade comete pecado, e pior que isso, será cúmplice, conivente, participante de seus pecados. Que pecados? Os erros que a ‘igreja prostituta’ comete. E você fazendo parte dessa multidão religiosa poderá ser tido como culpado pelo crime da cumplicidade, isto é, dizer amém e fazer vista grossa aos graves erros do sistema.

Ninguém deve sair do sistema religioso por ira, raiva, vingança, divisões ou frustração por não ter conseguido alguma posição hierárquica. Se fizer isso, comete pecado. A liberdade é para ser vivida com responsabilidade. Nenhuma condenação há mais para nós, estamos livres no Messias, mas não usaremos da liberdade para dar lugar à carne (Gl 5:13). Então, só saia do sistema religioso quando peremptoriamente entender o Evangelho!

Agora que já temos uma boa ideia do que é sistema religioso, vamos aprender sobre o que é a Igreja na aula 3 a seguir…



 AULA | MÓDULO 3 O QUE É A IGREJA?

Eu quero UMA Igreja, porque só existe UMA Igreja, a Noiva do Cordeiro,
do qual somos
membros. Em 1ª Co 10, Paulo diz que só existe UM pão, UM corpo (Ef 4) e todos somos pedacinhos deste mesmo pão, então somos a Igreja.

Na Antiga Aliança, em hebraico arcaico, bem como no hebraico moderno, só existe o termo ‘congregação’. Muitas profecias inclusive falaram sobre a união das duas varas em um só povo: gentios e judeus. Profecia essa que ainda está por se cumprir, e que faz parte da Restauração de Israel, unindo a casa de Israel (judeus) e a casa de Judá (gentios).

A Igreja é formada por ex gentios que foram chamados para fora do mundo, para fazerem parte da única Congregação. Recomendo a leitura deste pequeno livreto: CLIQUE AQUI

Já no grego vem do termo ekklesia (κκλησία), que significa assembleia ou reunião. Esta palavra é formada de duas palavras menores: ek (κ) e kaleo (καλέω) ou fora e chamar. O Messias nos chamou para fora do mundo, para viver no mundo, suportar o mundo, vencer o mundo, mas não ser do mundo. Como já abordamos nas aulas anteriores, o sistema de todas as coisas do mundo envolve principalmente o círculo religioso, daí a importância de sair para fora deste sistema que também faz parte do mundo.

Na Escritura a palavra “igreja” nunca se refere a um edifício. Igreja significa simplesmente assembléia ou a reunião das pessoas. A expressão: “eu vou à igreja” veio do templocentrismo católico romano de chamar os templos de “igrejas”. O nosso Messias não indicou aos cristãos que construíssem qualquer edifício, pois este agora no Novo Testamento é espiritual. Leia 1ª Pedro 2, Ef. 2:20-22, 1ª Co 3:16 e Hb 3:6. Tampouco criou alguma denominação; muito pelo contrário, o apóstolo Paulo denuncia como carnalidade o sectarismo religioso (I Cor. 3:4).

Os cristãos devem, evidentemente, se reunir ao Nome do Messias (Mt. 18:20), para comunhão, oração, cânticos e ensinamentos bíblicos (que servem de motivação aos irmãos), no sentido de amar o próximo, ajudar o próximo, edificação mútua, tendo seus irmãos como superiores a si mesmos, orando uns pelos outros, aprendendo uns com os outros, e fazendo coletas para ajudar os necessitados, bem como para sustentar emissários que vivem levando o Evangelho em lugares onde não podem trabalhar, ou se podem, em algum momento precisarão de ajuda.

A Igreja se reunia em casas, CLIQUE AQUI e veja referências bíblicas do N.T.

Nós não vamos à Igreja, nós somos a Igreja, e se reunimos como Igreja. No Antigo Testamento os homens não tinham o Espírito Santo com nós temos, habitando em nós. Toda a adoração era exterior. Hoje, não tem o mesmo caráter do tabernáculo no deserto, do templo de Salomão ou das sinagogas dos judeus. Estamos numa Nova Aliança e nada temos a ver com o Antigo Testamento na sua forma de adorar. Falaremos sobre isso na aula sobre o Templo (João 4).

Ninguém é ‘desviado da Igreja’, nem tao pouco está certo o termo ‘desigrejados’, pois nós somos a Igreja. Nós passamos a ser membros da Igreja através do sangue do Messias, e quando o recebemos como único Salvador. Esse único Corpo descrito 1ª Co 12 é formado pelos santos que estão dentro e

fora do sistema religioso. É impossível que um membro deste Corpo se desligue ou seja desligado da ‘igreja’.

Mesmo que você não vá nas reuniões como Igreja, você é um pedaço deste Pão, deste Corpo, veja:
1ª Co 10:16 "Porventura o cálice de bênção que abençoamos, não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos, não é porventura a comunhão do corpo de Cristo? Pois nós, embora muitos, somos um só pão, um só corpo; porque todos participamos de um mesmo pão".

Não existe Igreja sozinha, ela o é quando dois, três ou mais irmãos se reúnem em comunhão.

A ideia passada hoje por detupardores das Escrituras na internet, é que sair do sistema religioso é para ficar parado, sem se reunir, só criticando. Não! Nós precisamos de irmãos que nos exortem, confortem, ensinem, precisamos viver 1ª Co 14. Sem isso, era melhor ter ficado no sistema.

Um texto muito bom para ler é Hebreus 13. Havia todo um sistema de coisas do judaísmo às quais os cristãos-hebreus teimavam permanecer apegados. Mas o Espírito Santo diz simplesmente que o Messias não estava nesse sistema de coisas, por mais pessoas piedosas e verdades que ele pudesse pregar. O Messias tinha sido excluído dali e estava agora "fora do arraial" (o sistema organizado judaico). Hb 13:13 ordena: "Saiamos, pois, a ELE fora do arraial, levando o seu vitupério".

Trata-se de sair ao encontro do Messias. Trata-se de ter a Ele como o centro de tudo em nossas vidas.

No monte da transfiguração os discípulos ainda tinham sua atenção dividida entre o Salvador, Moisés e Elias, a ponto de que queriam construir três templos, um para cada um deles. O Salvador ignorou a visão errada sobre Igreja, e: "E desceu uma nuvem que os cobriu com a sua sombra, e saiu da nuvem uma voz, que dizia: Este é o Meu Filho amado; a Ele ouvi. E, tendo olhado ao redor, ninguém mais viram, senão o Messias com eles". Mc 9:7-8

A Igreja também não é invisível, pois é formada por templos de carne, nós, que somos visíveis.

Existe hoje um sistema, que se denomina "igreja" e não é. Nós não somos da “falsa igreja do sistema”, mas também não somos desigrejados ou destemplados, pois somos a própria Igreja.

Agora que já entendemos o verdadeiro sentido de ser Igreja, vamos aprender nas próximas aulas o sentido de Igreja Orgânica e o que é o Templo.


AULA | MÓDULO 4


O QUE É IGREJA ORGÂNICA?
AIgreja Orgânica hoje no Brasil é formada por vários grupos, entre eles destacam-se: Igreja Orgânica, EQUI Orgânica, Caminho da Graça, Igreja no Lar, Igreja em Casa, e irmãos que se reúnem sem nenhuma nomeação ao grupo. O termo “igreja orgânica” provavelmente foi criado por T.
Austin-Sparks e se refere a ‘uma igreja’ que vive e se reune de acordo com a realidade espiritual de que a Igreja é um organismo espiritual e não uma organização institucional.

Infelizmente, muitos dos milhões de evangélicos e católicos descontentes com o sistema religioso estão saindo mas ainda estão num processo de transição, de modo que não deixaram títulos, hierarquias, ofertas, e etc.

É importante assistir estes dois vídeos a seguir para entender o que está acontecendo atualmente no Cristianismo. A Igreja Orgânica não é uma denominação, pois não tem presidente, vice-presidente, dinheiro, estruturas com sedes e filiais, templos, dogmas e credo. Igreja Orgânica diz respeito a um modelo, um modelo simples, não organizado com CNPJ, mas focando na comunhão entre irmãos e na divulgação do Evangelho da Graça, de graça.

Se alguém registrar o nome ‘Igreja Orgânica’ e construir um templo, colocando uma placa com este nome, pode ter certeza, é algum espertalhão se aproveitando do momento e tentando levar as pessoas novamente ao erro. Não há preocupação, pois quem saiu do sistema religioso plenamente para lá não volta nunca mais. Estamos ligados no Messias, assim como na visão que o Altíssimo mostrou a Jeremias. O Pai queria Seu povo ligado a ele, e o Salvador nos veio trazer isso, nos ligando e religando ao Pai, nos dando acesso ao Santo dos Santos e nos fazendo reis e sacerdotes (Ap 1:6).

  Vídeo 1


O modelo de Igreja Orgânica cresce a cada dia, mais dos que os pentecostais. Se o Messias não voltar nos próximos anos, teremos um despertamento como se nunca viu entre os cristãos.

Clique aqui neste link e veja importante matéria que publicamos no The Christian Post sobre o êxodo dos cristãos do sistema religioso.

Orgânica é uma palavra que denota profundidades espirituais incríveis, veja:

Ser orgânico é ser natural e não artificial ou superficial. Espontânea e não fabricada. Feita em casa, e não industrializada. De graça, e não comercializada. Onde todos são iguais como num organismo vivo, e não com hierarquias e cleros. Conteúdo natural, doméstico, e não artifícios e estratégias para domínio do povo. Alimento orgânico é saudável e não com agrotóxicos, venenos, conservantes e acidulantes. Orgânico é sustentável e não poluente ou contagioso. Orgânico é simples e não formalizado, cheio de dogmas e protocolos. Orgânico é você, sua esposa ou esposo, filhos, vizinhos, amigos, irmãos no Messias que se reúnem em qualquer lugar, a qualquer hora, seja ela programada ou espontânea, para comunhão, amor ao próximo e edificação espiritual de todos.

Note em Atos 28: E Paulo ficou dois anos inteiros na sua própria habitação que alugara, e recebia todos quantos vinham vê-lo; Pregando o reino de Deus, e ensinando com toda a liberdade as coisas pertencentes ao Salvador, sem impedimento algum.

Ser Igreja é estar unicamente ligado ao Redentor, não é ser evangélico. Veja bem, nós não somos evangélicos, se evangélicos significa pertencer a uma denominação com códigos de leis humanas e líderes que se amontoam em uma convenção eclesiástica. Somos evangélicos, desde que o termo signifique ser do Evangelho, e propagar este Evagenlho que é da Graça, isto é, não da lei, e é de graça, isto é, não comercializado. Nós somos católicos, desde que o termo signifique ser da Igreja Universal, mas não somos católicos da instituição Católica Romana que surgiu 3 séculos depois de nosso Salvador. Nós somos até apostólicos, porque esta palavra significa ‘ser enviado ao campo missionário’, pois obedecemos o ‘Ide’ do Salvador, mas não somos apóstolicos romanos da instituição ICAR que afirma equivocadamente que Pedro foi o primeiro Papa.

A palavra “orgânica” vem da Biologia e significa algo que nasce e funciona sem ser manipulado geneticamente pelo homem, ou que não recebeu produtos artificiais para se desenvolver ou para combater pragas. E também significa um organismo vivo. Elas não são fundadas. Elas nascem. São organismos vivos, e não organizações (no sentido de instituições). São famílias estendidas e espirituais.

Somos templos de carne, somos organismo, somos orgânicos. E por falar em templos, você prezado aluno (a) já está preparado (a) para irmos ao próximo módulo sobre o Templo?


Foto de uma reunião orgânica nos EUA. Existe um grupo do sistema religioso americano chamado Gaithers, que cantam lindas canções espirituais. Eles também gravaram hinos em formato orgânico. Pena eles pertencerem ao círculo gospel americano e comercializarem seus materiais. Mas sem dúvida o modelo de reunião é algo que eu, Akel, admiro. Uma lareira, um tapete no chão, as pessoas a vontade e com reverência, onde todos podem falar, e todos aprendem, todos são edificados. Não há cronograma, não há status ou preocupação com aparência, roupas, bens materiais. Se respeita a privacidade e a vida pessoal de cada um. Cada um, após o outro, podem profetizar o evangelho, compartilhar testemunhos, orações, salmos e cânticos espirituais (1ª Co 14).

Quem sabe, no final deste “curso” o Pai não falará fortemente ao seu coração, como um dia falou ao meu, e você iniciará reuniões orgânicas na sua casa?


AULA | MÓDULO 5 

                  O QUE É O TEMPLO?


Omoderno cristianismo é obcecado pelo tijolo, o concreto e as paredes. Isso sem falar das cúpulas, obeliscos, sol, lua, estrelas e etc. (Leia Ezequiel 8, 2º Reis 23 e 1º Reis 11).
Quando um grupo de crentes começa a reunir-se, sua primeira ideia é encontrar um salão.
Parece que as Testemunhas de Jeová neste aspecto dão um banho nos evangélicos, porque pelo menos eles sabem a diferença entre lugar de reunião e templos.
Vamos começar lá do A.T.: o tabernáculo foi mandado construir pelo próprio Adonai, que deu até mesmo as medidas, o mesmo ocorrendo com o templo (porém, veremos o porquê adiante). As sinagogas eram uma iniciativa dos judeus para ser apenas um lugar de leitura, e não tinham o caráter de um lugar de adoração (o qual estava em Jerusalém e em nenhum outro lugar - Deut. 12).

Hoje temos um tabernáculo, um lugar para entrarmos e adorarmos a Deus. Mas qualquer cristão que considerar um edifício de pedra ou tijolo (um lugar físico, enfim) como sendo o lugar de adoração, está desprezando o que diz a Palavra de Adonai; está até mesmo rebaixando o lugar de adoração. "Ora a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da majestade, ministro do santuário, o qual o Senhor fundou, e não o homem... Tendo pois, irmãos ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é pela sua carne" (Hb. 8:1,2; 10:19,20).

Portanto, nosso santuário, nosso tabernáculo, o edifício santo onde podemos entrar para adorar está no céu! Não se encontra mais sobre esta terra, como no tempo da antiga dispensação. Não é mais

feito por mãos de homens e não tem mais sacerdotes pecadores e falhos. Não, nosso lugar de adoração está no céu, tendo o próprio Senhor Jesus Cristo como nosso Sumo Sacerdote. Qualquer coisa menos do que isso é voltar ao judaísmo; é ficar "nas sombras" e deixar de usufruir o cumprimento da Palavra de Deus (Hb 8:4,5).

Espero que entenda que o cristianismo que você vê ao redor é uma mistura de judaísmo. Isso foi estabelecido pelo catolicismo romano, com seus templos consagrados, sacerdotes, altares, rituais, roupas especiais, velas, fumaça, e toda parte audiovisual, bem como todo o aparato para uma adoração exterior, como era no tempo do Antigo Testamento. Tudo isso foi adotado em muitos pontos pelo protestantismo, que preservou a ideia de templos, sacerdotes (algumas denominações usam este termo para o “pastor”, como também chamam de “altar” o local onde está o púlpito) e rituais como ao invés de ceia de amor, herdaram do catolicismo o termo santaceia, totalmente errado (falaremos sobre isso mais adiante). Tudo isso tem a ver com o judaísmo, o véu não rasgou na vida deles (2ª Co 3).

Tudo isso tende a uma adoração terrena, dentro de um sistema humano de ritos e lugares santificados. Cristo sofreu fora do arraial que representava todo o sistema judaico, e por isso a Palavra nos exorta a sairmos a Cristo ou para estarmos com Cristo, fora do arraial (o sistema religioso judaico), levando o Seu vitupério ou Sua rejeição "porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura" (Hebreus 13:10-15).

Se temos que sair a Cristo, é porque Ele está fora de todo o sistema judaico. E a mesma situação você encontrará em Laodicéia, que representa os últimos dias da Igreja antes do arrebatamento: O Messias encontra-se do lado de fora, à porta, batendo e esperando ser atendido por aqueles que ouvirem a Sua voz (Ap. 3:20). Embora esta passagem seja muito usada em evangelismo, dirigindo-se ao pecador sem o Salvador, no seu contexto está conectada à Laodicéia, ou seja, a cristãos. “...ouvir a minha voz” se refere à escutar a Palavra do Criador, conforme é revelada nas Escrituras, e não ser levado pelos costumes dos homens.



Qual é então a verdadeira Casa de Adonai?

Existe uma música gospel bem conhecida que diz: “fico feliz em vir em sua casa, erguer minha voz e cantar Aleluia!”

Conforme Hebreus 3:6, deveriam cantar: “fico feliz em ser a sua casa…”

Lembre-se primeiramente que no Salmo 122 está claro: a casa de Adonai no V.T. era Jerusalém. A cidade de Yahushalaim que contém o nome do Pai: Yahu – O Criador dos Céus e da Terra – Shalaim
– Casa – ou seja – A casa de Adonai. O Seu povo, a Sua Congregação, e não edificações humanas. O irmão Gleverton Martins, nos traz agora um excelente estudo sobre casa de D’us, vamos lá?
Em II Samuel 7:2, 3 Davi revela ao profeta Natã o seu desejo de edificar uma construção para ali colocar a Arca de Deus, porque disse Davi ao profeta: “Ora, olha, eu moro em casa de cedros e a Arca de Deus mora dentro de cortinas. E disse Natã ao rei: Vai e faze tudo o que está no teu coração, porque o Senhor é contigo”.

Porém, ao contrário do que esperavam, o próprio Deus se manifestou contra esta intenção de Davi, pois assim disse o Senhor por intermédio do profeta Natã, naquela mesma noite (vs.5, 6):
“Edificar-me-ias tu casa para minha habitação? Porque em casa nenhuma habitei desde o dia em que fiz subir os filhos de Israel do Egito até o dia de hoje: mas andei em tenda e em tabernáculo.”
Ao referir-se a este episódio o escritor do Livro de Crônicas deixa assim registrado em seu livro, as palavras de Deus (II Cr. 17: 4,5): “Vai e dize a Davi, meu servo: Assim diz o Senhor: Tu não me edificarás uma casa para morar. Porque em casa nenhuma morei, desde o dia em que fiz subir a Israel, até ao dia de hoje; mas fui de tenda em tenda e de tabernáculo em tabernáculo.”

Ao referir-se ao Egito Deus estava lembrando a Davi da nação governada por Faraó onde o povo de Israel viveu durante 430 anos e onde foi oprimido. Israel era a nação, derivada das doze tribos, dos doze filhos de Jacó, neto do patriarca Abraão, com o qual Deus fez aliança e para o qual prometeu colocar a sua bênção para fazê-lo prosperar, ele e sua descendência. Os israelitas eram os herdeiros da promessa feita a Abraão (Êxodo 2: 23-25/Gênesis 12: 17-19). Quando Deus livrou Israel do Egito por intermédio de Moisés, falou com este no monte a respeito da necessidade do povo em trazer ofertas para a construção do tabernáculo, local este onde deveria ser depositada a Arca da Aliança (Êxodo 25:1-9), o qual foi levantado no deserto conforme a instrução do Senhor dada a Moisés (Êxodo 40: 17-19).  Em todas as suas peregrinações os filhos de Israel levavam o tabernáculo consigo, conforme a direção de Deus (Êxodo 40: 34-38). Quando Deus se manifestou a Davi, deixou claro que, ao contrário do que acontecera com Moisés, no caso do Tabernáculo, Ele não havia pedido a Davi que lhe edificasse uma construção (v.7): “E, em todo lugar em que andei com todos os filhos de Israel, falei porventura alguma palavra com qualquer das tribos de Israel, a quem mandei apascentar o meu povo de Israel, dizendo: Por que me não edificais uma casa de cedros?” Veja o relato segundo o que está registrado em I Cr. 17:6: “Por todas as partes por onde andei com todo o Israel, porventura, falei alguma palavra a algum dos Juízes de Israel, a quem ordenei que apascentasse o meu povo, dizendo: Por que me não edificais uma casa de cedros?

Tais passagens conforme o que está nas Escrituras mostra claramente que a ideia de se construir um templo, ou uma ‘casa’ para a morada do Altíssimo, nunca foi fruto da vontade de Deus e que embora o próprio Deus, algum tempo depois, consentisse com tal ideia, como veremos bem mais adiante, a construção em si do templo foi fruto de uma total confusão e distorção da profecia dada pelo Senhor. Um resultado pra lá de “concreto” do que acontece quando as Palavras de Deus são mal interpretadas. Para fundamentar tal afirmação, leia atentamente as próximas passagens em que Deus entrega a profecia, por intermédio do profeta Natã a Davi, após lembrar-lhe de onde Ele havia tirado aquele que foi considerado um homem segundo o seu coração (vs. 10- 17): “E prepararei lugar para o meu povo, para Israel, e o plantarei, para que habite no seu lugar e não mais seja movido, e nunca mais os filhos da perversidade o aflijam como dantes, desde o dia em que mandei que houvesse juízes sobre o meu povo Israel. A ti, porém, te dei descanso de todos os teus inimigos; também o Senhor te faz saber que o Senhor te fará casa. Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais, então, farei levantar depois de ti a tua semente, que procederá de ti, e estabelecerei o seu reino. Este edificará uma casa ao meu nome, e confirmarei o trono do seu reino para sempre. Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; e, se vier a transgredir, castigá-lo-ei com vara de homens e com açoites de filhos de homens. Mas a minha benignidade se não apartará dele, como a tirei de

Saul, a quem tirei de diante de ti. Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre. Conforme toda esta visão, assim falou Natã a Davi.
No livro de Crônicas, na Bíblia, no primeiro livro, capítulo 17, versos de 9 à 15, está registrado o mesmo que acabamos de ver citado acima. Mas, vamos iniciar aqui a análise do que foi dito e posteriormente do que foi interpretado por Davi e mais adiante o que foi repassado por ele a Salomão seu filho e sucessor.

Pra começar observe que Deus faz declarações a Davi que são, na verdade, uma profecia a respeito de Israel e do próprio Messias, nosso Salvador. Observe bem atentamente que apesar de Davi intentar construir uma casa ao Senhor, a profecia disse que o próprio Deus é quem irá preparar um lugar á nação eleita de Israel, “para que não mais sejam movidos do seu lugar”, profecia esta que ainda não se cumpriu, pois Israel até os dias de hoje se encontra disperso, sem seu território devidamente definido e reconhecido no cenário mundial. Basta acompanhar a história e os noticiários pelos meios de comunicação que isso será claramente demonstrado e comprovado. Outra informação da profecia que merece igual atenção é o fato do Senhor revelar que Ele é quem iria fazer casa a Davi e não o contrário. Esta profecia se cumprirá na eternidade, segundo as palavras do próprio Salvador, conforme o que está registrado no livro de João, na Bíblia, capítulo 14: 2 e 3: “Na casa de meu Pai há muitas moradas [casas]; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também.” Repare que esta promessa do Messias, concorda com o que foi predito através de Natã a Davi, tanto no aspecto pessoal quanto no aspecto coletivo, a respeito da nação, a quem Deus irá preparar um lugar para que não mais sejam movidos de seu lugar. Que tremendo! Deus estava dizendo: “Hei, Davi, acorda! Não é você, mas Eu sou quem te escolheu e te exaltou e Sou Eu o mesmo quem vai te preparar um lugar e uma morada e não o contrário! Louvado seja o Nome do Senhor! Outra informação de extrema relevância é que a profecia revela que aquele a quem Deus estabeleceria o Reino, seria levantado após a morte de Davi e o seu Reino seria firmado para sempre. Embora, a princípio pareça ser Salomão, NÃO É. Um dos motivos lógicos, é que o reinado de Salomão durou 40 anos (II Cr. 9: 30), portanto não foi firmado para sempre. Além disso, nem mais existem, reis em Israel, segundo a carne. Logo, Deus não estava e nem poderia estar se referindo a Salomão como o tal que teria um reinado e ainda um reinado que durasse para sempre. Outro motivo é que quando Deus disse “farei levantar depois de ti a tua semente”, Ele não estava se referindo ao homem que descenderia de Davi logo imediatamente após ele, no caso, o próprio Salomão. No relato de Crônicas (17: 11, 12) diz que “...suscitarei a tua semente depois de ti, a qual será dos teus filhos, e confirmarei o seu reino. Este me edificará casa e confirmarei o seu trono para sempre.” Não pode ser Salomão pois a profecia diz que a semente que seria levantada sairia ‘dos’ e não ‘dentre os’ filhos de Davi, dando a entender e deixando claro que se tratava de um que sairia da linhagem genética de Davi, mas que não era exatamente nenhum de seus filhos diretos, “pois muitos filhos me tem dado o Senhor”(I Crônicas 28:5), disse Davi, mas sim um ascendente deles. Veja que é exatamente o contrário do que aconteceu com o próprio Davi, pois quando Samuel foi enviado, a Jessé, seu pai, por Deus para ungi-lo rei de Israel; no caso dele sim , a profecia disse ‘dentre’ e não ‘dos’ , ou seja, o rei que seria levantado, seria um filho direto de Jessé e não apenas um descendente distante, pois disse ‘dentre’ e não ‘dos’ leia em I Samuel 16:1: “Então, disse o Senhor a Samuel: Até quando terás dó de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel? Enche o teu caso de azeite e vem; enviar-te-ei a Jessé, o belemita; porque dentre os seus filhos me tenho provido de um rei”.

A respeito disso, lembre-se de que foi o Salvador, aquele que foi reconhecido como tal indivíduo, pois até dois cegos enxergaram essa verdade e disseram declarando “Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de nós!” Aleluia! (Mt. 9:27;15:22) Glória a Deus que revelou um de seus mistérios a uns que muitos tinham como cegos, mas que na verdade, enxergaram mais que muitos de sua época, pois quanto a estes “tinham olhos, mas não viam”. Esses, ao contrário, enxergaram e ainda manifestaram confessando com seus lábios que Aquele era o verdadeiro Filho de Davi predito pelos profetas (Mt.12:22). Aliás, até o próprio povo reconheceu o nosso Salvador como sendo o Filho de Davi predito nas Escrituras. Parece que apenas os escribas e fariseus, reconhecidos como doutores da Lei, não entenderam ou não quiseram estender isso. Diante disso o próprio Cristo disse: “Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes e as revelastes às criancinhas; assim é, ó Pai, porque assim te aprouve.”

Observe também que quando a profecia diz que “Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais, então, farei levantar depois de ti a tua semente” ela está dizendo claramente que aquele que haveria de ser levantado seria levantado após a morte de Davi; Salomão, no entanto, foi feito rei sobre Israel com seu pai ainda vivo. Além disso, a profecia dizia “farei levantar” como sendo uma ação do próprio Deus o que no caso de Salomão não foi verdade, pois quem o fez rei foi o seu próprio pai e não Deus, ao contrário de Saul, por exemplo, e do próprio Davi que foram feitos reis pelo próprio Senhor. Leia I Sm. 16:1, 12 e 13; I Cr.23:1. Para concluir este ponto, o relato conforme está no Livro de Crônicas, diz “...suscitarei a tua semente depois de ti...” A palavra suscitar quer dizer fazer nascer, logo o termo suscitarei, significa farei nascer, ou seja, a semente que haveria de vir, nasceria após a morte de Davi, pois diz “depois de ti”, mais um argumento incontestável de que não se tratava de Salomão, pois ele nasceu sendo Davi ainda vivo, sendo este mesmo o que o constituíra rei, como vimos. Fica assim claramente demonstrado e comprovado pela própria Escritura que a profecia não dizia nada a respeito de Salomão em nenhum dos aspectos, conforme predito pelo profeta Natã. Na verdade esse homem, predito por Natã e por todos os profetas da Antiga Aliança é o próprio Cristo, que veio ao mundo já nascido como Rei dos Judeus (Mt. 2:2), pois segundo Ele próprio o seu Reino não é deste mundo (Jo. 18:36), portanto já havia recebido tal coroação antes de aqui chegar (Jo. 17:5) e Ele sim havia sido ‘levantado’ por Deus. Este é aquele cujo Reino subsiste para sempre. Aliás, tudo o que Ele fez foi anunciar com palavra e poder o Evangelho do Reino, deste Reino, o Seu Reino. A profecia de Natã continua dizendo “Este edificará uma casa ao meu nome...

Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre”. Deus não estava se referindo a nenhuma construção física, mas estava falando de uma morada espiritual, uma vez que “o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens” (Atos 7: 48). Esta morada é aquela que Paulo fala aos efésios, cujo Cristo é a principal pedra de esquina (cap. 2: 21 e 22): “No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor. No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito”. Esta morada refere-se à Igreja, pois esta sim está sendo edificada por Cristo, o Filho do Deus Vivo (Mt. 16:16-18), Ele é o ‘Este’ filho mencionado pela profecia, e foi isso mesmo que também testificou o escritor de Hebreus (3:6) ao escrever que “que Cristo, como Filho, [estava] sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós se tão-somente conservarmos firmes até o fim a nossa confiança e a glória da esperança”. Além disso, esta casa que somos nós, ao contrário do reino de Salomão, será firmada para sempre, pois “as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt. 16:18), como prevaleceram sobre Salomão e seu reino físico e transitório, que era apenas uma sombra do que haveria de vir. Prosseguindo, a profecia disse “Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho”. O próprio escritor da Epístola aos Hebreus também deixa isso claro ao escrever (na Bíblia, Cap. 1; verso 5): “Porque a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho?” Repare que o escritor usa a mesma frase “Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho”(Salmos 2:7), não deixando dúvidas de que esta se refere a Cristo e somente a Ele. Pois se Deus, não se referiu assim nem a anjos, quanto mais a um simples homem mortal como o próprio Salomão! Deus mesmo testificou estar falando de Cristo, quando este na ocasião de Seu batismo acabara de sair das águas do rio Jordão, pois disse Deus: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt. 3:17). Deus estava testificando que este sim é Aquele Filho predito pelos profetas, inclusive Natã, e revelado à Pedro pelo Pai através do Espírito, O Filho do Deus Vivo. Este é Aquele que sem transgressão foi castigado com vara de homens e com açoites de filhos dos homens para nos remir dos pecados e nos apresentar santos e inculpáveis perante o Pai, conforme tudo o que já sabemos e conhecemos. Glória a Deus pelo Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!!! Tudo o que foi exposto até aqui mostra a profecia da forma como ela foi predita e sua verdadeira interpretação segundo o que pesquisamos na própria Escritura, com toda a diligência. A partir de agora vamos analisar também pela Escritura tudo conforme Davi interpretou e repassou para seu filho e veremos o resultado disso tudo. Para começar, vale a pena ressaltar que é importante ler todo o contexto da história tanto no livro de Samuel quanto nos livros de Crônicas, pois os dois livros relatam a oração que Davi fez ao Senhor após receber a profecia, por intermédio do profeta Natã, e mostram a perplexidade do rei diante de tão grandiosa profecia que foi tão mal interpretada por ele, como veremos adiante. Aliás, o próprio Jesus havia testificado que muitos reis e profetas desejaram ver e ouvir o que hoje nos é claramente revelado pelo Espírito! Pois disse Jesus (Lc 10: 22 à 24): “Tudo por meu Pai me foi entregue; e ninguém conhece quem é o Filho, senão o Pai, nem quemé o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. E, voltando-se para os discípulos, disse-lhes em particular: Bem-aventurados os olhos que vêem o que vós vedes, pois vos

digo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vós vedes e não o viram; e ouvir o que ouvis e não ouviram”. Foi exatamente esse o caso. Um rei, Davi, e um profeta, Natã, que receberam uma profecia, mas cujas mentes não alcançaram tal compreensão. Vale lembrar, no entanto, que ambos estavam debaixo da Antiga Aliança, portanto não haviam recebido O Espírito Santo da promessa como nós e, portanto não podiam compreender a profecia como nós, mesmo sendo ela transmitida, através deles mesmos.

Vamos ler o relato, que estará transcrito abaixo, conforme os dois livros, e logo após farei as colocações pertinentes. Em Samuel está assim registrado (Cap.7 vs de 25 à 27): “Agora, pois, ó Senhor Jeová, esta palavra que falaste acerca de teu servo e acerca da sua casa, confirma-a para sempre e faze como tens falado. E engrandeça-se o teu nome para sempre, para que se diga: O Senhor dos Exércitos é Deus sobre Israel; e a casa de teu servo será confirmada diante de ti. Pois tu, Senhor dos Exércitos, Deus de Israel, revelaste aos ouvidos de teu servo, dizendo: Edificar-te-ei casa. Portanto, o teu servo achou no seu coração fazer-te esta oração”. No livro de Crônicas está assim registrado (Cap. 17 vs de 23 à 25): “Agora, pois, Senhor, a palavra que falaste de teu servo e acerca da sua casa, seja certa para sempre; e faze como falaste. Confirme-se, com efeito, e que o teu nome se engrandeça para sempre, diga-se: O Senhor dos Exércitos é o Deus de Israel, é Deus para Israel; e fique firme diante de ti a casa de Davi, teu servo. Porque tu, Deus meu, revelaste ao ouvido de teu servo que lhe edificarias casa; pelo que o teu servo achou confiança pra orar em tua presença”.
Observe que no relato, tanto do livro de Samuel, quanto do livro de Crônicas, Davi não compreende a grandiosidade da profecia e reduz a sua interpretação como se referindo a uma ‘casa’ natural, pois disse “falaste acerca de teu servo e acerca da sua casa”, “a casa de teu servo”, “a casa de Davi, teu servo”. É evidente que Davi não compreendeu a revelação porque disse “tu, Deus meu, revelaste”, dando a entender com isso que o próprio Deus havia falado de uma casa natural como sendo uma sucessão de reis que descenderia dele segundo a carne e que tal sucessão jamais se acabaria, como se Deus tivesse revelado que se tratava de um reino natural, pois disse Davi (I Cr. 28:4): “E o Senhor, Deus de Israel, escolheu-me de toda a casa de meu pai, para que eternamente fosse rei sobre Israel; porque a Judá escolheu por príncipe, e a casa de meu pai, na casa de Judá; e entre os filhos de meu pai se agradou de mim para me fazer rei sobre todo o Israel.”

Segundo o que, anteriormente, foi aqui exposto, pela própria Escritura, e historicamente comprovado, tal interpretação foi um equívoco por parte de Davi. Além disso, Davi acrescentou dizendo: “tu, Deus meu, revelaste ao ouvido de teu servo que lhe edificarias casa”. Ele não compreendeu de que Deus estava se referindo a uma morada eterna e, antes de tudo, espiritual conforme o que já vimos, segundo as palavras do próprio Cristo relatadas em João 14:2 e 3. Davi também não entendeu que Aquele que seria levantado depois dele, e não enquanto ele estivesse vivo, não era Salomão, mas sim Jesus. Não entendeu que “a tua semente depois de ti, a qual será dos teus filhos”, não era Salomão e sim o Filho de Davi, Jesus. Ele estava tão certo, equivocadamente é claro, que se tratava de Salomão que afirmou isso perante todo o Israel e o próprio Salomão (I Cr. 28:5-10), dizendo: “E, de todos os meus filhos (porque muitos filhos me deu o Senhor), escolheu ele o meu filho Salomão para assentar no trono do reino do Senhor sobre Israel. E me disse: Teu Filho Salomão, ele edificará a minha casa e os meus átrios, porque o escolhi para filho e eu lhe serei por pai. E estabelecerei o seu reino para sempre, se perseverar em cumprir os meus mandamentos e os meus juízos, como até ao dia de hoje. Agora, pois, perante os olhos de todo o Israel, a congregação do Senhor... tu, meu filho Salomão, conhece o Deus de teu pai e serve-o com um coração perfeito e com uma alma voluntária; porque esquadrinha o Senhor todos os corações e entende todas as imaginações dos pensamentos; se o buscares, será achado de ti; porém, se o deixares, rejeitar-te-á para sempre. Olha, pois, agora, porque o Senhor te escolheu para edificares uma casa para o santuário; esforça-te e faze a obra.” Parece até um exagero o fato de como todas as palavras de Deus foram tão mal interpretadas. É quase inacreditável tamanha incompreensão espiritual daquilo que sai da boca do Senhor. Os versos transcritos acima mostram claramente como Davi interpretou a profecia. Além de não entender de que Deus não estava se referindo a um reino natural e de que a casa que Deus, e não ele, lhe edificaria era espiritual e eterna agora Davi mostra também não ter entendido que a semente que seria suscitada por Deus era o Messias, dizendo a toda a nação e ao seu filho que era o próprio Salomão, pois disse “escolheu ele o meu filho Salomão” e ainda “E me disse: Teu Filho Salomão, ele edificará casa” e mais: “porque o escolhi para filho” Dizendo também ao

próprio Salomão em particular: “Olha, pois, agora, porque o Senhor te escolheu para edificares...” Veja as palavras de Davi a Salomão, conforme está em I Cr. 22:7-11: “E disse Davi a Salomão: Filho meu, quanto a mim, tive em meu coração o edificar casa ao nome do Senhor, meu Deus. Porém a mim a palavra do senhor veio, dizendo: Tu derramaste sangue em abundância e fizeste grandes guerras; não edificarás casa ao meu nome; porquanto muito sangue tem derramado na terra, perante minha face. Eis que o filho que te nascer será homem de repouso; porque repouso lhe hei de dar de todos os seus inimigos em redor; portanto, Salomão será o seu nome; ele me será por filho, e eu a ele por pai; e confirmarei o trono do seu reino sobre Israel, para sempre. Agora, pois, meu filho, o Senhor seja contigo, e prospera e edifica a Casa do Senhor, teu Deus, como ele disse de ti.” O nome Salomão ou Shlomô (em hebraico:המלש), deriva da palavra Shalom, que significa "paz", tem o significado de "Pacifico". Salomão, foi adicionalmente chamado de Jedidias pelo profeta Natã (em árabe ناميلس Sulayman), nome que em hebraico significa "Amado do Senhor". (II Samuel 12:24, 25). Logo, Salomão é uma tipologia do Messias, mas não o próprio. Pois é Ele, o Messias, o nosso “homem de repouso” e é o único que realmente alcançou descanso de “todos os seus inimigos em redor”, pois a Ele foi dado todo opoder e autoridade tanto na terra como no céu, e somente a Ele, e não a Salomão! Além disso, só nEle encontramos verdadeiro repouso, pois Ele mesmo é o que diz: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e EU vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso [repouso] para a vossa alma. Pois o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” - Mt. 11:28-30. É como se o nosso Salvador dissesse: “Vinde todos pois EU vos aliviarei, [e não Salomão], pois EU sou o ‘Homen de repouso’ [e não o rei Salomão]” . O próprio Cristo, em Mt. 12:42, testificou de si mesmo, aos escribas e fariseus, dizendo: “E eis que está aqui quem é mais do que Salomão”. Sendo assim a colocação “...Salomão será o seu nome...”, não se trata de uma afirmação literal do nome de um homem, mas sim de um atributo do Messias. Então, quando a profecia disse “...Salomão será o seu nome...” é como se Deus dissesse: “Pacífico será o seu nome” ou ainda “Ele será chamado de Pacífico”. O próprio profeta Isaías, a respeito do Messias profetizou dizendo (Is. 9:6) que “...o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”. E como já vimos, foi a Ele que Deus chamou de Filho ‘Amado’, e somente a Ele Deus confirmou o trono do seu Reino para sempre. Ora, fica evidente o fato de que Davi não havia compreendido o real sentido da profecia e ainda transmitiu como líder que era, todo esse equívoco a toda a nação como também ao seu próprio filho. Impressionante! Basta voltarmos um pouco atrás e rever como esta ‘semente prometida’ não é e nem poderia ser Salomão, mas sim Aquele de quem O próprio Deus testificou, como acabamos de dizer: “Este [Jesus, não Salomão] é O Meu Filho ‘Amado’, em quem me comprazo”. Davi foi tão convincente ao dizer ao seu filho que ele era o escolhido, no tocante a profecia, que em II Cr. 6:7 e 8, Salomão sente segurança em afirmar até o que Deus não dissera: “Também Davi, meu pai, teve no seu coração o edificar uma casa ao nome do Senhor, Deus de  Israel. Porém o Senhor disse a Davi, meu pai: Porquanto tiveste no teu coração o edificar uma casa ao meu nome, bem fizeste de ter isso no teu coração.” Veja o absurdo de tal afirmação “bem fizeste de ter isso no teu coração”. Deus, ao contrário, resistiu ao intento de Davi, na mesma noite, em que manifestara este desejo, ao falar com o profeta Natã, dizendo “Tu não me edificarás uma casa para morar”. É realmente de se pasmar! Porém, Salomão não só acrescentou o que Deus não dissera como também reafirmou o equívoco de seu pai acerca de si mesmo, dizendo no verso 9: “Contudo, tu não edificarás a casa; mas teu filho, que há de descender de ti, esse edificará casa ao meu nome”. Diante de tudo, podemos observar que Davi não entendeu a profecia conforme o seu real sentido e que suas distorções levaram a uma sucessão de incompreensões sobre o que realmente significavam cada um dos elementos de tal profecia. Mas, o mais grotesco de tudo é que para finalizar o último elemento da profecia refere-se à casa que seria edificada pelo Rei referido na profecia. Como todos os demais elementos da profecia este último, a casa, também foi mal interpretado, pois Davi não entendeu de que se tratava da Igreja, que seria edificada pelo Messias. Logo, sua mente projetou para a construção física, fruto de seu desejo, e não do Senhor, completando o ciclo do emaranhado de equívocos e distorções das palavras de Deus. Davi estava tão certo de que se tratava de uma construção física que antes mesmo de morrer deixou todos os preparativos para seu filho, o escolhido, segundo o que acreditava, para que este pudesse concluir a obra; e, além disso, envolveu todo o Israel em prol desta missão onde todos voluntariamente contribuíram para tal obra (veja I Cr. 22, 28 e 29).

Embora pareça que todos em Israel estavam certos de que Deus pedira a Davi para construir-lhe uma casa, segundo o que mal interpretaram da profecia, o próprio Salomão, em um surto de lucidez, parece por um momento ter compreendido que tal ato de construir uma casa para Deus era realmente estranho, e de que ele fosse o tal escolhido para isso. Observe suas palavras (II Cr. 2: 5 e 6): “E a casa que estou para edificar há de ser grande, porque o nosso Deus é maior do que todos os deuses. Porém quem teria força para lhe edificar uma casa, visto que os céus e até os céus dos céus o não podem conter? E quem sou eu, que lhe edificasse casa, salvo para queimar incenso perante ele?” Realmente impressionante e esclarecedora é esta colocação de Salomão! Se prestarmos bem atenção, por todo o contexto da história, perceberemos que Salomão só se envolveu em todo este evento, pois foi assim convencido por seu pai, o rei Davi, mas que ele mesmo achou, por assim dizer, um tanto quanto estranho a ideia de se construir uma ‘casa’ pra Deus, o Todo-poderoso, e ainda de que ele era
o escolhido para isso. Mas diante do que dissera o grande rei Davi, quem se oporia não é mesmo? Afinal, aquele que era considerado o “homem segundo o coração de Deus” não iria errar! Pelo jeito, foi assim mesmo que entenderam, e assim aconteceu. Observe também que Salomão entendeu que o local que seria construído não poderia ser uma ‘casa’, por assim dizer, como seu pai havia dito, pois isso implicaria dizer que Deus ali iria morar, o que não seria possível “visto que os céus e até os céus dos céus o não podem conter”. Logo, seria apenas um local consagrado “para queimar incenso perante ele”. Mas tudo isso apenas foi dito em um surto de lucidez, pois mais adiante, Salomão rapidamente torna àquele espírito equivocado de seu pai dizendo (II Cr. 6:2): “E eu tenho edificado uma casa para morada e um lugar para a tua eterna habitação”. Veja quão grande é a influência de um grande líder sobre o seu povo. Pois Davi, como vimos, interpretou equivocadamente a profecia de Deus, reafirmou o equívoco perante todo o Israel e seu próprio filho e ainda levou o próprio Salomão no mesmo caminho, pois assim disse este (II Cr. 6: 10): “Assim, confirmou o Senhor a sua palavra que ele falou; porque eu me levantei em lugar de Davi, meu pai, e me assentei sobre o trono de Israel, como o Senhor disse, e edifiquei a casa ao nome do Senhor, Deus de Israel. E pus nela a arca em que está o concerto que o Senhor fez com os filhos de Israel”. Esta afirmação “assim, confirmou o Senhor a sua palavra” e ainda “como o Senhor disse”, deixa mais que evidente que Salomão se convenceu de que na profecia a ‘casa’ se tratava de um local físico e de que ele mesmo era a ‘semente prometida’ por Deus, pois ainda disse “porque eu me levantei em lugar de Davi, meu pai” e, “[eu] edifiquei a casa ao nome do Senhor”. Se observarmos bem, nesta fala Salomão mesmo confessa com seus próprios lábios o que é exatamente contrário à Profecia, pois ao invés de dizer “porque Deus me levantou em lugar de Davi, meu pai” ele disse “porque eu me levantei em lugar de Davi, meu pai” evidenciando ainda mais o equívoco cometido. Isso sem contar que quando ele disse “[eu] edifiquei a casa ao nome do Senhor” ficou também evidente de que o entendimento vigente de todos era que a casa mencionada na Profecia se tratava realmente de um local físico, o qual veio a ser o Templo, construído sobre três carreiras de grandes pedras e uma carreira de madeira nova (Esdras 3:10; 6:3, 4), e não de uma morada espiritual, o que é um absurdo; já que esta casa ainda está sendo edificada, não é obra concluída e nem ao menos se trata de um local físico, mas sim da Igreja a morada espiritual do Altíssimo que está sendo edificada pelo próprio Messias, como vimos, e não por um homem mortal como Salomão. Apesar de tanto equívoco, após construir o templo, Salomão ora a Deus e, em sua oração, reconhece dizendo (II Cr. 6: 18 e 19): “Mas verdadeiramente habitará Deus com os homens na terra? Eis que o céu e o céu dos céus não te podem conter, quanto menos esta casa que tenho edificado? Atende, pois, à oração do teu servo e à sua súplica, ó Senhor, meu Deus, para ouvires o clamor e a oração que o teu servo faz perante ti”.
Observe que Salomão reconheceu definitivamente que Deus verdadeiramente não habitaria na terra em uma casa física feita por mãos humanas. Note também, com muita diligência, que foi após reconhecer definitivamente isso é que Salomão pede à Deus que atenda à sua oração, cujo conteúdo está registrado do versículo 20 ao 42. Leia as passagens que se seguem (II Cr. 7: 1,2, 12-16, 19-22). Observe atentamente que após e somente após este episódio (a oração que em que Salomão reconhece que Deus não habita em templos físicos) é que Deus se manifesta, em sinal de aprovação, com fogo caindo do céu para consumir o holocausto e os sacrifícios oferecidos a Deus no templo (II Cr. 7: 1): “E acabando Salomão de orar, desceu fogo do céu e consumiu o holocausto e os sacrifícios: e a glória do Senhor encheu a casa”. Mesmo assim, isso não significou, que o Senhor Todo-Poderoso havia voltado atrás e consentido em morar em casa feita por mãos humanas. Leia o que se segue (II Cr. 7:12, 15 e 16): “E o Senhor apareceu de noite a Salomão, e disse-lhe: ouvi a tua oração, e escolhi para mim este lugar para casa de sacrifício (...) Agora estarão abertos os meus olhos e atentos os


meus ouvidos à oração deste lugar. Porque agora escolhi e santifiquei esta casa, para que o meu nome esteja nela perpetuamente: e nela estejam fixos os meus olhos e o meu coração todos os dias”. Nestas passagens da Escritura fica bem claro que Deus, embora tenha consentido com a construção do templo. Este não seria a sua ‘casa’ e sim um ‘lugar para casa de sacrifício’. Além disso, atente bem para o fato de que quando Deus disse “Agora estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos...” e ainda “agora escolhi e santifiquei esta casa...” Ele também estava deixando bem claro, que foi só a partir daquelas circunstâncias que Ele passou a consentir com a ideia do templo, pois disse ‘agora’ querendo dizer que a ideia inicial de construir o templo não era de sua vontade, mas como Salomão, através da oração, reconheceu que nunca poderia de fato Lhe construir uma casa e Lhe ofereceu sacrifícios desejo de uma resposta positiva quanto a todo o esforço empregado, ‘agora’ Ele consentiria com tal obra escolhendo e santificando a mesma, para que as orações feitas ali fossem por Ele respondidas, conforme tudo o que Salomão havia pedido em sua oração. Quanto ao reino terreno e transitório de Salomão, Deus se manifesta dizendo (II Cr. 7:17 e 18): “E, quanto a ti, se andares diante de mim, como Davi teu pai, e fizeres conforme a tudo o que te ordenei, e guardares os meus estatutos e os meus juízos, também confirmarei o trono do teu reino, conforme fiz com Davi, teu pai, dizendo: Não te faltará varão que domine em Israel.” Note que esta é a primeira vez que Deus realmente se manifesta a Salomão, se referindo ao seu reinado, note ainda que, ao contrário do que Davi havia interpretado da profecia dado por intermédio de Natã, Deus não se referiu a Salomão dizendo que confirmaria o trono do seu reino para sempre. Deus apenas disse “confirmarei o trono do teu reino” e isso ainda “se andares diante de mim”. Este era um concerto que Deus estava fazendo naquele momento com Salomão e que não tinha nenhuma relação com o que foi dito ou profetizado anteriormente através de Natã. Mesmo diante disso tudo Deus colocou uma condição a Salomão e ao povo, e somente se eles cumprissem com esta condição é que Deus aceitaria o templo, pois disse o Senhor (II Cr. 7: 19 à 21): “Porém se vós vos desviardes, e deixardes os meus estatutos e os meus mandamentos... então vos arrancarei da minha terra que lhes dei, e lançarei da minha presença esta casa que consagrei ao meu nome, e farei com que seja um provérbio e monte entre as gentes. E desta casa, que fora tão exaltada, qualquer que passar por ele se espantará, e dirá: Porque fez o Senhor assim com esta terra e com esta casa? Tanto o tabernáculo como o templo eram lugares onde se ofereciam sacrifícios a Deus e onde Ele revelava sua glória, como sendo a sua própria presença (Êxodo 40: 34, 35/II Crônicas 7:1, 2); não asseguravam, no entanto, a presença de Deus; eram apenas símbolos, uma vez que o Senhor só se manifestava ao seu povo se esse andasse em conformidade com a sua Palavra (Jeremias 7:1-7). Para compreender melhor tudo isso é bom ressaltar que nem sempre tudo o que Deus permite ocorrer ou que Ele consente é necessariamente a Sua vontade. No entanto, em sua infinita graça e misericórdia ele nos aceita e aceita muita de nossas ações ou obras a fim de nos revelar o quão falhos somos e o quão melhor é obedecer não somente a sua Palavra, mas a sua vontade. Para exemplificar isso basta recordarmos que em Israel houve um período em que não havia um regime monárquico de governo, ou seja, não havia reis, Deus mesmo governava por intermédio dos Juízes, dentre os quais os filhos de Samuel foram os últimos a governar. A história de como ocorreu esta transição está no primeiro livro de Samuel, capítulo 8 da Bíblia. Naquela ocasião, diante dos pecados dos filhos de Samuel, os anciãos da nação israelita clamaram por um rei, pois disseram a Samuel (v.5b) “constitui-nos, pois agora um rei sobre nós, para que ele nos julgue, como o têm todas as nações”. Eis como o próprio Deus recebeu tal anseio do povo (v.7 e 22): “Ouve avoz do povo em tudo quanto te disserem, pois não te tem rejeitado a ti, antes a mim me tem rejeitado para eu não reinar sobre eles (...) Então o Senhor disse a Samuel: Dá ouvidos à sua voz, constitui-lhes um rei..”.Podemos ver claramente que nunca foi a vontade Deus que houvesse reis em Israel que governasse sobre o povo, mesmo assim Deus consentiu com tal anseio do povo e o resultado final foi um povo oprimido pela tirania de alguns reis e dividido por disputas pelo poder. Mas tudo isso foi necessário? Logicamente que não “Porém o povo não quis ouvir a voz de Samuel; e disseram: Não, mas haverá sobre nós um rei. E nós seremos como todas as nações; e o nosso rei nos julgará, e sairá adiante de nós, e fará as nossas guerras”. I Sam. 8:19 e 20. Eles quiserem ser “como todas as nações”. E este é o ponto-chave. Da mesma forma como Deus jamais quis que um rei governasse sobre Israel, embora tenha consentido ou permitido tal coisa, de igual modo jamais foi da vontade de Deus que um templo fosse construído a ele, embora Ele tenha permitido e até mesmo consagrado tal “casa”. Eles queriam ser mesmo “como todas as nações”. As nações tinham reis e também havia altares erigidos aos mais diversos deuses em todas as nações, que nós bem sabemos que na realidade eram demônios. Israel não se contentou em imitar os povos quanto à forma de governo, agora eles

queriam fazer o mesmo quanto à forma de cultuar sua divindade. É triste mais é a realidade! “Pois eu vos digo que está aqui quem é maior do que o templo. Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero e não sacrifício, não condenaríeis os inocentes”. Mt. 12: 6,7. Em João 2:18-21 Jesus transferiu para si a ideia do templo confirmando o que havia predito o profeta Ageu sobre a Glória da Segunda Casa, agora revelada no próprio Jesus (Ageu 2:7, 9). Jesus é o Templo pelo qual os servos fiéis têm acesso a Glória de Deus! Aleluia! Isso tão é verdade que a Palavra relata que na nova Jerusalém “... não haverá templo porque o seu templo é o Senhor Todo-poderoso, e o Cordeiro” (Apocalipse 21:22). Ageu relata que “... neste lugar[a segunda casa que é Cristo] darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos”. No Novo Testamento Paulo nos explica que “...temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5:1; Col 1:20) e que “... somos um só corpo em Cristo...” (Romanos 12:5) e por isso também somos templo de Deus “... se tão-somente conservarmos firmes até o fim a nossa confiança e a glória da esperança” (Hebreus 3:6,14), uma vez que “o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens” (Atos 7:48; I Coríntios 3:16;6:19). Aqui esta uma revelação: o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens, mas nós somos o templo de carne e osso feito pelas próprias mãos do Senhor e é nesse templo, feito não por mãos de homens, mas moldado pelo próprio Deus, que Ele habita: em mim e em você! (Salmos 139: 13, 15 e 16) Não em um prédio de alvenaria como muitos pensam ou mesmo praticam! Leia I Coríntios 3:16 e 6:19! Ora, uma vez que Cristo vive em mim tenho acesso á Glória divina e sou portador dela (II Coríntios 5:17; 3:18). O Messias nos ensinou que somente os que guardam a Palavra do Senhor são os que edificam sobre a rocha; aqueles que a ignoram, no entanto, são os que edificam sobre a areia (Mateus 7:24-27). Ele estava, na verdade, dizendo que aqueles que nEle confiam não serão abalados pelas situações carnais, mundanas e demoníacas que nos cercam, mas os que o negam sofrerão grande dano ocasionado por estas situações por não serem praticantes da Palavra, mas somente ouvintes esquecidos (Tiago 1:22-24). Hoje somos descendência de Abraão, pela fé em Cristo, e por ela participantes das promessas divinas (Romanos 9:8; Gálatas 4:28; 5:5) ; e de similar modo, fomos resgatados da opressão de Satanás, príncipe deste mundo, assim como Israel foi liberto do Egito, da opressão de Faraó (Êxodo 2:23-25; I Pedro 2:9,10). Sendo assim, o relato de II Samuel 7:5, 6 refere- se a todos nós que servimos a Deus. Analogamente aos ensinos de Cristo, Deus nos exorta a que permaneçamos firmes; alicerçados em Sua Palavra, em Sua Presença uma vez que as tendas ou tabernáculos eram armados sobre solo arenoso, sendo facilmente removidos. Deus deseja que deixemos de ser inconstantes em Sua Palavra, assim como os tabernáculos o eram no deserto e passemos a ser sua firme habitação, assim como o templo o era em Jerusalém, a fim de que Sua Glória venha a ser manifesta aos homens através de nós. Assim como o templo em Jerusalém fora edificado sobre três carreiras de grandes pedras e uma carreira de madeira nova, o Senhor deseja que as nossas vidas sejam alicerçadas sobre as revelações que ele nos concede a respeito dEle como Pai , do Filho e do Espírito Santo e sobre o entendimento do sacrifício de Cristo no madeiro, onde a nossa redenção e eternidade foram conquistadas, com as despesas da casa do Rei dos reis e Autor da Vida (Ed 6:4). A afirmação de I Coríntios 3:16 é para todos quantos são chamados filhos de Deus, porém muitos ainda se portam como tabernáculos e não templo, ou seja, são inconstantes na sua decisão por Deus e em tudo o que se refere ao compromisso com o Reino (Col 1:23). Deus nos convida e nos exorta a firmarmo-nos de uma vez por todas em Sua palavra como um verdadeiro “templo vivo do Senhor!”.

Irmão Gleverton Martins

Os três elementos alterados: Templos, Sacerdotes e Sacrifícios.


O antigo Judaísmo estava centrado em três elementos: O templo, o sacerdócio e o sacrifício. Quando o Salvador veio, Ele cancelou os três elementos cumprindo-os em Si mesmo. Ele é o Templo que incorpora uma casa nova e viva feita de pedras vivas — “sem mãos [humanas]”. Ele é o Sacerdote que estabeleceu um novo sacerdócio. Ele é o Sacrifício perfeito e definitivo.

Os pagãos tiveram seus templos, seus sacerdotes e seus sacrifícios. Foram apenas os cristãos que descartaram todos estes elementos. Poder-se-ia dizer que o cristianismo foi a primeira religião sem templos.

É importante ressaltar, que não é só o templo-centrismo, mas a santolatria, as indulgências, os amuletos, as simbologias, o paganismo foi geral. Quer um exemplo? A cruz. Sabe quando que a cruz foi tida como referência artística à morte de Cristo? Depois de Constantino. Por sua vez, o crucifixo, a representação artística do Salvador pregado na cruz, surgiu no século V. O costume de fazer o “sinal da cruz” com a mão teve origem no século II.


AULA | MÓDULO 6

              O DÍZIMO É BÍBLICO? É CRISTÃO?

Odízimo para começo de conversa não é no singular, mas no plural: dízimos. E para aprofundar mais, nos originais o termo é: ceifa e não dízimos.

Na Velha Aliança temos pelo menos 4 palavras que são traduzidas por "dízimos".

1ª - (rasa'am) מעשר uo (resa'am) מעשר- Nominativo masculino procedente de רשע (Aser) = DEZ. Assim רשעמ (ma'asar) = corresponde há:

*Dízimo/ décima parte.
*Décima parte.
*Dízimo/pagamento de uma décima parte.

Textos Bereshit (Gênesis) 14: 20, Bemidbar (Números) 18:26, Devarim (Deuteronômio) 12: 17.
2ª - (rasA) עשר- Verbo: *Pagar o dízimo, tomar a décima parte de, dar o dízimo, receber o dízimo: (Qal) pagar o dízimo.
(Piel) dar o dízimo.
(Hifil) receber o dízimo.

Textos Bereshit (Gênesis) 28: 22

3ª -  (iryisA) עשירי- Adjetivo procedente de רשע (Aser) = Dez.

*Número ordinal.
*Um décimo.

Texto Veiycrah (Levítico) 27: 32.

4ª - (norasI) עשרון- Procede também de רשע (Aser) = Dez *Décima parte/ dízimo Texto Veiycrah (Levítico).

No Velho Testamento há sim a palavra 'dízimos', que por sua vez significa 'décima parte', ou seja; divide o que você tem em 10 partes iguais, retinha nove montantes para você e a décima parte devolvia à Elohim conforme Dt 14, mas HOJE, compare abaixo a mudança dos testamentos:


VELHO TESTAMENTO: Israel > lei > arca da aliança > templo > dízimo
NOVO TESTAMENTO: Gentios e ex-gentios > amor > Espírito Santo > nós > ajuda ao próximo

Abraão, o dizimista


Geralmente Abraão é visto ou apresentado, nos nossos dias, por alguns pregadores desavisados, como um modelo de dizimista fiel.

Vamos examinar, então, esse ponto de vista. Abra a sua Bíblia e leia Gênesis 12, onde está o relato do começo da história dos hebreus ou judeus, como passaram a ser mais conhecidos. Aí está a chamada de Abrão (nome que mais tarde foi mudado para Abraão). Pode começar a usar o seu lápis vermelho. Eis a ordem de Adonai: Sai da tua terra,... e vai para a terra que te mostrarei... Eis a obediência de Abraão: Partiram para a terra de Canaã e lá chegaram... Observe que ele foi chamado para sair da sua terra e ir para outra terra, que ele não conhecia. Tão logo chegou à terra de Canaã, Adonai lhe revelou que essa era a terra. Eis a promessa de Adonai: Darei à tua descendência esta terra. Logo depois, Abraão ficou sabendo que a posse dessa terra somente se concretizaria na sua descendência após quatro séculos: Sabe, com certeza, que a tua posteridade será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos. Mas também eu julgarei a gente a que têm de sujeitar-se; e depois sairão com grandes riquezas. E tu irás para teus pais em paz; serás sepultado em ditosa velhice. Na quarta geração tornarão para aqui; porque não se encheu ainda a medida da iniqüidade dos amorreus. Naquele mesmo dia fez o Criador aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito até o grande rio Eufrates (Gênesis 15).

E Abraão sabendo que a posse da terra não viria no seu tempo, e que viveria nela como estrangeiro, deu um jeito de comprar um pedacinho de terra para sepultar sua mulher e, depois, ele mesmo ser também sepultado nela (Gênesis 23).

Já na terra de Canaã, Abraão seseparou do seu sobrinho Ló. Abraão era um homem muito rico, possuidor de grande rebanho, de sorte que a terra já não comportava os dois, visto que Ló também tinha seu numeroso rebanho (Gênesis 13). Após essa separação, Abraão teve de entrar numa guerra de quatro reis contra cinco para socorrer seu sobrinho, que tinha sido levado cativo. Ele lutou do lado dos cinco, e dela se saiu vencedor. Então Abraão deu ao misterioso rei e sacerdote Melquisedeque o dízimo de tudo (Gênesis 14). Não das dízimas da terra prometida, pois ele nunca teve a posse da terra! Foi um gesto voluntário e de acordo com os costumes antigos. Não havia preceito. Agora, veja à luz do próprio texto e de Hebreus 7, que nesse “tudo” não estavam incluídos as dízimas da terra, tanto do grão do campo, como do fruto das árvores (Levítico 27), nem os bens particulares de Abraão: seu gado, seu ouro e prata, mas somente os despojos, ou seja, os bens que eles tinham tomado dos inimigos derrotados. Aliás, bens que Abraão até desprezou, visto que nada quis daquilo para si, posto que, além de ser um homem muito rico, recebera recentemente muitos presentes do Faraó do Egito. Observe que ele foi para essa guerra com 318 homens guerreiros, dos mais capazes, nascidos em sua casa, isto é, filhos dos seus servos e servas, o que denota o quanto ele era rico (Gênesis 12, 13, 14). Portanto não houve nesse gesto de dar o dízimo a Melquisedeque o hoje tão propalado sacrifício, que libera as bênçãos provenientes da entrega do dízimo, e que alguns pregadores procuram inculcar nos dizimistas!

O dízimo  é  anterior  à lei


Esse é o forte argumento comumente usado pelos pregadores do dízimo, para rebater os cristãos não dizimistas, que afirmam que o dízimo é da lei. Realmente, parece um argumento e tanto, bastante robusto, irretorquível. Mas acompanhe passo a passo o raciocínio a seguir.

Os preceitos que se seguem também são anteriores à lei, e foram incorporados a ela, mas nem por isso nos sentimos obrigados a observá-los, e nem somos ensinados a fazê-lo:

A distinção entre animal limpo e animal imundo, e a conseqüente proibição de comer a carne deste último [Gênesis 7, Levítico 11];
A circuncisão [Gênesis 17, 21; Josué 5];
O sacrifício de animais [Gênesis 15; Êxodo 20, 24; Levítico 1 e seguintes];
A consagração dos primogênitos dos homens e dos animais a Deus [Êxodo 13, Números 3];
O levirato [Gênesis 38, Deuteronômio 25];
A celebração anual da páscoa [Êxodo 12, 23; Josué 5];
A guarda do sétimo dia (sábado) [Gênesis 2; Êxodo 16, 20, 23].

Você certamente concorda comigo nisso, mas poderá levantar uma forte objeção: É verdade, o raciocínio acima parece lógico, mas o dízimo aparece também no Novo Testamento, logo deve ser observado, pois ficou inserido no contexto do evangelho.

Nada disso, a problemática toda esta na falsa divisão do Velho Testamento para o Novo Testamento, naquela famosa página branca entre Malaquias e Mateus.

Leia todo capítulo 9 de Hebreus (vamos tratar sobre isso mais adiante). O NT começou na cruz, quando o Salvador exclamou: “Tetelestai”, está consumado, está pago a dívida. Rasgou o véu e o
N.T.  iniciou.

Portanto o Messias veio para cumprir a lei e abolir a mesma, resumindo os mandamentos em: Amor! Em Mateus 23:23 ainda é V.T. Em todo momento o Messias apontava para a nova aliança que viria.
Ora, vimos na aula anterior que se se não há casa para arca da aliança, porque não existe mais arca da aliança, logo não existem dízimos.

-  Os judeus sabem disso, e são contra o dízimo cristão
-  Os Metodistas, bem como outros círculos protestantes assumem que o Dízimo é regra da denominação Metodista e não do Novo Testamento à Igreja.
-  O catecismo católico e o Vaticano II deixa claro que não há provas bíblias neo-testamentárias para o dízimo, e que isso é voluntário, e para manutenção da estrutura católica

Que vergonha então para o mundo gospel, pentecostal e neo-pentecostal que insistem na cobrança equivocada do dízimo.
Veja algumas mudanças:

A distinção entre animal limpo e animal impuro aparece também no Novo Testamento. O apóstolo Pedro tinha dificuldade com isso, mas este problema foi resolvido, pelo menos em relação aos gentios [Atos 10, 11, 15];
A circuncisão também está no Novo Testamento, e está relacionada à pessoa mais importante. E foi justamente no dia da sua circuncisão, quando completou oito dias de vida, que ele recebeu o seu nome: Yeshua, Yahushua, J’sus [Lucas 2]. Aliás, a prática da circuncisão até aparece lá bem na frente. O próprio apóstolo Paulo circuncidou Timóteo, filho de uma judia crente e pai grego [Atos 16]; Entretanto, a circuncisão é agora espiritual – vide todo livro aos Hebreus e carta aos Gálatas.
De igual modo, o sacrifício de animais. Na consagração do primogênito Jesus, foram sacrificados um par de rolas e dois pombinhos [Lucas 2]; Ainda não é Novo Testamento.
E como estava escrito na lei, ele foi também consagrado ao Eterno na condição de primogênito [Lucas 2]; Ainda era Velho Testamento.
O levirato, por sua vez, ainda era praticado nos dias do Salvador. Os saduceus nos dão notícia disso nos três Evangelhos [Mateus 22, Marcos 12, Lucas 20]; Ainda era Velho Testamento.
A celebração anual da Páscoa, também. E o próprio Salvador a celebrou [João 2, 13, 18; Mateus 26]; Ainda era Velho Testamento.
E até o polêmico sábado era observado [Lucas 4, 23; Mateus 24]. Ainda era Velho Testamento.


E o que dizer do voto?


A promessa votiva, isto é, a promessa com que uma pessoa se obriga para com o Criador, e a obrigação do dízimo para os israelitas, nasceu do voto de Jacó (portanto antes da outorga da lei). Em diversas ocasiões, o Altíssimo deu longas e detalhadas instruções a Moisés sobre o voto, particularmente o de nazireu [Levítico 27; Números 6, 30; Deuteronômio 23]. Os nazireus mais conhecidos da Bíblia são: Sansão [Juízes 13], Samuel [I Samuel 1], João Batista [Lucas 1, 7]. No Novo Testamento, temos notícia de que o apóstolo Paulo raspou a cabeça, em Cencréia, por ocasião da sua segunda viagem missionária, por ter tomado ou feito voto [Atos18]. E foi exatamente pelo seu envolvimento no cumprimento de votos alheios, feitos por quatro homens, quando seguia sugestões dos apóstolos, que acabou sendo preso e processado em Jerusalém, o que pôs fim à sua carreira missionária e resultou na sua ida a Roma, para julgamento perante o tribunal do imperador César [Atos 21 a 29]. Paulo fez isso porque ele fazia de tudo para ganhar a todos. Ele se passava de legalista para ganhar os que estavam na lei, e se fazia de sem lei, para ganhar os que viviam na anarquia espiritual. A nossa lei agora é amor (Rm 13:8 em diante).

Dízimo x sábado


Ultimamente se tem dado muita ênfase à prática do dízimo. Até a Igreja Romana, que o adotou em tempos passados e dele desistira, voltou a pregá-lo. Não com a violência com que alguns pregadores evangélicos o fazem: ameaçando, excluindo da “igreja” ou não permitindo que o não dizimista dela participe; mas com argumentos piedosos, suaves, persuasivos, longe da síndrome de Malaquias e bem distante da síndrome da maluquice.

Caro aluno, vamos levar você agora a fazer uma comparação do dízimo com o sábado, que poderá trazer mais luz a essa aula.

Em poucas palavras, quais as conseqüências imediatas, se não se desse o dízimo, conforme nos informa Malaquias 3? Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós, a nação toda.

Bom antes de qualquer coisa, paramos tudo agora, e por favor leia este documento a seguir com atenção. Ele traz o entendimento de versículo a versículo sobre o contexto de Malaquias 3. Para vê- lo, baixá-lo e imprimi-lo, CLIQUE AQUI.

Agora que você já leu o documento acima, vamos prosseguir com a comparação:

O que aconteceu com o primeiro israelita que infringiu o preceito da guarda do sábado (cuja ordenança é anterior à do dízimo, e foi repetida diversas vezes), quando foi pego apanhando lenha para cozinhar o seu guisado [Êxodo 16, 20; Levítico 27]? Tal homem será morto; toda a congregação o apedrejará fora do arraial. Levou-o, pois, toda a congregação para fora do arraial, e o apedrejaram; e ele morreu, como o Criador ordenara a Moisés [Números 15].

Ou seja, a inobservância do preceito do sábado teve conseqüências mais graves do que a inobservância da prática do dízimo. Que tal, aqueles que estão na lei, começarem a matar os adúlteros, os homossexuais, os fornicadores, os não dizimistas e os que não guardam o sábado?

Eu acho que nunca leram a carta aos Gálatas, o livro aos Hebreus, ou a carta aos Romanos. Que o Evangelho aqui ensinado neste “curso” possa rasgar o véu na sua vida!

O voto  de Jacó



A segunda vez que o dízimo é mencionado é pelos lábios de Jacó, no episódio da visão da escada, quando fugia de seu irmão Esaú, indo para Padã-Arã. Leia devagarzinho o texto. Uma, duas ou mais vezes. Pese cada palavra que foi dita por D’us a Jacó. E cada palavra que Jacó disse a D’us. Deixe o texto falar ao seu entendimento: A terra em que agora estás deitado, eu ta darei, a ti, e à tua descendência. D’us falou. Agora, é Jacó falando: Se D’us for comigo, e me guardar nesta jornada que empreendo, e me der pão para comer e roupa que me vista, de maneira que eu volte em paz para a casa de meu pai, então o Senhor será o meu D’us; de tudo quanto me concederes, certamente eu te darei o dízimo [Gênesis 28]. E D’us foi com ele e o guardou e lhe deu mais que o pão para comer e roupa para vestir. Deu-lhe riqueza, como veremos adiante. Então, quando os seus descendentes recebessem a terra, ficariam obrigados e entregar o dízimo do que D’us lhes concedera. Se iam herdar a bênção prometida a seu pai, deveriam herdar também a obrigação contraída por ele naquele pacto; pois foi justamente a terra que D’us prometera dar a Jacó, que foi dada aos seus descendentes.

Foi por causa desse voto espontâneo de Jacó, feito diante da promessa de D’us, que os seus descendentes ficaram obrigados a entregar a Yahu (Criador) todas as dízimas da terra (de Canaã), tanto do grão do campo, como do fruto das árvores, do gado e do rebanho, quando entrassem na posse dessa terra prometida [Levítico 27].

Se você assinalou com o lápis vermelho todos os textos que falam na terra que seria dada a esse povo, já deve ter percebido que todo trato de D’us com Abraão, Isaque, Jacó e seus descendentes gira em torno dessa promessa. Ou seja, sempre envolvendo a posse da terra de Canaã. Continue lendo e marcando.

Agora, preste atenção: se você procurar em toda a Escritura uma menção apenas do dízimo em dinheiro, nada encontrá. Nem tampouco a obrigação de um aguadeiro, carpinteiro, comerciante, copeiro, empregado, empresário, ferreiro, médico, padeiro, pedreiro, soldado, tecelão ou de qualquer outro profissional daqueles tempos de pagar/dar/entregar o dízimo do seu salário ou do seu rendimento. O dízimo somente incidia sobre os frutos ou produtos da terra da promessa, que os israelitas herdaram, ou seja, a terra de Canaã. E não pense que naqueles tempos idos não houvesse pagamentos em dinheiro de salários e indenizações. Havia sim. Veja estas menções em Êxodo 21 e Levítico 19.

Apenas em duas ocasiões, o dízimo podia ser transformado em dinheiro:

1)  Quando o dizimista quisesse resgatar alguma coisa. Ou seja, em vez de entregar a coisa dizimada, propriamente dita, ele a substituía por dinheiro. Nesse caso, havia uma pena: ele tinha de acrescentar 20% ao preço dela, isto é, um quinto do seu valor [Levítico 27]! Imagine o fato: O judeu
— descendente de Jacó — recebeu a posse da terra prometida, plantou, colheu, separou o dízimo, mas quer ficar com uma dessas coisas do dízimo. Tudo bem, pode. O sacerdote avalia esse bem, o dizimista acrescenta 20% sobre o valor dele e entrega o dinheiro. É como se ele estivesse comprando a mesma coisa que ele tinha consagrado como dízimo, com um ágio de 20%, ou um quinto.
Compreendeu? Não se tratava de dízimo do dinheiro recebido a título de salário ou lucro.

2)  Quando ele estivesse longe do lugar que Jeová iria determinar para o culto e para a entrega dos dízimos e das ofertas, e fosse custoso transportar para lá o dízimo consistente em cereal, vinho, azeite, gado. Então o dizimista podia vender tudo (inclusive os primogênitos dos animais, que pertenciam a Jeová), e converter tudo isso em dinheiro, comparecer ao templo e lá comprar o que quisesse para substituir o que ele havia vendido [Deuteronômio 14]. Nesse caso, ele não tinha de acrescentar os 20%. Deu para notar que ele não entregava dízimo em dinheiro a ninguém?

Ainda sobre a história de Jacó, um pregador legalista disse que, na volta de Padã-Arã, Jacó pagou o dízimo a Esaú! Brincadeira! Esse pregador conseguiu tirar essa mirabolante ideia do fato de Jacó, ameaçado de morte e tremendo de medo, ter dado um baita presente a Esaú, ppara aplacar o ódio desse seu irmão, a quem ele enganara usurpando-lhe a bênção da primogenitura [Gênesis 27, 32].

Leia com atenção o recado que Jacó mandou a Esaú:

“Assim falareis a meu senhor Esaú: Teu servo Jacó manda dizer isto: ... Tenho bois, jumentos, rebanhos, servos e servas; mando comunicá-lo a meu senhor, para lograr mercê à sua presença.
...Então Jacó teve medo e se perturbou; ...E orou Jacó: Deus de meu pai Abraão, e Deus de meu pai Isaque... Livra-me das mãos de meu irmão Esaú, porque o temo... E, tendo passado ali aquela noite, separou do que tinha um presente para seu irmão Esaú: duzentas cabras e vinte bodes; duzentas ovelhas e vinte carneiros; trinta camelas de leite com suas crias; quarenta vacas e dez touros; vinte jumentas e dez jumentinhos.”

Calculou o tamanho do presentão que Esaú recebeu? Eu somei e encontrei 580 cabeças de animais.

Partilha dos dízimos


Considerando que o dizimista tinha de comer o dízimo ou do dízimo; e levando em conta que tinha a obrigação de distribuí-lo com o levita, o estrangeiro, o órfão e a viúva. Então vamos fazer um cálculo sobre isso:

O dizimista ficaria com 1/5 do dízimo, ............2% do bem dizimado O levita, com 1/5 do dízimo, ou seja, .............. 2% do bem dizimado O estrangeiro, com 1/5 do dízimo, ou seja, ..... 2% do bem dizimado O órfão, com 1/5 do dízimo, ou seja, .............. 2% do bem dizimado A viúva, com 1/5 do dízimo, ou seja ............... 2% do bem dizimado

E de acordo com o texto, foi o próprio Adonai quem mandou fazer isto: ... de cada quinhentas cabeças uma, ... e o dareis ao sacerdote Eleazar, para a oferta do Criador: ... tomarás de cada cinqüenta um, ... e o darás aos levitas...
Sabe quanto é, em percentual, um de quinhentos, que foi dado ao sacerdote? É 0,2%! Sabe quanto é, em percentual, um de cinqüenta, que foi dado aos levitas? É 2,0%!

O dízimo no Novo Testamento

Na rubrica DÍZIMO, a minha chave Bíblica indica umas poucas referências no Novo Testamento. Seis vezes a palavra aparece em Hebreus 7, mas aí não se está tratando diretamente do dízimo, ou seja, não são dadas instruções específicas de como dizimar, ou o que deve ser dizimado, ou quando dizimar, nem onde entregar o dízimo etc. Isso é feito detalhadamente no Velho Testamento, como já vimos. Em Hebreus 7, a discussão gira em torno da superioridade do sacerdócio do Messias em relação ao sacerdócio levítico, sendo a entrega do dízimo tomada apenas como exemplo. Tanto que os dizimistas não são propriamente mencionados; menciona-se a tribo de Levi, que entregava aos sacerdotes os dízimos dos dízimos recebidos. Vamos, pois, aos evangelhos: Mateus 23 e Lucas 11 e 18. Mateus 23 e Lucas 11 tratam do mesmo assunto. Os pregadores do dízimo gostam muito desses dois textos, porque neles o Salvador diz: deveis fazer estas coisas (praticar a justiça, a misericórdia e a fé), sem omitir aquelas (dar o dízimo da hortelã, do endro e do cominho). Tá vendo? — diz o doutrinador — J’sus está mandando você dar o dízimo! Em Lucas 18, o Senhor J’sus conta a parábola do fariseu e do publicano. A palavra dízimo aparece apenas na oração do fariseu presunçoso, ou, se preferir, do dizimista presunçoso, onde ele diz que jejuava duas vezes por semana e dava o dízimo de tudo quanto ganhava, e, por isso, se achava melhor do que todos, especialmente, melhor do que o publicano. Se alguém acredita que esse exemplo do fariseu deve ser seguido, não esqueça de incluir no cardápio a primeira parte dele: jejuar duas vezes por semana!

Hei! Mateus 23, Lucas 11 e Lucas 18 é Velho Testamento ainda. Ainda havia templo, sacrifícios, circuncisão, sacerdócio, e etc.

Notamos que nas poucas vezes que o Salvador se referiu ao dízimo, ele o colocou em posição secundária e sem maior interesse. Por que? Porque Ele estava cumprindo seu ministério transitório de rasgar o véu e trazer o Espírito da Graça, de graça, sem dinheiro. Ele disse: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro; ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a D’us e às riquezas [Lucas 16]”. Dentro dessa sua concepção, orientou um homem rico, dizendo-lhe que se desejasse ser perfeito deveria se libertar da escravidão das riquezas: “Vai, vende os teus bens, dá aos pobres, e terás um tesouro no céu; depois vem, e segue- me” [Mateus 19]. Hoje, esse conselho é dado de uma forma diferente pelos pregadores: Vai, vende o que tens e me dá o dinheiro! Lamentável.

Em cima de uma minguta frase de três palavrinhas: sem omitir aquelas (dar o dízimo da hortelã, do endro e do cominho), os cobradores do dízimo criaram uma doutrina absurda: Se você não pagar o dízimo, não pode ser membro da “igreja”!

Precisamos aprender de uma vez por todas, que o que apraz a D’us são os atos de justiça e não necessariamente a prática de cerimônias e sacrifícios. Foi isso que Ele revelou ao Seu povo, por intermédio do profeta Oséias: Pois misericórdia quero, e não sacrifício; e o conhecimento de D’us, mais do que holocaustos [Oséias 6]. E que o próprio Salvador endossou em pelo menos duas ocasiões: “Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não holocaustos; pois não vim chamar justos, e, sim, pecadores” [Mateus 9]. “Mas se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifícios, não teríeis condenado a inocentes” [Mateus 12].

Isso é o que deve falar mais alto em nossas vidas, em nosso testemunho.

Conclusão

ü Abraão nunca foi modelo de dizimista;
ü O dízimo estava ligado à posse da terra de Canaã;
ü O dízimo era uma obrigação imposta aos judeus;
ü O dízimo não foi instituído para o sustento dos levitas;
ü O dízimo era dos frutos da terra de Canaã e nunca em dinheiro;
ü O dízimo não era exigido dos rendimentos dos profissionais;
ü O dízimo tinha de ser comido e administrado pelo dizimista;
ü O dízimo tinha de ser levado ao lugar indicado por D’us;
ü O dízimo nunca fez parte dos ensinos do Messias ou dos emissários;
ü O dízimo não tem nada a ver com a nossa salvação;
ü O dízimo não abre as janelas do céu;
ü O dízimo pregado e praticado nas “igrejas” não é o dízimo bíblico — portanto, esqueçamos Malaquias 3;
ü Ninguém hoje — nem mesmo o judeu, ainda que morando na terra de Canaã, agora chamada Palestina — conseguiria entregar biblicamente o dízimo, porquanto o lugar escolhido por D’us para a entrega do dízimo não existe mais!


AULA | MÓDULO 7

                       A OFERTA É BÍBLICA? É CRISTÃ?
Ogazofilácio. Sabe o que era? Era uma caixa de madeira com um buraco na tampa, posta à mão direita de quem entrava no pátio do templo, onde se lançavam ofertas em dinheiro. Não foi

ordenada por Moisés. É uma invenção do rei Joás com o sacerdote Joiada [II Reis 12, II Crônicas 24]. No tempo do Salvador, havia uma à entrada do templo também [Lucas 21, João 8].

Não seria possível pôr nela o cereal, nem o vinho, nem o azeite. Muito menos gado.

Se o templo agora é corpo do Messias (João 2:18 ao 23) claro que o gazofilácio agora não são mais ofertas, mas coletas para os pobres como descrito em 2ª Co 8 e 9 (falaremos sobre isso mais a frente).

Na relação das ofertas, que seriam lançadas no gazofilácio, não consta o dízimo, apenas a taxa pessoal ou imposto, o regate de pessoas [Êxodo 30] e de primogênitos de animais imundos, a quinta parte (20%) dada em resgate de alguma coisa [Levítico 27], e ofertas voluntárias.

O dízimo e a oferta obrigatórios representam opressão aos pobres. Esquecemos que os dízimos e ofertas originais que D’us estabeleceu para Israel era para beneficiar aos pobres, não para prejudicá- los!

Recorde as moedas da viúva: “Quando J’sus estava no templo, observava os ricos colocarem suas ofertas na caixa de ofertas. Foi quando uma viúva pobre pôs somente duas moedinhas de cobre. 'Realmente', comentou Ele, 'esta viúva pobre deu mais do que todos os outros juntos. Pois eles deram um pouco do que não precisam, porém ela, pobre como é, deu tudo o que tem”.

Eles criaram uma estrutura religiosa pagã e caríssima, com sedes, filiais espalhadas pelo mundo todo, verdadeiras empresas eclesiásticas e seus profissionais de marketing gospel como pirâmides financeiras imitam a voz, a linguagem e os gestos dos seus líderes.

Conclusão


Embora os dízimos e as ofertas sejam bíblicos, não são cristão. O Messias tornou o templo de pedras em pedras vivas de carne que somos nós, e juntos formamos o único Templo, o único Edifício, a saber, a Igreja, e com isso a nossa oferta e sacrifícios agora são um “culto de adoração” ao Criador (Rm 12) com nossos corpos, através do nosso testemunho diário em devoção, santidade, humildade e principalmente, servindo a Adonai através da ajuda ao próximo.

No N.T. só existem coletas e doações para os pobres, e sobre isso falaremos no próximo módulo.

Os cristãos do século I não davam ofertas nem tão pouco dízimos. E por cerca de 300 anos o povo de D’us não o praticou. Dizimar não foi uma prática aceita em grande escala entre os cristãos até o século VIII.

O ato da coleta no NT era segundo a capacidade de cada um, e tinha destino certo: os pobres.

O dízimo é mencionado apenas quatro vezes no NT. Mas nenhuma destas quatro ocorrências se refere a cristãos.

Definitivamente, o dízimo pertence ao VT onde um sistema de tributação foi estabelecido para apoiar aos pobres e onde havia um sacerdócio especial separado para ministrar ao Criador.

Com a vinda do Messias, houve uma “mudança na lei” — o antigo acordo foi “cancelado” e “posto de lado” dando lugar a um novo. Agora, todos somos sacerdotes — livres para funcionar na casa de Adonai. A Lei, o velho sacerdócio, o dízimo, todos foram crucificados. Agora não há cortina do templo, nem imposto do templo, e não há um sacerdócio especial que se coloca entre o Eterno e o homem. Você, querido cristão, foi libertado da atadura do dízimo e da obrigação de apoiar o sistema do clero.

Ora, se não existem dízimos e ofertas para os cristãos da Igreja, então seremos mão de vaca? Punho fechado? Criticos parados sem fazer nada? De maneira nenhuma!

A Igreja tem sim: coleta para pobres. E é sobre essa temática que falaremos na próxima aula.

AULA | MÓDULO 8
           COLETA PARA POBRES



Os cristãos doavam para ajudar outros tanto cocomo para apoiar obreiros apostólicos (emissários
– chamados hoje de missionários), permitindo-lhes viajar e iniciar reuniões como igreja em cada cidade. Um dos testemunhos da Igreja Primitiva foi o de revelar o quão liberais eram os cristãos com relação aos pobres e necessitados.

Se você pensa que sair do sistema religioso é para ficar parado e investir dinheiro só com coisas materiais, está enganado!

Havia unidade total na Igreja Primitiva porque eram ferranhamente perseguidos. Estavam todos os dias nas casas compartilhando o pão físico (refeições de amor) e o pão espiritual, a Palavra.

Tinham todos os bens em comum. Entretanto crente preguiçoso dá maligna cultura de ler apenas textos isolados nunca vai entender o porquê de Ananias e Safira terem morrido, ou o porquê das doações de bens materiais nos primeiros capítulos de Atos dos Emissários.

Vamos fazer o seguinte, vamos ler pausadamente os trechos bíblicos a seguir, e bastará para nós entendermos o Evangelho que é de graça e espalha aos pobres:

E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister. (At 2:44 e 45)

Notou o verbo repartir? Com quem? Com a denominação? Com os “pastores”? Com os “padres”? Não! Com os irmãos da Igreja que precisavam.

Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha. Então José, cognominado pelos apóstolos Barnabé (que, traduzido, é Filho da consolação), levita, natural de Chipre, possuindo uma herdade, vendeu-a, e trouxe o preço, e o depositou aos pés dos apóstolos. (At 4:34 ao 37)

1)      Necessitados, apenas, unicamente para os necessitados.
2)      Era depositado aos pés dos emissários, mas em seguida, note: repartia-se segundo a necessidade de cada um! Nenhum enviado do Pai tomava aquele dinheiro para si.

Paulo passou necessidade (Fp 4:11 e 12) e foi ajudado duas vezes para não morrer de fome.

O Messias deixou claro em Mateus 6 que todas ‘essas coisas’, e não ‘todas as demais coisas’, seriam acrescentadas, isto é, se você colocar o Reino de Adonai na sua vida como preempção, as coisas que o Messias estava falando no contexto não faltarão: comida para comer, lugar para dormir e roupa para vestir.

Essa é a verdadeira prosperidade. Aquele que ajuda o pobre (Salmo 41) é abençoado na terra, tem saúde, é protegido dos inimigos e é feliz!

Não aquele que faz campanha, corrente, sacrifícios, votos, e obrigações tolas, mas sim aquele que ajuda o pobre. Aí o cidadão ajuda o pobre uma vez, e simultâneamente faz campanhas de milagres, curas, vitórias, e etc. E é abençoado, logo, ignorantamente atribui isso a sua denominação e ao “super pastor” que o revelou, profetizou, pregou, curou… Mal sabe ele, que foi porque estendeu a mão a um necessitado.

Quanto a Ananias e Safira, o que ocorreu uma vez só, foi:

-  porque o Espírito Santo recém havia descido, e a Igreja estava em seu ápice
-  porque eles mentiram ao Espírito Santo em uma comunidade cristã tão verdadeira e unida que ninguém mentia, só eles
-  para produzir temor na Igreja da época, e em nós hoje

Pedro fez com Ananias e Safira, o que é mais ou menos o caso do "pecado para morte" (do corpo) que encontramos nas epistolas. Paulo manda "tirai dentre vós a esse iníquo" (1ª Co 5.13). Não se trata de tirar alguém do Corpo da Igreja, pois isto é impossível, mas trata-se de tirar alguém da mesa do Salvador (1ª Co 10).

Agora vamos para nossos textos áureos sobre coletas para pobres. Vou colocar 2ª Coríntios 8 e 9 juntos para melhor entendimento. Diferentemente do que falou um dos maiores líderes religiosos do Brasil: “Segunda Coríntios 8 e 9 trata-se do maior compêndio teológico sobre dízimos e ofertas”.
Mentira! O texto inteiro não fala uma vez se quer de dízimos ou de ofertas.

Abaixo, também vou negritar as partes importantes. O destino das coletas são os cristãos pobres da Judéia:

Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de D’us dada às igrejas (irmãos que se reúnem como Igreja da Macedônia); Como em muita prova de tribulação houve abundância do seu gozo, e como a sua profunda pobreza abundou em riquezas da sua generosidade. Porque, segundo o seu poder (o que eu mesmo testifico) e ainda acima do seu poder, deram voluntariamente. Pedindo-nos com muitos rogos que aceitássemos a graça e a comunicação deste serviço (serviço de coletas), que se fazia para com os santos (para quem? Os santos!). E não somente fizeram como nós esperávamos, mas a si mesmos se deram primeiramente ao Salvador, e depois a nós, pela vontade de D’us. De maneira que exortamos a Tito que, assim como antes tinha começado, assim também acabasse esta graça entre vós. Portanto, assim como em tudo abundais em fé, e em palavra, e em ciência, e em toda a diligência, e em vosso amor para conosco, assim também abundeis nesta graça (nesta ajuda aos pobres). Não digo isto como quem manda, mas para provar, pela diligência dos outros, a sinceridade de vosso amor. Porque já sabeis a graça de nosso Senhor e Salvador que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre; para que pela sua pobreza enriquecêsseis. E nisto dou o meu parecer; pois isto convém a vós que, desde o ano passado, começastes; e não foi só praticar, mas também querer.
Agora, porém, completai também o já começado, para que, assim como houve a prontidão de vontade, haja também o cumprimento, segundo o que tendes (o que tendes, e não o que não temos). Porque, se há prontidão de vontade, será aceita segundo o que qualquer tem, e não segundo o que não tem. Mas, não digo isto para que os outros tenham alívio, e vós opressão, mas para igualdade; neste tempo presente, a vossa abundância supra a falta dos outros (roupas, alimentos, doações em geral aos cristãos pobres), para que também a sua abundância supra a vossa falta, e haja igualdade; Como está escrito: O que muito colheu não teve demais; e o que pouco, não teve de menos. Mas, graças a D’us, que pôs a mesma solicitude por vós no coração de Tito; Pois aceitou a exortação, e muito diligente partiu voluntariamente para vós. E com ele enviamos aquele irmão cujo louvor no evangelho está espalhado em todas as igrejas (irmãos que se reúnem como Igreja em cada cidade). E não só isto, mas foi também escolhido pelos irmaõs (Tito iria junto, para não haver falatórios, pois eles iriam viajar com o resultado da coleta – dinheiro – e isto precisava ser feito de forma

transparente) para companheiro da nossa viagem, nesta graça que por nós é ministrada para glória do mesmo Salvador, e prontidão do vosso ânimo (ajudavam os pobres com ânimo);
Evitando isto, que alguém nos vitupere (que alguém fale mal pelo desvio do dinheiro) por esta abundância, que por nós é ministrada; Pois zelamos do que é honesto, não só diante do Salvador, mas também diante dos homens. Com eles enviamos também outro nosso irmão, o qual muitas vezes, e em muitas coisas, já experimentamos ser diligente, e agora muito mais diligente ainda pela muita confiança que em vós tem. Quanto a Tito, é meu companheiro, e cooperador para convosco; quanto a nossos irmãos, são embaixadores das igrejas (emissários que cumpriam Lucas 10 – indo de cidade em cidade levar o evangelho e iniciar reuniões como Igreja) e glória do Messias. Portanto, mostrai para com eles, e perante a face das igrejas, a prova do vosso amor, e da nossa glória acerca de vós.
Quanto à administração que se faz a favor dos santos, (é um serviço que deve ter ordem, a administração das coletas precisa ser bem feita) não necessito escrever-vos; Porque bem sei a prontidão do vosso ânimo, da qual me glorio de vós para com os macedônios; que a Acaia está pronta desde o ano passado; e o vosso zelo tem estimulado muitos. Mas enviei estes irmãos, para que a nossa glória, acerca de vós, não seja vã nesta parte; para que (como já disse) possais estar prontos, a fim de, se acaso os macedônios vierem comigo, e vos acharem desapercebidos, não nos envergonharmos nós (para não dizermos vós) deste firme fundamento de glória. Portanto, tive por coisa necessária exortar estes irmãos, para que primeiro fossem ter convosco, e preparassem de antemão a vossa bênção, já antes anunciada, para que esteja pronta como bênção, e não como avareza. E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará (o sistema religioso ama esse versículo, mas esquece do posterior). Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque D’us ama ao que dá com alegria. E D’us é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra; Conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres (deu para quem? Claro, unicamente os pobres!); a sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça; (a benção de Adonai sempre estará em cima daquele que ajuda o pobre, esse é o segredo de uma verdadeira prosperidade de vida) Para que em tudo enriqueçais para toda a beneficência, a qual faz que por nós se dêem graças a D’us. Porque a administração deste serviço, não só supre as necessidades dos santos (alimentos, roupas, remédios…), mas também é abundante em muitas graças, que se dão a D’us. Visto como, na prova desta administração, glorificam a D’us pela submissão, que confessais quanto ao evangelho do Messias, e pela liberalidade de vossos presentes (doações – erroneamente traduzida para dons – vide a Bíblia Original para melhor entendimento) para com eles, e para com todos; E pela sua oração por vós, tendo de vós saudades, por causa da excelente graça de D’us que em vós há. Graças ao Criador, pois, pelo seu dom inefável.

Ajudar os pobres não é só dinheiro, roupa, alimentos, remédios…

Lembre-se que a Igreja do primeiro século era um hospital para enfermos, um abrigo para órfãos e viúvas, um restaurante para os pobres, uma obra beneficente para os abandonados pela sociedade.

Trabalho com enfermos, usuários de drogas, pessoas especiais com alguma deficiência física, enfim…

Você é médico? Trate uma vez por semana de doentes sem cobrar nada.
Você é dentista, cabeleireiro, advogado, psicólogo, professor, pedreiro, enfermeira… Doe um dia por semana, por mês pelo menos, de graça em favor dos santos.

Lembre-se:


1)      Preferência aos domésticos na fé (irmãos que se reúnem com você em sua região, como Igreja)

2)      Indoutos em geral, pessoas não convertidas ao Evangelho e que precisam de uma obra que comprova a fé, para crer no Evangelho, pois a fé sem obras é morta. E olha que Lutero que morreu ‘padre’ queria tirar Tiago da Bíblia.

Sobre salários para obreiros, falaremos mais adiante. Para encerrar essa aula, seguem dois textos:
1ª Coríntios 16: Ora, quanto à coleta que se faz para os santos (note bem: para os santos), fazei vós também o mesmo que ordenei aos irmãos que se reúnem como Igreja na Galácia. No primeiro dia da semana (domingo) cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que não se façam as coletas quando eu chegar (façam fora das reuniões e não 1, 2, 3 e até 8 “ofertas” em um “culto”, e pior, o destino quase sempre não é os pobres). Então, quando eu chegar, entregarei cartas de recomendação aos homens que vocês aprovarem (havia aprovação – votação - da Igreja local para escolher irmãos com boa reputação e que levariam o dinheiro aos irmãos pobres) e que os mandarei para Jerusalém (Yahushalaim) com a coleta de vocês. E, se valer a pena que eu também vá, irão comigo.

Pergunto: hoje os irmãos de uma comunidade cristã escolhem o destino do dinheiro, bem como quem administará essas doações? Não! Claro que não! São meia dúzia de líderes (as vezes só um líder decide) da nata denominacional que decidem essas coisas.

Último texto:


De que adianta, meus irmãos, alguém dizer que tem fé, se não tem obras? Acaso a fé pode salvá-lo? Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada dia e um de vocês lhe disser: "Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer-se", sem porém lhe dar nada, de que adianta isso? Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta. Mas alguém dirá: "Você tem fé; eu tenho obras". Mostre-me a sua fé sem obras, e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras. Tg 2:14 ao 18.

Vamos a próxima aula sobre poder e autoridade eclesiástica, bem como suas remunerações.


AULA | MÓDULO 9

 CLERO, SALÁRIOS, HIERARQUIA, TÍTULOS E DONS

Aorigem dos salários do Clero: Cipriano (200-258 d.C.) foi o primeiro escritor cristão a mencionar a prática de sustentar financeiramente o clero. Ele arrazoava que da mesma forma como os levitas foram sustentados pelo dízimo, assim também o clero cristão deveria ser sustentado pelo dízimo. Mas isso representa um pensamento equivocado. Hoje, o sistema levítico está eliminado. Somos todos sacerdotes agora. Então se um sacerdote demanda dízimo, todos os cristãos devem dizimar-se mutuamente! O pedido de Cipriano foi bem incomum naquele tempo. Tanto que não foi apoiado nem divulgado pelo povo cristão naquele momento, mas muito tempo depois. Além de Cipriano, nenhum escritor cristão antes de Constantino jamais utilizou referências do VT para recomendar o dízimo. Foi apenas no século IV, 300 anos depois de Cristo, que alguns líderes cristãos começaram a defender o dízimo como prática cristã para sustentar o clero. Mas isto não chegou a ser comum entre os cristãos até o século VIII.

O dízimo migrou do Estado para a Igreja. Na Europa Ocidental, exigir o dízimo da produção de alguém era cobrar o aluguel da terra que lhe era dada em arrendamento. Na medida em que a cobrança do aluguel de 10% era entregue à Igreja, esta aumentava sua quantidade de terras ao longo da Europa. Isto resultou em um novo significado relacionado a esta cobrança de 10%. Chegou a ser identificado com o dízimo levítico! Por conseguinte, o dízimo cristão como instituição foi baseado em uma fusão da prática do VT com a instituição pagã. Pelo século XVIII, o dízimo chegou a ser um requisito legal em muitas áreas da Europa Ocidental. Pelo fim do século X, a diferença do dízimo enquanto imposto de renda e mandamento moral apoiado no Antigo testamento havia desaparecido. O dízimo tornou-se obrigatório ao longo da Europa cristã. Em outras palavras, antes do século VIII, o dízimo era um ato de oferta voluntária. Mas pelo fim do século X, ele passou a ser uma exigência legal para sustentar a Igreja Estatal — exigida pelo clero e colocada em vigor pelas autoridades seculares!

Quanto aos salários do clero, os ministros não receberam salários durante os primeiros três séculos. Mas quando Constantino entrou em cena ele instituiu a prática de pagar um salário fixo ao clero dos fundos eclesiásticos e das tesourarias municipais e imperiais. Assim, pois, nasceu o salário do clero, uma prática daninha que não tem precedente no NT.

Como já citado na aula anterior, em Mateus 6:33 o Salvador promete: comida para comer, roupa para vestir e lugar para dormir. Só essas coisas e ponto final.
Em 1ª Coríntios 9 quando Paulo defende ajuda aos apóstolos (hoje chamado de missionários): comida para comer, roupa para vestir e lugar para dormir, ele faz isso usando um paralelo de como era no V.T. o trabalho dos levitas. Mesmo assim, ele disse que sempre trabalhou para não ser pesado a ninguém.
Na primeira carta ele faz essa defesa do seu apostolado, bem como de Barbabé e outros emissários. Parece que a Igreja que se reunia em Corinto deturpou suas palavras, sendo necessário ele escrever a segunda carta, e no capítulo onze ele exortou severamente: chamou os obreiros de fraudulentos, ladrões, mercenários, que tinham interpretado sua carta de forma interesseira afim de vender o evangelho. Ele deixa claro que sempre trabalhou na construção de tendas, e que apenas duas vezes recebeu ajuda. Uma delas está em Filipenses 4:11 e 12, onde ele relata que passou fome e necessidades, mas que ele podia passar todas essas coisas pois o Messias o fortalecia. A Igreja fez uma coleta e o ajudou porque se não Paulo iria morrer de fome.
Ainda em 2ª Coríntios 11 ele compara os obreiros que comercializam a fé (hoje com direitos autorais, cobrando para cantar, para pregar mensagens esvaídas de evangelho, e cheias de avareza e adulterações) a Satan, que se passa por anjo de luz, ou seja, parecem obreiros bonzinhos, parecem bons irmãos, mas são lobos vorazes como disse o Messias em João 10.
Entretanto no final do capítulo Paulo não julga a salvação dos tais, dizendo que o fim deles será conforme suas obras.
Em Lucas 10, quando o Salvador diz para sairem de dois em dois, ele deixa claro que:
-  não é para levar bolsa ou alforge (não armazenar nada material)
-  não é para pedir nada a ninguém, apenas aceitar o que oferecem
-  digno é o obreiro (trabalhador do Evangelho) do seu sustento (repito: sustento não é salário, é comida para comer… você já sabe)
Mas antes dos salários, vem o clero, a nata eclesiástica, certo? Em Apocalipse Adonai deixa claro que abomina o nicolaísmo.

Nicolaísmo nada tem a ver com Nicolau, mas etimologicamente ela vem de dois subradicais: “Nico” significa conquistar ou dominar em grego e “laíta” significa pessoas ou povo; daí, a palavra pode significar dominadores ou manipuladores do povo.

Lembra da expressão bíblica: “por avareza farão de vós comércio?”

O poder, a autoridade eclesiástica é o nicolaísmo, extremamente abominável e nojento para o Altíssimo.

O ancião Pedro em 1ª Pedro 5 deixou duas coisas bem claras aos irmaõs responsáveis pelo povo:

-  não façam nada por dinheiro
-  não dominem o povo (não obriguem) Tudo deve ser espontâneo e voluntário.
A escadinha pirâmidal evangélica vem da fraca reforma protestante que manteve a estrutura do clero católico.

Em 1517 até uns 120 anos atrás só existiam: padre protestante e padre católico.
Herdaram do catolicismo o título proíbido de padre em Mateus 23:6 em diante. Vamos analisar: Versículo 6: Principais lugares nas sinagogas (Tg 2 também fala sobre isso)
Versículo 7: E as saudações nas praças, e o serem chamados pelos homens; Rabi, Rabi.

Versículo 8 ao 13: Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi (o título Rabi vem de Rabino, o líder do judaísmo e sinagogas. Note que o Messias está falando aos fariseus – judeus – mas para nós gentios e ex gentios, não havia cristianismo nem católico, nem protestante, portanto este título hoje equivale a “pastor e padre”), porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos (somos irmãos, nada mais que isso). E a ninguém na terra chameis vosso pai (padre e papa – antes de surgir o título “pastor” era padre protestante), porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus. Nem vos chameis líderes (até 120 anos atrás não existiam esses títulos de hoje. Tudo começou com “reverendo” e depois “pastor”, por fim “pastoras”), porque um só é o vosso Líder, que é o Messias. O maior dentre vós será vosso servo (os responsáveis pelos irmãos devem ser servos, servir o povo e não dominar o povo). E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado.

Agora nós vamos dar uma passada na história com algumas observações importantes, e depois analisaremos cuidadosamente os contextos de Efésios 4, 1ª Coríntios 12, Romanos 13 e Hebreus 13, que são os mais usados para títulos denominacionais hoje.

O recente título de “pastor” é a figura fundamental da fé protestante. Ele é o chefe da cozinha, o cozinheiro e o
lavador de pratos do cristianismo de hoje. Remova o “pastor” e o moderno cristianismo entra em colapso.

A palavra “pastores” aparece no NT:
E ele deu alguns como Apóstolos, alguns como profetas, alguns como evangelistas e alguns como PASTORES e professores (Efésios 4:11).

A palavra é usada no plural, ou seja, “pastores”. Eles são plurais na igreja, não singulares. Assim, pois, não há qualquer suporte bíblico para a prática do “pastor único”.

Não é uma profissão nem um cargo. Um ancião do século I nada tem a ver com o sentido especializado e profissional que veio a ter na moderna cristandade.

O homem caído tem a necessidade de se espelhar em outro homem, de confiar em um super-homem e admirá-lo e até idolatrá-lo. Este desejo está em nosso sangue. Ela sempre é marcada por um treinamento especial, uma roupa especial, um vocabulário distinto e uma maneira de vida singular. Em todas as religiões e sistemas de coisas do mundo existem líderes venerados. Mas o Messias foi claro: “Mas, vós não sereis assim – ou – entre vós não deve ser assim”, ou seja, entre nós não deve ter ninguém melhor ou maior. No mundo sim, tem hierarquia, mas entre nós não.

No A.T. a primeira vez que isso aconteceu foi no tempo de Moisés. Dois servos de Yahu (D’us), Eldad e Medad, receberam o Espírito e começaram a profetizar. Imediatamente um jovem fanático alertou Moisés para contê-los! Moisés reprovou o jovem repressor dizendo que todo o povo de Adonai pode profetizar. Moisés colocou-se contra o espírito clerical que tentou controlar o Yahudim (podo de Adonai). Nós o vemos novamente quando Moisés subiu ao Monte Horebe. O povo queria que Moisés fosse o mediador físico entre ele e o Criador. Pois eles temiam uma relação direta com o Todo Poderoso. Já no N.T. na epístola de João, um homem chamado Diótrefes, queria ser o melhor de todos na Igreja.

A Origem do Bispo Soberano


Até o século II a Igreja não teve nenhuma liderança oficial. Eram grupos que estudavam as Escrituras sem sacerdote, templo ou sacrifício. Os anciões que haviam (homens experientes no evangelho e de boa reputação, escolhidos pela Igreja por seus dons para edificação do Corpo) eram mortos brutamente, a ponto que a maioria deles eram escribas, isto é, viviam escrevendo vários rolos de pergaminhos no intuito de secretamente proteger os irmaõs, ensinar, exortar e registrar a história. As coisas funcionaram assim até Inácio de Antioquia (35-107 d.C.) entrar em cena. Inácio foi a primeira figura da história da “igreja” a dar o primeiro passo no escorregadio e decadente caminho da fixação de um líder único na congregação. Pode-se atribuir a ele a gênese do cargo de pastor e da hierarquia na igreja moderna. Inácio elevou um dos anciãos acima dos demais. O ancião promovido era agora chamado de “o Bispo”. Todas as responsabilidades que pertenceram ao colegiado de anciões eram exercidas pelo Bispo. Em 107 d.C., Inácio escreveu uma série de cartas enquanto seguia para Roma antes de ser martirizado. Seis de suas sete cartas tratavam do mesmo tema. Estavam carregadas de uma exaltação exagerada à autoridade e à importância da posição do Bispo.

De Ancião e presbítero a Sacerdote


Apareceu Cipriano de Cartago (200-258 d.C.). Ele era ex-orador pagão e mestre de retórica. Com sua influência Cipriano abriu a porta para ressuscitar as práticas do Velho Testamento, dos sacerdotes, templos, altares e sacrifícios. Os Bispos começaram a ser chamados “sacerdotes”. Prontamente o conjunto de Bispos e presbíteros foi chamado de “clero”. Depois do Concílio de Nicéia (Horebe) (325 d.C.), os Bispos passaram a delegar a responsabilidade da Ceia aos presbíteros. Os presbíteros não eram mais que representantes do Bispo, exercendo a autoridade deles em suas “igrejas”. Aí tudo virou de ponta cabeça. Da mesma forma que Tertuliano (160-225) e Hipólito (170-236) antes dele, Cipriano utilizava o termo sacerdote para descrever os presbíteros e Bispos. E na época Medieval católica esta ideia aumentou ainda mais o abismo entre clero e leigo. O que estava faltando para paganizar de vez era uma pitadinha de influência cultural grega com a hierarquia humana e o ministério de oficiais. Tornaram a “igreja” em uma instituição. Eventualmente, o Bispo de Roma recebeu a máxima autoridade e finalmente evoluiu ao “Papa”. Assim, pois, entre os anos 100 e 300 d.C., a liderança da Igreja adotou o governo romano como modelo.

Depois do caminho da vaidade pronto, veio Constantino no século IV e organizou a “igreja” em dioceses segundo o modelo dos distritos regionais romanos, aliás, o termo “diocese” se referia às maiores unidades administrativas do Império Romano.

Constantino e a exaltação do Clero


Entre 313 e 325 d.C. o cristianismo deixou de ser uma religião arredia lutando para sobreviver ao governo romano. Agora tomava o sol do imperialismo, com grande quantidade de dinheiro, posição e estima.

Constantino exaltava o clero. No ano 313 d.C., ele deu ao clero cristão a isenção de impostos — algo que os sacerdotes pagãos tradicionalmente desfrutavam. O clero também se viu isento de serviços públicos obrigatórios e outros deveres cívicos. Constantino foi o primeiro a usar as palavras “clérigo” e “clero” para destacar uma classe social mais elevada. Os “bispos” comprados pelo poder do  sistema político-religioso começaram a vestir-se com a roupa dos mandatários romanos. Isso te lembra alguma coisa hoje prezado aluno?

Foi aí que começou o nepotismo, proselitismo cristão, ordenações de sacerdotes por interesses e etc.

Agostinho (293-373) ensinou que a ordenação de um “bispo” era de “um caráter definitivo e irremovível” que o capacita no cumprimento de suas funções sacerdotais!

A fraca Reforma


Eles atacaram a ideia de que o sacerdote possuía poderes especiais para converter vinho em sangue. Eles rechaçaram a sucessão Apostólica. Eles incentivaram o clero a casar-se. Eles revisaram a liturgia para que a congregação tivesse mais participação. Eles também eliminaram a posição do “bispo” e reduziram o “sacerdote” à condição de presbítero, mas infelizmente os reformadores continuaram com a distinção católica entre o leigo e o clero, bem como a ideia da ordenação, a regra do Bispo único, e o título de padre prostestante.

Em suma, os Reformadores preservaram a ideia da ordenação como chave do poder na igreja.

De sacerdote a “pastor”


João Calvino não gostava de aplicar a palavra “sacerdote” aos ministros. Ele preferia o termo “pastor”. Segundo a mente de Calvino, “pastor” era a palavra mais elevada que poderia existir no que tange ao ministério. Zwinglio e Martin Bucer (1491-1551) também preferiram a palavra “pastor”.
Mas, neste período eles ainda usavam “bispo” “presbítero” “padre protestante”. Foi apenas no século XVIII que o termo “reverendo” e depois “pastor” chegou a ser usado frequentemente, que depois tornou-se “pregador”, “ministro”, “bispa”, “apóstolo”, “pastora”, “apóstola”, “profeta”, “pastor presidente”, “pastor Dr.”, “conferencista”, “diaconisa”, “patriarca”, e assim vai, vocês sabem.

Todas estas características explicam como e por que o “pastor” é tratado como elite… Como um cristão especial… Alguém que merece ser reverenciado (daí o título “Reverendo”). O pastor e seu púlpito são a parte central da adoração protestante.

Explicando Romanos 13, 1ª Coríntios 12, Efésios 4 e Hebreus 17


Existem pelo menos três adjetivos que o sistema religioso inventou para refutar os que saem ou são ameaça para eles: desviado, rebelde e ladrão.
Os três são malignos.

Desviado é um termo que só aparece nas últimas linhas da carta de Tiago referindo-se nitidamente aos desviados da Verdade, ou seja, do Messias.

Não existe “desviado da igreja”, é repugnante essa expressão.

Rebelde é um termo oriundo de retaliações e punições divinas no V.T., como aqueles que se levantaram contra a autoridade de Moisés e que Adonai os tragou vivos. Para essa expressão muito é usado o capítulo treze de Romanos. Isso é de uma maldade sem tamanho.

Primeiro que nunca leram 2ª Co 3, pois ainda estão na letra (Velho Testamento – estudaremos isso mais adiante), e a letra mata. Moisés? Sim, era o povo judeu, era lei, não havia o Nosso Mediador, e Moisés foi escolhido para uma missão específica. E não pense, como já citamos aqui nesta aula, que Moisés dominou o povo. Ele só fazia o que Adonai mandava diretamente com voz de trovão.

Romanos 13


Hoje não existe autoridade humana espiritual concedida. Romanos 13 está falando de autoridade social. Paulo como bom imitador do Messias está repetindo em outras palavras a frase do Salvador: “dai a Cesar o que é de Cesar, dai a D’us o que é de D’us”.

Ele está tratando das leis da Terra, dos homens, e do sistema deste mundo. Dizendo que devemos obedecer as autoridades e leis da Terra desde que claro não nos impeçam de pregar o Evangelho, pois aí vem a frase de Pedro: “Importa obedecer a D’us e não aos homens”.

Romanos 13 está tratando de autoridades militares, políticas, jurídicas e empresariais. Mas nada tem a ver com religião, menos ainda com o Evangelho.
Alguém deve estar perguntando, e o que significa: “Dai a D’us o que é de D’us?”

Lembre-se, já estudamos um pouco sobre isso: aquele que serve o próximo, o necessitado, o pobre, este serve a Adonai. Dar a D’us não é dízimo, nem tão pouco oferta.

É só fazer o paralelo:

-  Cesar: mundo, política e impostos
-  D’us: cristãos, Reino e ajuda aos pobres

Voltando a falar sobre Romanos 13, no que diz respeito a fé, Paulo diz: “A ninguém devais coisa alguma a não ser o amor”.

Entendeu agora?

Como pode ele estar falando de líderanças religiosas se no contexto ele diz isso “A ninguém devais coisa alguma”.

Porque no que diz respeito a fé, ao evangelho, ao cristianismo ele diz: “Aquele que ama seu irmão obedece a lei de Adonai, e as leis dos homens”.

E daí vem os absurdos: “Se você não obedecer a autoridade espiritual você vai morrer!”.

Todo dia eu recebo centenas de comentários no Youtube de vários círculos religosos dizendo que eu vou morrer por ter falado do seu “pastor-ídolo”, “padre-ídolo” ou “deusa-denominação”.

Lembre-se que Paulo (Shaul em hebraico) significa “pequeno”. Ele serviu a Igreja, ele foi o menor. Ele imitou o Messias, e nós devemos o imitar.

A ICAR por sua vez comete dois clássicos erros:

-  ela foi a primeira “igreja” (Todas as aulas até aqui já mostraram que a ICAR só surgiu na boca de Constantino no primeiro concílio romano, aproximadamente 4 séculos depois)
-  Pedro foi o primeiro “papa” (O Messias disse que sobre esta pedra ele edificaria UMA Igreja. Acontece que no original o termo ali utilizado é “petra” que significa rocha sólida, forte, inabalável. Lembra do salmista Davi no Salmo 40 dizendo “Tirou-me de um lago horrível de um lodo, e firmou os meus pés sobre a Rocha”, pois bem, a Rocha é o próprio Messias. Ele estava falando do Seu Corpo, Sua Igreja, do qual Ele é a Cabeça. O nome de Pedro (Kefa) vem de “petros”, rocha pequena, pedregulho, pedregal, pedrisco, pedra que rola, pedra de rio, pedra que é atirada por mãos, como aquela que Davi atingiu Golias. Então o Messias dizia que Ele iria fundar a Sua Igreja em Seu próprio Corpo, sendo o verdadeiro Templo, a única Igreja, e única Congregação.

Basta aos católicos lerem atentamente 1ª Pedro 2, onde o próprio diz: “Nós somos pedras pequenas e vivas, que juntas formamos um único edifício, mas Ele, o Messias é a Pedra angular, Pedra de esquina”.

Lembre-se portanto que Pedro (Kefa em hebraico) significa pedra pequena, pedra viva, ou seja, apenas uma pedra do enorme edifício chamado Igreja.

1ª Coríntios 12


Assim como Pedro disse que somos pedras, tijolos vivos da Casa de D’us espiritual, Paulo vai tratar desse assunto em 1ª Co 12 de forma semelhante.

Shaul (Paulo) fala que nós somossomos membros de UM mesmo Corpo, que é a Igreja, e a Cabeça deste Corpo é o Messias e não Pedro como dizem os católicos.

No texto fala que assim como um corpo humano tem muitos membros e todos são importantes, assim também todos nós somos iguais e importantes para a Igreja.

Hoje no sistema religioso a coisa está tão equivocada que Paulo diz neste contexto aos irmãos que não tem dons, que são pessoas mais simples, e menos talentosas, humanamente falando, devem ser honradas. E quem deve fazer isso são justamente os que possuem muitos dons.

O que vemos no cenário atual? Simplesmente o oposto. Quem sabe falar, tem boa dicção, oratória, toca instrumentos musicais, canta, entre outros dons, é ovacionado, honrado e exaltado. Quem tem pouco talento é desprezado e jogado ao léo das naves templárias “cristãs”.

Efésios 4


Não tem como falar de 1ª Co 12 sem abordar ao mesmo tempo o contexto de Efésios 4.

Há muitas aulas atrás alguém já está se perguntando, mas a bíblia fala de “pastores”, com fica isso?

Vamos fazer uma análise baseada na semântica do texto. Vou negritar o que realmente importa para entendimento do que Paulo está tratando:

Efésios 4: Sejam completamente humildes e dóceis (já começa muito bem), e sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor. Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Há um só corpo e um só Espírito, assim como a esperança para a qual vocês foram chamados é uma só; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só D’us e Pai de todos, que é sobre todos, por meio de todos e em todos. E a cada um de nós foi concedida a graça, conforme a medida repartida pelo Messias (repartida aqui refere-se aos dons que Ele dá a cada um). Por isso é que foi dito: "Quando ele subiu em triunfo às alturas, levou cativo muitos prisioneiros, e deu dons aos homens (dons são presentes de graça, dádivas, e não títulos religiosos. Se você canta, toca, fala bem, não venda isso, porque recebeu de graça)". Que significa "Ele subiu", senão que também descera às profundezas da terra? Aquele que desceu é O mesmo que subiu acima de todos os céus, a fim de encher todas as coisas. E Ele deu (Ele separou, escolheu, deu de graça, deu o que? Deu dons aos homens) uns para apóstolos (aqueles que são enviados ao campo missionário – eles estão em primeiro na lista de dons, porque é a preempção do Reino, isto é, levar o Evangelho a todas as gentes), outros para profetas (em 1ª Co 14 diz que todos podem profetizar “profethuo” que significa falar a Palavra ou dirigir a Palavra à Igreja – hoje chamados de pregadores), outros para evangelistas (evangelizam com eloquência, conseguem persuadir muitas pessoas com a pregação do Evangelho), e outros para pastores (nos originais é “hegeomai” os guias, geralmente são os anciões) e professores (que ensinam e doutrinam a Igreja com dedicação), com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo do Messias seja edificado (para que são esses dons, e não títulos? Primeiro para edificação do Corpo e segundo para obra do ministério – ministério em sua raiz significa: serviço, trabalho e não ser visto e ser lembrado). Até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Adonai, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude do Salvador (os dons também são, em terceiro lugar para unidade do Corpo, atingindo a maturidade cristã. E por último e quarto lugar, para crescimento dos meninos na fé). O propósito (propósito dos dons é para isso e não para outro fim) é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo Naquele que é a cabeça, o Ungido.
Dele todo o corpo, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função (função para edificação e não título, cargo, profissão e etc.).

Na mesma carta, um capítulo antes, Ef 3:2 diz: Certamente vocês ouviram falar da responsabilidade imposta a mim em favor de vocês pela graça de D’us. (ou seja, ter dom de apóstolo é responsabilidade e não outra coisa).

Ef 3:7 diz: Deste me tornei ministro (aquele que trabalha) pelo dom (presente) da graça de D’us, a mim concedida pela operação de seu poder.

Ef 3:8 diz: Embora eu seja o menor dos menores dentre todos os santos (olha só o contexto emanado de humildade), foi-me concedida (ele ganhou de graça, por isso não pode vender o evangelho) esta graça de anunciar aos gentios as insondáveis riquezas do Messias.

1ª Tss 5:11 ao 13 diz: Por isso, exortem-se e edifiquem-se uns aos outros, como de fato vocês estão fazendo. Agora lhes pedimos, irmãos, que tenham consideração (não é obedecer como diz as péssimas traduções bíblicas adulteradas que favorecem o sistema religioso) para com os que se esforçam no trabalho entre vocês (ter respeito, consideração pelo trabalho que fazem), são responsáveis por vocês e os aconselham (aconselhar não é mandar ou dominar). Tenham eles com grande estima, com amor, por causa do trabalho deles. Vivam em paz uns com os outros (Respeito, consideração, estima e amor por aqueles que com seus dons recebidos gratuitamente do Pai, trabalham para edificação do Corpo).

O que existem na Igreja então?

Funções: diáconos e presbíteros (anciões).

Diáconos em Atos 6 foram eleitos pela Igreja e não pelo “líder”, para substituir o trabalho das viúvas. Diácono também não é título, são apenas auxiliares, servidores, servintes, que servem o povo.
Inclusive em Atos eles serviam literalmente as mesas nas refeições de amor.

Existem diversos tipos de escadinhas de hierarquias eclesiásticas. Uma das mais conhecidas é:

-  Mundano, congregado, novo convertido, membro antigo, cooperador, diácono, presbítero, evangelista, “pastor”, “pastor de campo”, “pastor estadual”, “pastor vice-presidente”, “pastor presidente” e assim por diante.

Copiou a mãe Católica:

-  Não católicos, leigos, catequisados, coroinhas, diáconos, “padre e bispo”, arcebispo, o título de ‘Dom fulano de tal’, cardeais, “papa”.

É claro que com poder e dinheiro conseguem prender uma grande classe de aspirantes sonhadores com altos títulos no mais alto escalão religioso.

Hoje tem coisas absurdas como: levitas (de onde tiraram isso? Somos Igreja e não Israel. São cabeças de pedra conforme 2ª Co 3), cantores gospel renomados e famosos, “pastores e padres” que são políticos e etc.

Isso sem falar na departamentalizaçao. Líderes de células, de Departamentos denominacionais, de Círculo de Oração, Maestros, Regentes, e etc.

De modo que o Espírito Santo chega na banda alguém diz: “Aqui não, somos musicólogos da Orquestra Sinfônica Estadual, formados em Belas Artes e etc.”.

O Espírito Santo chega no “pseudo altar” alguém diz: “Aqui não, somos teólogos, palestrantes, capelões, presidentes e conferencistas”.

E assim por diante…

Voltando a escada pentecostal: meus irmãos aprendam, cooperador é todo aquele que ajuda, copera. Qualquer um pode ser cooperador, auxiliar. Geralmente os Apóstolos tinham cooperadores, como é o caso de Filemom que ajudava Paulo. Eles ajudam, apenas isso, não são futuros “pastores”. Eles podem sim receber do Salvador dons descritos em Efésios 4, mas uma coisa não está ligada a outra.

Da mesma forma, diáconos não são futuros presbíteros necessariamente. Isto é invenção do sistema. Para se ter uma ideia Filipe que está na lista de Atos 6, também aparece em Atos 21:8 “E no dia seguinte, partindo dali Paulo, e nós que com ele estávamos, chegamos a Cesaréia; e, entrando em casa de Filipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele.” pelo escritor Lucas como evangelista. Como pode alguém ser diácono e evangelista ao mesmo tempo?

Simples, tudo hoje está errado no que diz respeito a organização de funções.

Diácono e Ancião são funções de ordem para as reuniões e a comunidade cristã local.

“Pastores, Apóstolos, Profetas, Professores”, e outros (veremos na sequência o contexto de 1ª Co 12)

são dons.


Isto é, um diácono pode ser evangelista, como no caso de Filipe. Mas não com título de diácono, nem tão pouco título de evangelista, com crachá exclusivo, cadastro de membro especial, broche ou qualquer outra honra humana e mundana.

Alguém pode perguntar: “Se não é título então por que Filipe é citado como evangelista?” Lucas está registrando, escrevendo a história, ele faz o mesmo com o profeta Ágabo. Ele está indicando qual é o dom da pessoa para facilitar o entendimento. A prova disso é que nenhum deles era chamado por um título. Exemplo: você nunca vai ver alguém dizendo “O pastor Pedro falou”, ou, “Chamou o pastor Pedro”. O dom é colocado em algumas passagens para identificação dos primeiros responsáveis pela Igreja no primeiro século.

A quem mais é dado mais será cobrado. Tenha certeza disso. Se almejar ser responsável (episcopado) é bom, requer muita responsabilidade e seriedade.

São aqueles que ganham mais flores, mas também levam mais pedradas (Irmão Moabel).

Em 1ª Tm 5:17 ao 20: Os anciões que são responsáveis pela Igreja são dignos de dupla honra (isto é, deve se respeitar duas vezes aquele que é responsável pelas reuniões e organização da Igreja local), especialmente aqueles cujo trabalho (obreiro é trabalhar, não é ficar parado com ar condicionado tercerizando o serviço para aspirantes) é a pregação e o ensino (o ancião deve ser apto para falar do Evangelho, defender o Evangelho e deve saber ensinar muito bem. Ele tem dom de evangelista e/ou de profeta portanto), pois a Escritura diz: “Não amordace o boi enquanto está debulhando o cereal”, e “o trabalhador merece respeito (o trabalhador do Evangelho deve seguir o exemplo de Paulo, tendo profissão e não sendo pesado a nenhum irmão. Entretanto ele merece respeito e sustento: comida para comer, roupa para vestir e lugar para dormir”.

Com relação ao duplo respeito, ainda diz: “Não aceite acusação contra um ancião, se não for apoiada por duas ou três testemunhas.” (Paulo provavelmente escreveu isso para colocar ordem, de forma que os responsáveis pela edificação da Igreja não fossem caluniados por qualquer pessoa maldosa e mal intencionada)

Como já citamos em várias aulas anteriores, segue agora um importante capítulo bíblico de Pedro, o primeiro ancião da Igreja do Messias: “Portanto, apelo para os anciões que há entre vocês, e o faço na qualidade de ancião como eles e testemunha dos sofrimentos do Messias, como alguém que participará da glória a ser revelada: Guiem (alimentem, ensinem) o rebanho de Adonai que está aos seus cuidados (vocês são responsáveis). Olhem por ele, não por obrigação (não façam isso por salário ou por lei religiosa), mas de livre vontade, como D’us quer. Não façam isso por ganância (no original, vide Bíblia Original em nosso portal é: não façam nada por dinheiro), mas com o desejo de servir (servir é servir!). Não ajam como dominadores dos que lhes foram confiados (lembra do nicolaísmo? Não devem dominar o povo, tratando-os como filhotes de sabiá, como vaquinhas de presépios eletrônicos que só podem concordar e nunca discordar – os bereanos que examinam nas Escrituras são tido como rebeldes e desviados – só pode dizer amém – tratam o povo como massa de manobra. São verdadeiros alienadores.), mas como exemplos para o rebanho (você não manda em ninguém, você é espelho, exemplo, modelo para o rebanho. Lembre-se que a Igreja é quem escolhia os presbíteros e os diáconos, e todos deviam ter caráter, sendo irrepreensíveis, com exímia reputação). Quando se manifestar o Supremo Pastor (Joao 10, este sim é o Único Pastor), vocês receberão a imperecível coroa da glória (a recompensa não é aqui, é na eternidade). Da mesma forma jovens, aprendam com os mais velhos (aqui também aplica-se anciões, isto é, os jovens devem aprender com os anciões). Sejam todos humildes uns para com os outros, porque D’us se opõe aos orgulhosos (ser responsável não é motivo de orgulho, mas de seriedade e retidão), mas concede graça aos humildes. Portanto, humilhem-se debaixo da poderosa mão de D’us, para que Ele os exalte no tempo devido (Ele exalta, e não o homem. Ganhar um título não é ser exaltado por Adonai. Ser convidado para pregar em um famoso congresso não é ser exaltado pelo Eterno).” (1ª Pe 5:1 ao 6)

Agora para finalizar de forma resumida a questão dos títulos vamos para 1ª Co 12:

Ora, vocês são o corpo do Messias, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo. Assim, na Igreja, Adonai estabeleceu primeiramente apóstolos (lembra de Ef 4 onde aprendemos que a preempção do Salvador é a pregação do Evangelho para o mundo todo? Novamente Paulo destaca os “enviados ao campo missionário” como mais importante dom para edificação da Igreja); em segundo lugar, profetas (pregadores – lembre-se que agora no N.T. todos podem profetizar – 1ª Co 14:31 – escrito na mesma carta à Igreja que se reunia em Corinto); em terceiro lugar, mestres (professores que ensinam os mais novos até que estejam aptos a andarem sozinhos); depois os que realizam milagres (se fosse título e não dom, então chamaríamos estes de ‘milagreiros’ ou ‘curandeiros’ quem sabe?), os que têm dom de curar, os que têm dom de prestar ajuda (hospitaleiros – se fosse título este seria o que menos pessoas almejariam. O negócio é falar línguas que não edificam, o negócio é profetizar e inovar, aparecer, falar no microfone – dons que ajudam pessoas para quê?), os que têm dons de administração (organizam, auxiliam, dão ideias e fazem os encontros e missões acontecerem) e os que falam diversas línguas (o termo aqui dirige-se a idiomas para pregação a todas as gentes, e não reteté). No final Paulo fecha dizendo: “Entretanto, busquem com dedicação os melhores dons. Passo agora a mostrar-lhes um caminho ainda mais excelente.” (O capítulo mais excelente da Bíblia. Mais do que qualquer dom. Mais do que aprender falar outro idioma. Mais do que organizar, ajudar, pregar, e ir ao campo missionário. O amor é sem vaidade. O amor não ensoberbece, o amor é a essência principal da fé cristã.)

Hebreus 17


Faltou o versículo isolado que o sistema religioso adora: “Obedecei vossos pastores”. E agora? Vamos lá analisar novamente o contexto todo:
Sejam vossos costumes sem avareza (começou bem, refutando os que fazem tudo por dinheiro), contentando-vos com o que tendes (teologia da prosperidade é maligna); porque Ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei. E assim com confiança ousemos dizer: O Criador é O meu Ajudador, e não temerei O que me possa fazer o homem. Lembrai-vos (peraí, a própria tradução que estou usando aqui no “curso” que é bem adulterada está entrando em contradição percebe? No versículo 17 diz “obedecei” e aqui diz “lembrai”, tem algo errado não é? Vamos adiante…) dos vossos guias (hegeomai – irmãos responsáveis que trabalham arduamente para edificação do Corpo), que vos falaram a palavra do Salvador (pregam e ensinam), a fé dos quais imitai (mais uma contradição na maioria das traduções católicas e protestantes – imitar e lembrar não é obedecer – é bem diferente), atentando (atentar, outro verbo bem diferente de obedecer) para a sua maneira de viver.

(…)


Continua o texto de Hebreus até que chega em: E não vos esqueçais da beneficência e comunicação, porque com tais sacrifícios D’us se agrada. Obedecei (errado! Coloquei aqui a tradução errada para vocês verem a incoerência do contexto. Veja boas traduções bíblicas e analise. Veja a Bíblia Original em nosso portal – o termo correto é: IMITAI, ATENTAI, OBSERVAI, APRENDEI com vossos guias – responsáveis pela vossa fé até que possais andar sozinhos) a vossos guias (hegeomais), e aprendei com eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas (são responsáveis pela edificação, unidade e crescimento do Corpo); para que o façam com alegria e não gemendo (devem fazer livremente, sem dinheiro, sem pressão, sem dogmas, sem leis denominacionais), porque isso não vos seria útil. Orai por nós, porque confiamos que temos boa consciência, como aqueles que em tudo querem portar-se honestamente. (Hb 13:5 ao 18)

Unção com óleo de “pastores”: é outra prática totalmente velho-testamentária. Voltaram a letra, costuraram o véu, inventam coisas para prender o povo e atrair multidões.

Nada disso é doutrina neo-testamentária para Igreja do Messias.

Vamos à próxima aula.





AULA | MÓDULO 10 

                                       

          MANDAMENTOS E DOUTRINA À IGREJA
Os mandamentos velho-testamentários são os mesmos do N.T. Alguém devem perguntar:“Até a guarda do sábado?” Sim! Mas agora é um sábado de amor. Os mandamentos para Israel são os mesmos para à Igreja, mas com um adendo glorioso: amor. A letra que mata passou, e o Espírito da Graça que vivifica deve estar dentro de nós.

Na grande discussão entre o que iria permanecer do V.T. para o N.T. foi tomada uma decisão unânime na Igreja através do próprio Espírito Santo.

Isto mesmo. Não precisamos mais embater sobre esses assuntos, isto é imaturidade espiritual. A assembléia feita em Atos capítulo 15 já decidiu e a Ata da reunião deu o parecer final: "Portanto, julgo que não devemos pôr dificuldades aos gentios que estão se convertendo ao Salvador. Pelo contrário, devemos escrever a eles, dizendo-lhes que se abstenham de comida contaminada pelos ídolos, da imoralidade sexual, da carne de animais estrangulados e do sangue". (At 15:19 ao 21)

Em Romanos 14 diz que tudo podemos comer. (Falaremos sobre isso mais adiante)

Um capítulo antes, em Rm 13 diz: “Não devam nada a ninguém, a não ser o amor de uns pelos outros, pois aquele que ama seu próximo tem cumprido a lei. Pois estes mandamentos: "Não adulterarás", "não matarás", "não furtarás", "não cobiçarás", e qualquer outro mandamento, todos se resumem neste preceito: "Ame o seu próximo como a si mesmo". O amor não pratica o mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento da lei.” (Rm 13:8 ao 10)

Nosso mandamento é amor. Na ICAR tem dogmatismo.
Na CCB e Tabernáculo tem legalismo. Na IPDA tem RI, o regulamento interno. Nas pentecostais tem CREDO religioso.
Nas tradicionais tem regras e ordens da “igreja denominacional”; Nas neopentecostais tem regras humanas.
Todos os mandamentos de homens foram refutados categoricamente em Mateus 23 e em toda carta aos Gálatas.

O que não podemos fazer que é pecado?

Primeiramente, pecado vem de ‘hamartio’ que significa ‘erro ao alvo’. Nosso alvo é o Evangelho, é o Messias, não ame as coisas do mundo.
Se você conhece a verdade, ela opera em sua consciência, e então não praticando a verdade, comete pecado.

Se você sabe que o principal mandamento é ajudar o próximo em suas necessidades, e não faz, comete pecado.

O termo doutrina vem de ‘doctrina’ que significa ‘ensinamento’.

Doutrina à Igreja é tudo que está no Novo Testamento, em especial as cartas Paulinas e demais epístolas.

Se o próprio Espírito Santo não colocou encargo algum para os gentios se converterem, quem pensam ser esses legalistas de hoje preocupados com aparência externa, cabelo, saia, vestidos, brincos, jóias, televisão, e etc.?

Sepulcros caiados, isto é, pintados a cal por fora, branquinhos, santinhos, mas por dentro cheios de podridão e morte.

Para estes cito: “Não permitam que ninguém que tenha prazer numa falsa humildade e na adoração de anjos os impeça de alcançar o prêmio. Tal pessoa conta detalhadamente suas visões, e sua mente carnal a torna orgulhosa. Trata-se de alguém que não está unido à Cabeça, a partir da qual todo o corpo, sustentado e unido por seus ligamentos e juntas, efetua o crescimento dado por D’us.
Já que vocês morreram com o Messias para os princípios elementares deste mundo, por que é que vocês, então, vivem como se ainda pertencessem a ele, e se submetem a regras: "Não manuseie!" "Não prove!" "Não toque!"? (Não pode Tv, não pode internet, não pode rádio, não pode calça, não pode jóias, não pode, não pode…) Todas essas coisas estão destinadas a perecer pelo uso (coisas materiais, tecnológicas, roupas, alimentos), pois se baseiam em mandamentos e ensinos humanos (regras denominacionais e religiosas). Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo (parecem boas, parecem santas, são severas com o corpo), mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne (ou seja, de vestido longo e cabelo comprido alguém vai adulterar da mesma forma. Sem assistir TV alguém vai fornicar da mesma forma). (Colossenses 2:18 ao 23)

O que livra o homem do pecado, de errar o alvo é o conhecimento da Palavra (Escrituras)!

Mas, os líderes religiosos são como os políticos, quanto mais o povo for sem cultura e ignorante: melhor! Eles querem uma membresia leiga e burra!

Eles são hipócritas! O termo hipócritas vem de ‘hipocritam’ que significa ‘ser artista – passar por alguém que você não é”.

A religião faz isso. Os saduceus não criam em quase nada, eram céticos. Já os fariseus criam em tudo: céu, inferno, anjos, demônios, profecias e etc.

Eram verdadeiros crentes santarrões como hoje. Lembra do fariseu e do publicano. Quem desceu justificado? Ali está a resposta perfeita para os legalistas de hoje. Da lei eles pegam o dízimo. Da lei eles pegam o sábado. Da lei eles pegam o talmude gospel (613 preceitos da lei que os fariseus procuram obedecer).

Porque não seguem o legalismo e sua maldição toda, já que insistem em invalidar o sacrifício do Messias?

Vamos lá: a lei em Dt e Lv manda matar os adúlteros, os fornicadores, os homossexuais… A lei mandava apedrejar um filho rebelde. Que tal?
O que devemos obedecer afinal? Vou colar alguns textos relevantes:

“Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti, que os que praticam essas coisas não herdarão o Reino de D’us. Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei”. (Gl 5:19 ao 23)

“Ficarão de fora os cães, os que praticam feitiçaria, os que cometem imoralidades sexuais, os assassinos, os idólatras e todos os que amam e praticam a mentira”. (Ap 22:15)

Sobre casamento, namoro, e outros assuntos falaremos mais adiante.

Quanto ao sábado veja documento neste link: CLIQUE AQUI - O SÁBADO - EQUI ORGÂNICA




AULA | MÓDULO 11


FALSA DIVISÃO DO VELHO TESTAMENTO PARA O NOVO TESTAMENTO
Afalsa divisão entre o V.T. e o N.T. é o principal motivo de tantas divies e heresias até hoje. Os adventistas e judeus messiânicos erram feio, mas conseguem persuadir a muitos com a tal ‘falsa dicotomização da Bíblia’. Na visão deles a Bíblia é uma só, e não existe divisão. Claro, que eles fazem isso, porque é a única forma de prender o povo no legalismo velho-testamentário.

Por outro lado, todas as outras religiões cristãs e até não cristãs acreditam erroneamente na falsa divisão do V.T. para o N.T. naquela página branca ente Malaquias e Mateus.

Na verdade a Escritura cronológica que estava nas mãos do Messias terminava com 2º Crônicas (Vide a Bíblia Original no portal EQUI) e não com Malaquias.

Já falamos previamente sobre isso nas aulas anteriores, mas agora vamos aprofundar especificamente.
Tudo começa com o capítulo chave para esse entendimento, Hebreus 9, analisemos com cuidado: 1 Ora, também a primeira tinha ordenanças de “culto” divino, e um santuário terrestre. (aqui já
deixa claro, como em todo livro aos Hebreus, uma analogia entre V.T. e N.T. – era terrestre, agora o santuário é espiritual)

2 Porque um tabernáculo estava preparado, o primeiro, em que havia o candeeiro, e a mesa, e os pães da proposição; ao que se chama o santuário. (tudo era pálpavel, tangível, tocável, agora tudo é espiritual)
3 Mas depois do segundo véu estava o tabernáculo que se chama o santo dos santos, (só o sacerdote tinha acesso, agora todos temos acesso)
4 Que tinha o incensário de ouro, e a arca da aliança (hoje temos a presença contínua do Espírito Santo), coberta de ouro toda em redor; em que estava um vaso de ouro, que continha o maná, e a vara de Arão, que tinha florescido, e as tábuas da aliança (lei, hoje graça);
5 E sobre a arca os querubins da glória, que faziam sombra no propiciatório; das quais coisas não falaremos agora particularmente. (tudo era físico e material, hoje tudo espiritual)
6 Ora, estando estas coisas assim preparadas, a todo o tempo entravam os sacerdotes no primeiro tabernáculo, cumprindo os serviços;
7 Mas, no segundo, só o sumo sacerdote (hoje todos temos acesso através do Messias), uma vez no ano, não sem sangue, que oferecia por si mesmo e pelas culpas do povo;
8 Dando nisto a entender o Espírito Santo que ainda o caminho do santuário não estava descoberto enquanto se conservava em pé o primeiro tabernáculo,
9 Que é uma alegoria para o tempo presente (como falamos acima, sombra, aio, preparação, transição para a glória maior que haveria de vir), em que se oferecem dons e sacrifícios que, quanto à consciência, não podem aperfeiçoar aquele que faz o serviço;
10Consistindo somente em comidas, e bebidas, e várias abluções e justificações da carne, impostas
até ao tempo da correção. (tudo era físico)
11   Mas (tudo em Hebreus tem um MAS – quem não lê o contexto é enganado pelos costuradores de véu), vindo o Messias, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação, (Prezado aluno (a) você pode glorificar a Adonai? Glorificar por este ‘MAS’, graças ao Pai por este ‘MAS’, pois o nosso Messias veio e mudou o tabernáculo imperfeito físico de quatro paredes, por um tabernáculo de carne, eu e você, nós, juntos formamos o único e perfeito Tabernáculo espiritual)
12   Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção (Ele é o Pai da eternidade, isto é, o gerador da vida eterna – lembra do Evangelho resumido em um versículo João 3:16?).
13Porque, se o sangue dos touros e bodes, e a cinza de uma novilha esparzida sobre os imundos, os santifica, quanto à purificação da carne, (Ele se fez maldito por nós, Ele foi o último sacrifício por toda a humanidade)
14Quanto mais o sangue do Messias, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a D’us, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao D’us vivo? (percebe a mudança do V.T. para o N.T.?)

15   E por isso é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna.

Porque   onde   há   testamento,   é   necessário   que   intervenha   a   morte   do   testador. 17 Porque um testamento tem força onde houve morte; ou terá ele algum valor enquanto o testador vive? (através de SANGUE, através da Sua MORTE, através do último SACRIFÍCIO por todos nós, eclodiu um NOVO TESTAMENTO. Por isso o N.T. começa em Sua morte e conclui-se 2   em Sua ressurreição, por fim, aperfeiçoa-se no nascimento da Igreja em Atos dos Emissários)
18Por isso também o primeiro não foi consagrado sem sangue; (Então o N.T. começou na cruz e não antes. É claro.)
19Porque, havendo Moisés anunciado a todo o povo todos os mandamentos segundo a lei, tomou o sangue dos bezerros e dos bodes, com água, lã purpúrea e hissopo, e aspergiu tanto o mesmo livro como todo o povo,
20Dizendo: Este é o sangue do testamento que D’us vos tem mandado.
21E semelhantemente aspergiu com sangue o tabernáculo e todos os vasos do ministério.
22E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão.

23   De sorte que era bem necessário que as figuras das coisas que estão no céu assim se purificassem; mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios melhores do que estes. (Do versículo 18 ao 23 – O QUE ERA NO V.T.)
24Porque o Salvador não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de D’us;
25Nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no santuário com sangue alheio;
26De outra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.
27E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo,
28   Assim também o Messias, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação. (Do versículo 24 ao 28 – O QUE É NO N.T.)

Claro que, tudo isso não é ensinado no sistema religioso, pois se o povo descobrir a verdade tão simples de que o Novo Testamento começou na morte do Messias, tudo vai mudar, o Evagelho vai resplandecer e a Igreja vai conhecer o Messias como Ele é!


Agora para finalizar esta aula com uma temática tão importante, vamos fazer a mesma análise semântica do texto de 2ª Co 3.

Vamos dar uma pausa e abrir parênteses: note que eu sempre uso o termo semântica. Saiba as diferenças sobre ferramentas de interpretação:

Semântica: Água com açucar da língua portuguesa ou qualquer outro idioma. Interpretação simples do texto com o contexto.
Hermenêutica: Já em um nível médio, faz um maior aprofundamento do texto, indo nas raízes de cada palavra para melhor entendimento do contexto.
Homilética: É a verbalização de tudo que se aprendeu com semântica e hermenêutica. É a parte pedagógica e didática das Escrituras ou qualquer outro assunto e ciência.
Exegêse: Esta já é uma matéria de nível superior. As análises são feitas baseadas nas línguas originais, nas questões polissêmicas, radicais, várias interpretações, referências em outras passagens; em suma, é a ferramenta que mais se aprofunda para entendimento do contexto.

Analisando portanto semânticamente o contexto de 2ª Coríntios 3:


1 Será que com isso, estamos começando a nos recomendar a nós mesmos novamente? Será que precisamos, como alguns, de cartas de recomendação para vocês ou da parte de vocês? (cartas, crachás, cadastros da membresia, cartas de recomendação, materiais já vencidos, vide versículo 2) 2 Vocês mesmos são a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos. (não mais papel, mas nosso testemunho. Não mais material, mas espiritual)
3  Vocês demonstram que são uma carta do Salvador, resultado do nosso ministério (nosso trabalho), escrita não com tinta, mas com o Espírito do D’us vivo (não há necessidade de recomendação, se existe um bom testemunho de vida cristã), não em tábuas de pedra, mas em tábuas de corações humanos. (Glória a Adonai! Não mais a lei do V.T. mas o Espírito da Graça que mora dentro de nós)
4  Tal é a confiança que temos diante de D’us, por meio do Messias.
5  Não que possamos reivindicar qualquer coisa com base em nossos próprios méritos, mas a nossa capacidade vem de Adonai (nossa capacidade vem de Adonai e não de nós. Que belo exemplo de humildade nos deixou o emissário Paulo).

6  Ele nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança, (Trabalhadores do Evangelho da Nova Aliança, e não para voltar ao Velho Testamento) não da letra (letra é a lei, o V.T. – diferentemente do que ensinam os pregadores pentecostais de hoje, referindo-se ao estudar. Se alguém estuda as Escrituras, este está na letra, claro, eles querem uma membresia


emburrecida), mas do Espírito (em Espírito e em verdade, não em templos de pedras, não em leis de pedras, mas na graça, no amor, no Espírito. Tudo é espiritual. Tudo mudou através do sangue do Messias); pois a letra mata (quem mata? O Velho Testamento. Pregar, viver, voltar a velha prática é morte espiritual), mas o Espírito vivifica (ainda bem que sempre tem um ‘MAS’. O Espírito dá vida, o Espírito da Graça, o Espírito do Amor, não de rituais, não de preceitos, não de coisas físicas e religiosas, não de teorias sem fim, não de sacrifícios tolos, mas de prática, de caridade, de misericórdia.)
7  O ministério que trouxe a morte foi gravado com letras em pedras (a sombra velho- testamentária foi de pedra); mas esse ministério veio com tal glória que os israelitas não podiam fixar os olhos na face de Moisés por causa do resplendor do seu rosto, ainda que desvanecente. (se na lei mosaica já era brilhante mesmo não sendo a vontade perfeita do Pai)
8  Não será o ministério do Espírito ainda muito mais glorioso (essa glória maior da segunda casa, casa esta que somos nós conforme já aprendemos em Hb 3:6. A vontade permissiva passou, – do templo, do dízimo, da lei, do sacerdócio, dos sacrifícios - e a vontade perfeita chegou através do sangue do Messias. A Palavra veio aos gentios, e a salvação chegou até nós. Você pode adorar a Ele por isso?)
9  Se era glorioso o ministério que trouxe condenação, quanto mais glorioso será o ministério que produz justiça! (estar em círculo religioso com práticas velhas é desprezar a maior glória que o Espírito tem para nós)
10  Pois o que outrora foi glorioso, agora não tem glória, em comparação com a glória insuperável. 11 E se o que estava se desvanecendo se manifestou com glória, quanto maior será a glória do que permanece!
12  Portanto, visto que temos tal esperança, mostramos muita confiança.
13  Não somos como Moisés, (essa expressão paulina é muito forte. Não somos como a lei, como o V.T. que não havia compreensão e nem acesso a glória do Pai, que hoje é revelada) que colocava um véu sobre a face para que os israelitas não contemplassem o resplendor que se desvanecia.
14  Na verdade as mentes deles se fecharam (no original diz que eles tinham mente de pedra. E você caro aluno (a) que ainda está no sistema religioso; como é sua mente? É material? É velho- testamentária? É de pedra? Ou é da Graça? Ou é espiritual?), pois até hoje o mesmo véu permanece quando é lida a antiga aliança (eles em seus cultos velho-testamentários, estão cheios de resquícios antigos e dogmatismo arcaico, são legalistas, pois quando leem nas reuniões templocêntricas o Velho Testamento não entendem a Verdade do Evangelho. Eles tem um véu costurado. Invalidam o sacrifício do Messias, e conhecem o Pai através de um véu) Não foi retirado (o véu está lá, a lei está lá, a maldição também, infelizmente), porque é somente no Messias, nosso Salvador, que ele é removido. (Vem para o Messias! Sai do tabernáculo imperfeito e vem ser Igreja! Só em nosso Salvador a lei acaba, o véu é tirado, o velho testamento morre para dar lugar a plena vontade do Pai à sua Igreja).
15  De fato, até o dia de hoje, quando Moisés é lido, um véu cobre os seus corações. (até hoje, a religiosidade impera, a hierarquia, o dinheiro, o mundo cristão paganizado, adulterado e morno pela influência da Velha Aliança. Deixa o véu rasgar em sua vida. Esse é o nosso desejo neste “curso” a todos que com dedicação estão lendo, ouvindo, assistindo e estudando até aqui)
16  Mas quando alguém se converte ao Criador, o véu é retirado. (Primeiro, ainda bem que sempre tem um ‘MAS’. Segundo, observe que mesmo sendo evangélico ou católico, carismático, espírita, dizendo: “Senhor, Senhor, em Teu Nome…”, ainda não são convertidos. Converter vem de ‘convertere’ que significa ‘dar meia volta – 180 graus’. Assim como a glória da letra não é perfeita, a conversão também não é. Eles precisam se converter ao Evangelho verdadeiramente. Precisam experimentar esta glória neo-testamentária que nos faz viver o amor ao próximo.)
17  Ora, Adonai é o Espírito e, onde está o Espírito de Adonai, ali há liberdade. (os pentecostais e neo-pentecostais cometem aqui mais um erro gravíssimo. Dizem que a liberdade do Espírito é aquela velho-testamentária que fez Davi dançar nu, que fez Saúl profetizar nu em terra, ou Miriã dançar, e hoje podemos jogar o microfone, cair pelo poder, rolar, falar em línguas sem interpretação, fé-demais, gritar, pular, saltar, profetizar, inventar, revelamentos, sonhos confusos, visagens, profetadas, espumar a boca, cuspir nos irmãos, virar os olhos, tudo em nome do pentecoste da liberdade. Balela, povo que não cresce. Meninos! Aqui está falando da liberdade da letra – Velho Testamento, lei, maldição – liberdade no Messias – Nenhuma condenação há para

quem está no Messias. Está falando da liberdade da letra que mata, mata espiritualmente, e mal sabem eles disso. É por esta razão em grande parte, pulam hoje, e amanhã estão na balada pulando. Falam em línguas hoje, e amanhã estão na praia bebendo. Profetizam hoje, e amanhã estão dormindo com a mulher do próximo. Estão na letra, estão nas velhas práticas religiosas que o Messias veio cumprir, quebrar paradigmas, protocolos, preceitos, alterar, melhorar, aprimorar, dar sentido ao que era imperfeito, até de fato abolir a letra que mata, e nos entregar o Espírito da Graça, que é de graça. Não custa mil, cinco, dez, quinze, trezentos mil reais por uma noite de show gospel ou congresso pentecostal. Ai deles! Todos darão conta, de cada centavo.)
18  E todos nós, que com a face descoberta contemplamos a glória de Adonai (para quem já está no Messias, e tem o véu rasgado, contempla a glória de Adonai como Ele é e em breve seremos como Ele é), segundo a sua imagem estamos sendo transformados com glória cada vez maior (quer experimentar esta glória da Graça? Vem pra fora do túmulo Lázaro! A letra matou a muitos, e já cheiram mal. Mas o Messias é Vida, Ele pode fazê-los experimentar a Sua Glória. Glória essa que não vem de emoção audio-visual religiosa), a qual vem de Adonai, que é o Espírito.

Os responsáveis por separar o N.T. em versículos separaram o capítulo 3 do capítulo 4, e para àqueles que são preguiçosos, isto é fatal. É a maternidade das heresias.

Vejamos pelo menos os versículos 3, 4 e 5 do próximo capítulo:


Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto (não deixemos que o véu esteja costurado em nossas vidas, pois isso prejudicará a pregação do Evangelho), para os que se perdem está encoberto.
Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, (no original, vide nossa Bíblia original no portal EQUI, diz: “o sistema de todas as coisas do mundo”) para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória do Messias, que é a imagem de D’us. (a luz do Evangelho não é resplandecida na vida daqueles que estão nos círculos religiosos deste mundo. Pois, o deus deste mundo os cega para que não vejam esta Glória. É nossa missão levar o Evangelho descoberto, sem véu, sem letra, sem mundo e sem sistema)
Porque não nos pregamos a nós mesmos (não pregamos religião, dogmas, credos, invenções humanas), mas ao Salvador, (só Ele, para Ele, por Ele, sempre Ele) nosso Messias; e nós mesmos somos vossos servos (vosso líderes? Não! Não! Vossos servos!) por amor do Salvador. (2ª Co 4:3 ao 5)


AULA | MÓDULO 12

    ASSUNTOS ESSENCIAIS E OS SECUNDÁRIOS
Esta aula é de suma importância para crescimento e maturidade cristã. É o apogeu da vida de um broto, um seguidor do Caminho, um discípulo do Renovo, um membro do Corpo do Messias.

De forma resumida vamos abordar quais assuntos a luz das Escrituras são realmente essenciais e quais outros assuntos são de menor relevância, sendo secundários, terciários, quaternários…

Assuntos essenciais:


Em uma das aulas passadas estudamos sobre a doutrina da Igreja deixada pelos emissários no Novo Testamento, bem como os mandamentos do V.T. que são hoje sintetizados à Igreja em uma palavra: AMExiste um tripé do caráter cristão verdadeiro:

-  Amar ao Criador
-  Amar ao próximo (quem está próximo, pai, mãe, filho, filha, esposo, esposa, vizinhos, amigos, ou qualquer pessoa que surja em seu caminho e que precise de você. Não é enviar dólares para África como penitência esperando perdão de pecados – isto, sem amor, nada adiantaria, conforme 1ª Co 13)
-  Amar o próximo como a ti mesmo (o mesmo amor que temos por nós, devemos ter por nosso próximo. Uma dificuldade enorme para quem tem temperamento narcisista. E uma facilidade para quem tem temperamento melancólico)

Se não se ama, precisa se amar, como o Criador te ama.

Se não ama o próximo, precisa amá-lo como ama a si mesmo. Isso é Evangelho da Graça!
Evangelho: ‘Evangelium’ – Boas Novas – A maldição do último versículo de Malaquias é destruída na cruz do Calvário com nosso Messias, e a Graça do Pai é derramada, como no último versículo do Apocalipse.

Graça: ‘Charis’ – Favor que não merecíamos – Não merecíamos ser salvos. Somos como trapo da imundícia, ninguem de nós fala do amor se não for pelo Espírito Santo. Ninguém através de sua carne pecaminosa quer buscar ao Criador. Não há um justo na Terra se quer. Mas onde estava o pecado abundante, a Graça do Pai invadiu, abundou, encheu, e nos alcançou.

A dívida que não podíamos pagar, Ele, nosso Salvador, pagou por todos nós.

Ele inclusive falou sobre isso em uma linda parábola. Vou parafrasear trazendo para nossos dias:

Um homem devia um milhão de reais. No julgamento, pelo fato do devedor ter se humilhado, chorado, se jogado aos pés do juíz, foi perdoado, e saiu dali muito feliz.

Pouco tempo depois, encontrou um homem que devia cem reais para ele já algum tempo. Apertou o devedor, bateu nele e o ameaçou.

Neste momento, alguém passando na rua viu a cena e saiu correndo contar ao juíz.

O juíz mandou chamá-lo com urgência. E com furor disse: “Eu te perdoei uma dívida de um milhão de reais, e você não pode perdoar uma dívida de cem reais?”

O homem foi preso e julgado como condenado perpetuamente.

Lembra da oração do Pai nosso? “Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos nossos devedores?”

Quantos cristãos rezam o que nem sabem. Quem realmente pode repetir essas palavras? Se tem algo realmente essencial é o perdão.
Em um filme chamado Fenômeno Lázaro, tirando as heresias do mesmo que são absurdas, extraímos muitas lições das experiências de quase morte (EQM).

Se alguém está no leito de um hospital, em uma UTI, a primeira coisa que devemos pensar é: ele está em paz com todos? Eu estou em paz com ele?

O perdão é a matéria menos ensinada nas denominações cristãs. Pura obra do maligno. Esconder das pessoas o poder do Evangelho.

Quem libera perdão, pode ser curado de uma enfermidade, como a ciência já comprova.

As doenças psicossomáticas que são somatórias e acúmulos de problemas, medos, frustrações, podem ser curadas não com água, óleo ou campanhas, mas com o Evangelho salvífico e transformador do perdão.

Quantos religiosos não se falam, não sentam juntos, não se visitam. Famílias separadas, destruídas, filhos abandonados, casais divorciados, irmãos brigados, tudo pelo maldito sistema religioso.

Adonai quer amor, unicamente amor. Se você não entender nada deste curso, pela baixa  escolaridade, ou pela ausência cultural local ou familiar, mas ama seu irmão, procura viver a paz com todos, sem mágoas, sem divisões, e sua religião é Tiago 1:27, você faz melhor que qualquer outro doutor, sábio, intelectual, mas que vivem cheios de raízes de amargura (no original: veneno) e nunca entenderam o que é o Evangelho do amor.

O que é essencial? É tudo que nos une. Tudo que gera divisão é secundário.
O maligno criou o ecumenismo, a nova ordem mundial e o sincretismo (Ap 17:17)

Mas o nosso Pai criou a unidade – Eu quero UMA Igreja, UM Povo, ‘a profundidade do radical echad’ (Ef 4 e João 17)

Essa unidade, esse clamor para um só pensamento é puro. A palavra unidade está correlacionada a palavra perfeição nos dois contextos citados: Ef 4 e João 17.

Quem vive a unidade, chegou no último degrau da experiência cristã.

Quem gosta de embates, discussões, divisões, ainda é carnal. (1ª Co capítulos 1, 2 e 3) O que está na Escritura claramente, nitidamente, é essencial.
O que está de forma dúbia, não é essencial.

Nós seremos julgados pela constituição divina, com seus parágrafos, incisos e artigos: As Escrituras. Jamais o nosso Pai que é Justo vai julgar alguém por algo que não estava claro nas Escrituras.
Leia Romanos 12:3 e 1ª Co 13:12 – Em Romanos Paulo fala que não devemos querer saber demais, mas com temperança. E em Coríntios destaca que agora conhecemos parcialmente.

Tudo nas Escrituras, na vida natural e na vida espiritual há um paralelo, um paradoxo, um contraste, veja:

-  Se por um lado não podemos deixar de beber água, por outro se bebermos um balde de água poderemos morrer.

-  Se a navália nas mãos do barbeiro é profícua, nas mãos de um homem violento é maligna.

-  Se a internet trouxe verdades ocultadas pelo sistema religioso, trouxe divisores, caluniadores e oportunistas que nunca foram reconhecidos por uma Igreja local (grupo de irmãos de uma região)

E assim vai…

Vejamos assuntos que os protestantes inventaram ou outras ramificações cristãs e com isso vieram as divisões humanas. Por que? Porque se apartaram da simplicidade do Evangelho.

PREDESTINAÇÃO X ELEIÇÃO

Uma briga tola até hoje. Enquanto você ficar nisso, não entendeu o que é o Evangelho, pois perder tempo nesses assuntos é um grande erro.

Tem gente que até já se suicidou achando que não era um predestinado.

Veja bem: se até hoje não existe consenso neste assunto, é porque não foi plenamente revelado nas Escrituras. Claro que a essa altura o calvinista vai dizer: “está sim revelado, eu provo!” – ele só se esquece que o arminianista também vai dar a réplica: “a eleição é que está revelada, eu provo!”.

O cristão maturo ele vê como Criador vê. Vê lá de cima, como águia, com visão espiritual e discernimento espiritual.

Lá de cima, vemos círculos religioso humanos, emanados de vaidade, presunção e outras obras da carne.

Alguém vai perguntar: “qual afinal é a opinião do irmão Akel e do EQUI sobre predestinação?” Eu não vou falar, não aqui. São assuntos secundários.
O que é essencial tem substância e consubstância. Está na Escritura claríssimo para todos verem. Exemplo: amor!
Tem texto e contexto. A hermêneutica diz que é necessário ter pelo menos três repetições de algum assunto para ser doutrina. Ou ser citado de forma imperativa por alguém de peso, exemplo: Messias, Paulo, Pedro…

Ora, o amor está em todas as Escrituras. Não existe uma denominação dizendo que não se deve amar, e que eles tiveram revelação ou a real interpretação do que significa amar.

Todos sabem, é unânime, é assunto primordial. É essencial. É Evangelho.

Nisso então nos atemos. Falta pouco tempo para este mundo ser destruído, não temos mais como ficar criando mais embates que não chegam a lugar nenhum.

Alguém pode sim, claro, debater e não embater. Mas faça isso longe dos novos convertidos, e para isso deve haver um ambiente espiritual que promova edificação e não êxtase, brigas e divisões.

É preferível deixar isso de lado. Como espinhos de rosa, como espinhas de peixe, deixe de lado. Fique com a carne do peixe, ou seja, aquilo que de fato alimenta a alma e nos faz ser melhores.

O conhecimento de coisas secundárias só nos deixa arrogantes para querermos ser melhor que alguém, em um pensamento inconsciente e infantil: “eu sei, você não sabe”.

Se você resolver parar o curso por aqui e deixar de ver nossos materiais, é sinal que não está apto, ainda está preso na letra dos homens. Oro sempre, e luto com amor para que um dia possam entender e voltar. Quem sabe em breve nos abraçar e agradecer pela semente do Evangelho ter sido brotada em seu coração.

TRINITÁRIOS X DUALISTAS X UNICISTAS X MONOTEÍSTAS X UNITARISTAS

Para os religiosos dizer que esse assunto é secundário é no mínimo um escândalo. Quando na verdade este tema não é cem porcento cristalino nas Escrituras. Como eu posso provar isso? Simples: se fosse claro, não existiriam todas essas classes com diferentes compreensões acerca do mesmo assunto.

Particularmente, eu tenho uma posição sobre o assunto, mas é minha opinião após longos anos de estudos.

Pessoalmente você caro aluno (a) deve ter sua posição, ou quem sabe alguém deve estar dizendo: “eu não sei. Não tenho forma convicta sobre esse assunto. Prefiro não dar a última palavra.” Quem falou assim, falou muito bem. Isso é ser moderado e inteligente. É sinal que você é prudente e já passou por alguns embates desnecessários que nada edificaram e viu que esse assunto é secundário.

As pessoas religiosas afirmam insistentemente que temos de ter um credo ou conjunto de normas e dogmas.

Não. Nós não sabemos de tudo. 1ª Co 13:12, lembra? Conhecemos parcialmente. E segundo Rm 12:3, conhecemos com temperança.

Quem quer saber tudo, ou saber mais que os outros é carnal e não entendeu o Evangelho.

Pense comigo o seguinte: em poucos segundos, o nosso Messias poderia em três anos e meio de ministério ter revelado todas essas coisas. Ele poderia em um minuto explicar o que é a trindade, como é, de que forma se manifesta e ponto final.

Quando Filipe indagou, mostra nos o Pai, Ele respondeu: “Há tanto tempo estou convosco e vocês dizem mostra-nos o Pai?”

O unicista vai dizer que Ele é o próprio Pai, Pai da eternidade.

Mas o trinitário ou dualista vai dizer que: conforme Hebreus 1:2 e 3, Ele é a representação da Pessoa do Pai, isto é, Ele tem procuração total para representar o Pai. O Pai é maior que Ele, e é Espírito.
Nunca ninguém viu o Pai. Fulgura muita glória do Pai, de forma que para chegarmos até Ele temos um Mediador.

Os unitaristas e unicistas vão pegar os trinitários em uma frase errada: “Ninguém vai ao Pai” – pois está escrito: “Ninguém VEM ao Pai”.

Mas para quem é mais aprofundado no tema de Elohim (‘him’ é plural de Elo, Eloí) vai apenas refutar usando Hebreus 1, ou Apocalipse 1:1.

Enfim, sempre vai dar confusão e nunca se chega a uma definição.

São três pessoas ou são três manifestações?

O medo sobre a trindade, inclusive motivo que já afastou muita gente do projeto EQUI, é achar que quando alguém nega a trindade, imediatamente ali tem cheiro de heresia e de uma seita nascendo.

Nem sempre, isso é falta de conhecimento.

Já no começo do curso estudamos sobre a paganização na história, e falamos muitas vezes sobre Constantino. Ora, ele é o pai do dogma da trindade.

Antes de falarmos mais sobre Constantino, note o seguinte:

Nós defendemos o Evangelho (essencial) refutando heresias como:

-  O Messias não é Filho de Adonai.
-  O Messias foi só um profeta.
-  O Espírito é uma energia ou uma força.
-  D’us é apenas a natureza.
-  O sangue do Messias não perdoa e não purifica pecados.
-  O Messias ainda não veio, ou como diziam os gnósticos: Ele não veio em carne (em corpo). Esses foram duramente refutados nas epístolas de João (vide Bíblia Original).

Entre outras tantas heresias. Essas sim, tremendamente refutáveis, pois temos embasamento de sobra para argumentar e defender nossa fé nesses pontos.

Agora, a compressão plena se são três pessoas, ou três manifestações, ou duas pessoas, aí é outro papo, e é segundo os estudos e a fé de cada um.

Branham por exemplo teve uma revelação, dizendo que o batismo de Mateus 28:19 com a expressão trinitária: Pai, Filho e Espírito Santo, são títulos e não nomes. Ora, não sei como Branham que tanto refutava o sistema católico pode ter tido essa revelação em cima de um versículo que é na verdade um acréscimo da própria ICAR.

Sobre os acréscimos de Mateus 28:19 e de 1ª João 5:7 e 8, você pode conferir na Bíblia Original, ou neste documento CLICANDO AQUI.

Nitidamente, depois do concílio de Niceia, onde Constantino criou o dogma da santíssima trindade: ‘Um só D’us subexistente em três pessoas distintas, Pai, Filho e Espírito Santo’, Jerônimo na Vulgata Latina, a antiga Septuaginta e demais traduções e compilações católicas trouxeram os acréscimos de Mateus 28:19 e de 1ª João 5:7 e 8 para endossar, dar substância e consubstância ao dogma da santíssima trindade.

Mais tarde Maria foi acrescida junto a trindade.

Para quem é espiritual, neste momento ao saber dessas coisas, pisa no freio e liga a antena de bereano.

Alguém pode dizer: mas a trindade mesmo sendo uma palavra católica, e mesmo tendo esses acréscimos comprovados e assumidos pela própria cúpula católica, está presente nas Escrituras. Em Gênesis, o Criador, o Verbo e o Espírito sobre as àguas; também as citações de Isaías, ou quando no batismo do Salvador, e etc.


Caríssimos, de fato as Escrituras mostram os três. Isso é essencial. Agora se eles são pessoas, manifestações, representações, não sabemos. Cada um estude e tenha sua fé, respeitando o próximo, como diz em Romanos 14.

Logo ali, em breve, saberemos de todas essas coisas. Hoje vemos como num espelho embaçado, mas em breve veremos de forma límpida e cristalina.

Ninguém vai deixar de ser salvo por conta de não ter crido que são três, dois ou um.

E ainda depois de toda essa aula, ainda tem gente nessa hora dizendo: “mas irmão Akel, como que não são pessoas, se Eles falam, ouvem, e a blasfêmia contra o Espírito não tem perdão, e etc.”

Meu irmão, aconselho você embater muito, sentar com unicistas, dualistas, trinitários, e daqui uns meses, anos, você vem e me abraça e vai entender o que estamos ensinando aqui.

PRÉ-TRIBULACIONISTAS X PÓS-TRIBULACIONISTAS

Outro assunto secundário, e quase terciário. É tão triste, porque em todos esses assuntos sempre vem uma expressão religiosa: “Ai daqueles que não sabem se salvação se perde ou não se perde. Ai daqueles que não sabem da trindade, poderão ser condenados. Ai daqueles que não sabem a volta do Messias, poderão ficar. Cuidado! É um jogo de Satan, esse EQUI e esse Akel estão querendo tirar você de princípios” … E por aí vai.

Em breve nós estaremos nos livrinhos de teologia e escola dominical ou sabática como uma nova e perigosa seita que surgiu no século vinte um. Me avisem se souberem disso antes.

Os assembleianos dizem que a CCB está perdida. E a CCB devolve, e etc. E você sabe a cadeia de julgamentos denominacionais como ela é.

No projeto nós temos pré, meso e pós tribulacionistas. Tenham em mente que o que importa é o essencial: O Messias vem, Ele vem, não importa se você é pré, ou meso ou pós, Ele virá para você, se você realmente faz parte de Sua Noiva.

Debater sobre isso, ou o número da marca da besta que é 666, ou nos originais 616 (vide Bíblia Original) é perder tempo.

Gente passando fome, gente sofrendo e precisando de uma Palavra da parte do Soberano, e irmãos meninos na fé discutindo temas polêmicos.

A graça do Evangelho nos basta. A suficiência do Evangelho deve ser plena em nossas vidas. Não precisamos ter coceira com fábulas, genealogias ou assuntos polêmicos.

LEGALISTAS X ANARQUISTAS e FANÁTICOS X FORMALISTAS

O que mais tempos hoje são crentes destemperados. Uns tem só amor e não tem fé, outros tem só fé e não tem amor, outros tem só lei e não tem graça, e outros só tem graça e não tem lei (lei aqui é no sentido de ordem e reverência e não lei mosaica).

Uns gritam demais, outros são silenciosos demais. Os pentecostais não obedecem 1ª Co 14, e por sua vez os tradicionais nem entendem 1ª Co 14 na prática.

Sobre a questão do legalismo nós já abordamos em aulas anteriores, e na sequência teremos uma aula sobre as reuniões orgânicas, nesta abordaremos novamente essa questão de costumes, doutrina e legalismo.


A ótica do amor, da comunhão, a ideia de que vamos partilhar de um mesmo céu e de um só D’us por toda eternidade, deixa claro que, questões como: ‘Eu não vou lá, porque sou isso ou aquilo!’, e, ‘só minha denominação está certa’, ora, a grande maioria se diz certa, então caro leitor, você deve convir comigo que alguém tá certo e alguém tá errado!

As que dizem que só elas salvam, ou tem a revelação, ou interpretação certa, já erram em julgar as demais, e erram mais ainda por acharem que denominações são ‘igrejas’. Devemos obedecer a Palavra de D’us e respeitar nossos irmãos, nossas diferenças, sabendo que só há um Justo Juiz.

Quantas vezes presenciei gente brigando por causa de coisas esdrúxulas, pífias, ínfimas! Como, um dizia que o cumprimento tem que ser ‘a paz do Senhor’, e o outro contrariando dizendo que tem de ser ‘paz’ somente! Outros dois debatendo por causa de corte de cabelo! E tantas, e mais tantas discrepâncias, que não convém perder tempo de citar, pois não edificam. O embate é terrível, deixa mágoas, deixa rancor, raízes de amarguras, é um veneno entre os irmãos, capaz de impedir a salvação.

A ponte:


Existe sim a dicotomização de ideias: dois lados, duas formas de pensar sobre um mesmo texto, duas interpretações; mas, vamos lutar pela convergência, ou seja, se você está de um lado da ponte e eu no outro, venha até a metade, e, eu vou até a metade, e nos abraçamos no meio da ponte como diz uma bela ilustração figurativa.


“Chega de olho por olho e dente por dente, se não você acabará cego e banguela!”(Irmão Akel)

YESHUA X JESUS X DEUS X YAHUSHUA X YAOHUSHUA X OUTRAS VERTENTES

A Bíblia Original disponível em nosso portal traz com cuidado a questão dos Nomes, atributos, características e adjetivos do Pai e do Filho.

De forma equilibrada não tendemos nem para manter os nomes originais que não são didáticos e esclarecedores como o Evangelho deve ser, mas também não usamos os nomes latinizados e outros descaradamente paganizados.

É bem verdade que o dicionário católico mais antigo assume o crime: “Jesus é um nome que está bem aquém do Nome do Messias”.

A edição Loyola e Bíblia protestante Plenitude também assumem que o termo ‘Cristo’ nada tem a ver com Ungido ou Messias, que seriam formas melhores de serem usadas.

Hoje temos uma tradução da King James, a Bíblia Judaica Completa, entre outras que trazem os Nomes originais.

Sabemos também de Jerônimo, o responsável por trazer o J às Escrituras em 1515 aproximadamente. E a partir deste momento o Nome do Filho não conteve mais o Nome do Pai, bem como os ‘judeus’ deixaram de ser yahudim, e a cidade de ‘Jerusalém’ deixou de significar casa do Criador – Yahushalaim.

Os profetas deixaram de ter os nomes originais que continham o Nome do Pai.

Já abordamos por exemplo no Programa O Evangelho! Com irmão Akel a questão do ‘J’ e do ‘Til’ acrescidos nas traduções católicas quando o Messias disse: “Não passará nem um J, nem um til”.

São essas pequenas coisas que provam que houve sim adulterações. Entretanto, não somos levianos nem crianças.
Os judeus messiânicos e os rubenitas brigam entre si. Todos dizem ter saído do sistema, mas criaram outro pior que o primeiro.

A vaidade deles é de dizer que sabem mais que os outros. Quando na verdade qualquer professor de línguas originais, ou semíticas, bem como os eruditos, sabem que o verdadeiro Nome do Criador e o verdadeiro Nome do Salvador foram ocultados.

Vem um é diz: “o Nome é Yeshua” – vem outro e diz “o Nome é Yahushua” – vem outro e diz, tá faltando o ditongo “o Nome é Yaohushua”, e por aí vai. É outra questão secundária, nada essencial para salvação.

Jamais o Pai vai jogar alguém nas trevas exteriores dizendo: “Você não sabia o Meu Nome verdadeiro, ficou falando um nome pagão e por isso vai para o lago de fogo”.

Balela pura! Pataquada!

Claro que para isso eles utilizam textos isolados (que vergonha, sairam do sistema religioso e continuam enganando pessoas com textos isolados). Textos como: “Senhor, Senhor, em Teu Nome…” Dizem que Senhor equivale a 666 e a ‘Baal’. Ora minha gente, na época ‘Baal’ era um termo original que significa ‘Senhor’ e era utilizado para qualquer divindade ou pessoa de respeito, alguém mais velho por exemplo. Não tinha conotação de ‘demônio’ como hoje.

Quando alguém clama “Senhor”, está falando isso com respeito, afinal somos filhos, e os filhos costumam chamar seus pais de “Senhor e Senhora”.

Ninguém fala isso invocando o diabo.

No contexto de “Senhor, Senhor, em Teu Nome…” está falando dos carismáticos, espíritas, pentecostais e todos que falam em línguas, curam pessoas mas não se converteram ao Evangelho do amor ao próximo. Nada tem a ver com o termo ‘Senhor’ e com sua verbalização.

Outro texto descontextualizado é o de Isaías: “eles blasfemam o Meu Nome incenssantemente todo dia”. O profeta está falando no contexto daqueles que eram religiosos e não faziam o principal que é o Amor, a justiça e a misericórdia. Nada tem a ver também com a pronúncia. Isso é ridículo.

São milhares de adjetivos e atributos ao Nosso Pai. Use-os. Fizemos assim na tradução da Bíblia Original, visando o meio termo, o equilíbrio.

Não podemos negar que houveram acréscimos e modificações. Assim como desenharam a imagem de um J’sus asquenaz (bisneto de Noé, que deu origem aos germânicos) com cabelos lisos e olhos azuis, bem diferente do judeu sefardim, com pele escura, cabelos crespos e olhos nada recessivos. Para saber mais sobre isso CLIQUE AQUI.

Se eles pintaram a imagem de um ‘Iesu’ para vender o cristianismo, por que não fariam isso com seu nome? De fato fizeram.

Se alguém não entendeu sobre isso, até pelo fato de optarmos não nos aprofundarmos nesse tema aqui, a diferença entre eu que escrevo com carinho a vocês, é simplesmente porque vocês não estudaram esse assunto. Quem estudou a fundo está concordando comigo agora.

O profeta Isaías disse que Ele era experimentado no trabalho (tomava sol), não tinha parecer e nem formosura. Nenhuma beleza se via Nele. Nada que pudesse fazer os homens desejá-Lo.

Então é claro que esse J’sus europeu não é o Messias que esteve aqui há dois mil anos. Aproveitando o tema, sabem por que até aqui usei apóstrofe em D’us e em J’sus?
D-us, ou D'us, é uma das formas utilizadas pelos judeus que falam português para se referirem ao Criador sem citar seu nome completo, em respeito ao terceiro mandamento recebido por Moisés pelo qual D’us teria ordenado que Seu Nome não fosse falado em vão. Segundo a Wikipédia o judaísmo então cumpriu o mandamento não escrevendo o Nome de D’us em nada que se consuma.
Exemplificando, escrever o Nome de D’us em um papel, o fogo pode consumi-lo.

Os judeus no V.T. temiam pronunciar o tetragrama YHWH, e a forma utilizada pelos judeus para o mesmo fim é HaShem, que significa: O NOME.

Entendo eu, que talvez Adonai tenha ocultado o Seu Nome, ou seja, a pronúncia correta, bem como do Messias, para que nós não pecássemos tanto com os Nomes Sagrados.

Existe uma regra básica da linguagem que rege: podemos falar errado, mas não escrever errado.

A linguagem falada pode ser coloquial e popular, para que seja inteligível como disse Paulo em 1ª Co 12.

Por esta razão, eu Akel, ainda uso os termos ‘Deus’ e ‘Jesus’ nos hangouts, para melhor entendimento daqueles que nada sabem sobre esse assunto, e até fazem bem, pois é secundário.

Agora, os dois assuntos abaixo também dividem carnalmente muitas pessoas religiosas. Abordaremos de forma simples e clara sobre esses assuntos em uma aula posterior:

1)      BATISMO EM ÁGUAS CORRENTES POR IMERSÃO X ASPERSÃO X FIGURALOGISTAS (aqueles que acham que o fato do batismo ser espiritual no N.T. inviabiliza o ato batismal físico) x OUTRAS VERTENTES

2)      CEIA CONSUBTANCIAÇÃO X TRANSUBSTANCIAÇÃO X FIGURALOGISTAS (aqueles que acham que o fato da ceia ser espiritual no N.T. inviabiliza o ato da ceia física) X OUTRAS VERTENTES

Enfim, outras milhares de divisões criadas por homens. Uns por maldade e puro marketing denominacional, isto é, para ter um diferencial em sua denominação e assim atrair adeptos e simpatizantes da mesma ideia.

Outros por ignorância e falta de conhecimento. Pessoas boas, mas alienadas. Como diz em Atos: “mulheres religiosas e honestas, que foram manipuladas pelos líderes religiosos a expulsar Paulo da cidade”. São honestas, mas são religiosas, e você já sabe o que isso significa.

Conclusão dos assuntos essenciais e secundários:


Depois de muitos anos de estudo e debates com várias vertentes e ramificações religiosas e a- religiosas, cheguei a uma conclusão que vou expressar em desenho abaixo:



O círculo grande representa o ciclo da vida espiritual.

A primeira bolinha vermelha ou mais clara no topo do círculo grande representa o nascimento da vida espiritual ou o ínicio de estudos de algum tema da vida espiritual, vamos chamá-lo de ponto de partida.

A segunda bolinha preta na parte inferior do círculo grande representa 180 graus, um verdadeiro ‘convertere’ de uma pessoa que já caminhou metade da experiência.

As duas bolinhas laterais estão em 25 porcento e 75 porcento respectivamente dos avanços em estudos e experiências espirituais.

Afinal o que este desenho representa?

Note que a bolinha vermelha ou mais clara vai percorrer um caminho distante, parece até sábio, parece até importante, em algum momento ela vai achar que está na frente de outras bolinhas, quando na verdade, em pouco tempo ela chegará no mesmo lugar onde partiu.

Tudo é nada. Tudo é vaidade. Eu sei que nada sei. É isso que essa bolinha representa.

Exemplo: o cidadão era calvinista e pós-tribulacionista, e só falava J’sus, batizava por aspersão, e era formal.

Depois de muito tempo, ele estudou muito, mas muito, e achou que cresceu. Agora ele afirma para todos que é arminianista e pré-tribulacionista, e só fala em Yeshua, batiza por imersão, e deixou do formalismo.

Também pode ser vice-versa.

O fato é que nós não entendemos a Soberania de Adonai. Nossa mente, nosso vocabulário, nossa linguagem, nossa capacidade intelectual com memória e imaginação, não consegue comprender a Onipotência, Onipresença e Onisciência do Criador.

Para Ele, o Todo Poderoso, Eleição e Predestinação é a mesma coisa. Ele vê lá de cima tudo isso, e deve se lamentar muito, pela falta de entendimento do Evangelho.

Eleição diz respeito a nossa compreensão, e Predestinação diz respeito a compreensão do Criador.

Mas a criatura é vaidosa e teimosa, e quer brincar de ser D’us, querendo entender mistérios pormenores que aqui nessa vida terráquea e neste corpo de carne nunca entenderá.

Aqui neste curso por exemplo não falaremos de escatologia (doutrina do fim), que constantemente as pessoas usam o medo religioso: “é uma doutrina importante precisamos saber tudo sobre o fim, sobre Daniel, sobre o Apocalipse”. E é por isso que eles estão envolvidos em confusão, ódio, divisão e outras obras da carne.

Ler, estudar e examinar o Apocalipse é puro, é bom, mas não é assunto essencial. Se o Pai quisesse ele não teria usado tantas alegorias, metáforas e simbologias que são de múltiplas interpretações.
Exemplo: quem sabe o que são os gafanhotos do Apocalipse? São gafanhotos mesmo? São insetos? São helicópteros? São demônios?

Percebeu como não há uma palavra final? Isto foi de propósito. O Apocalipse não é mistério, pois sua palavra radical significa ‘revelações’. Entretanto muitos crentes esquecem-se que as revelações são para cada tempo definido por Adonai, isto é, no tempo certo cada profecia se cumprirá e entenderemos o que queria dizer cada capítulo escatológico do Apocalipse, de Daniel ou outro livro com presságios.

Se atenha nos assuntos principais e essenciais, e deixe os secundários de lado. Eu imploro! É minha oração por vocês.


                        AULA | MÓDULO 13 
             AMOR: ASSUNTO PRINCIPAL
Depois de tantas divergências superadas pela convergência da maturidade cristã, o emissário
Paulo mostra um caminho mais excelente. Para irmãos que se reuniam como Igreja em Corinto e que viviam em divisões (vide os primeiros capítulos da carta).

Abordamos no início do “curso” que nossos textos áureos (dourados) são: Efésios 4, Romanos 14, João 17 e 1ª Coríntios 13. Desta vez vamos analisar de ‘forma semântica’ os três últimos.

Romanos 14

Ora, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas (Paulo é claro em focar os assuntos principais, porque assuntos secundários geram contendas e dúvidas).
Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes.
O que come não despreze o que não come; e o que não come, não julgue o que come; porque D’us o recebeu por seu. (esse é o clamor Eu quero UMA Igreja, onde ambos sentem juntos sem necessidade de se dividirem por vaidade e cada um ter seu círculo religioso)
Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai. Mas estará firme, porque poderoso é D’us para firmá-lo (ou seja, você não tem nada com isso).

Um faz diferença entre dia e dia, (muçulmano guarda a sexta, judeu e adventista o sábado e católicos os domingos) mas outro julga iguais todos os dias. (aqui estou eu e você, assim espero) Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente (o que importa é a segurança de sua consciência). Aquele que faz caso do dia, para Adonai o faz e o que não faz caso do dia para Adonai não o faz. O que come, para Adonai come, porque dá graças a D’us; e o que não come, para Adonai não come, e dá graças a D’us. (sem divisão, não há necessidade de dividir o Corpo do Messias em denominações. Paulo está dizendo para nos reunirmos com nossas diferenças. Porque há assuntos dúbios, e que não se chegarão a um consenso. Quando nesta mesma carta ele fala ‘de um só pensamento’, ele não está dizendo de uma doutrina única estabelecida, pois este é o erro do sistema religioso. Ele está dizendo que ‘um só pensamento’ é possivel quando aprende-se a suportar uns aos outros em amor.) Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si. Porque, se vivemos, para Adonai vivemos; se morremos, para Adonai morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Criador. (Ele separou, Ele escolheu, Ele fez milhões de cores, de estrelas, orquídeas, Ele criou mais de 7 tipos de temperamento humano, varios tipos de raças, e uma imensidão de espécies, Ele é um D’us de diversidade) Porque foi para isto que morreu o Salvador, e ressurgiu, e tornou a viver, para ser o Salvador, tanto dos mortos, como dos vivos.
Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? (parece que não adiantou Paulo escrever isso, pois o desprezo e os julgamentos continuam hoje) Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal do Messias. Porque está escrito: Como Eu vivo, diz o Eterno, que todo o joelho se dobrará a Mim, E toda a língua confessará a D’us. De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a D’us (cuide da sua vida espiritual, você fará melhor se agir assim). Assim que não nos julguemos mais uns aos outros; antes seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao irmão (escândalo no original é uma pedrinha que faz alguém tropeçar). Eu sei, e estou certo no Messias, que nenhuma coisa é de si mesma imunda, a não ser para aquele que a tem por imunda; para esse é imunda. (mesmo assim alguém ainda não vai tomar café, nem comer carne de porco. Paciência. Nos suportemos em amor) Mas, se por causa da comida se contrista teu irmão, já não andas conforme o amor. (andar conforme o AMOR é não entristecer o seu próximo com assuntos secundários) Não destruas por causa da tua comida aquele por quem o Salvador morreu. Não seja, pois, blasfemado o vosso bem; Porque o reino de D’us não é comida nem bebida, mas justiça, e paz (em todas as Escrituras nós vemos Adonai com zelo contra a religiosidade que proíbe alimentos, obriga vestimentas entre outras leis humanas que se tornavam assuntos principais, quando na verdade o Criador queria amor, justiça e misericórdia como assuntos principais. Aí sim ele daria atenção as reuniões solenes ou qualquer outra coisa secundária) e alegria no Espírito Santo. Porque quem nisto serve ao Messias agradável é a D’us e aceito aos homens. Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros. (assuntos essenciais nos edificam, secundários nos dividem) Não destruas por causa da comida a obra de D’us (em outras palavras: não destrua por causa da religião a obra de Adonai). É verdade que tudo é limpo, mas mal vai para o homem que come com escândalo. Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça (ou seja, não beba na frente do recém convertido ou irmão com consciência fraca). Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de D’us. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova. (felizes são os irmãos que aprovam suas ações pela Palavra, através dos estudos minuciosos que já fizeram) Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado. (tudo opera segundo a consciência. Se para você beber vinho é pecado, então não beba. E para quem não é pecado, sabendo que não pode embriagar-se, não beberá na frente daquele que acha que é pecado)

1ª Coríntios 13

Antes de fazer a análise do capítulo mais excelente da Escritura, entenda que quem nunca leu, nunca entendeu ou nunca ensinou sobre 1ª Coríntios 13, realmente ainda é menino espiritualmente.

Vamos lá…

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos (ainda que eu fosse poliglota. Os anjos falam todos os idiomas), e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. (faz barulho, aparece, mas não vale nada) E ainda que tivesse o dom de profecia (pregar a Palavra),

e conhecesse todos os mistérios (tivesse resposta para todas as questões secundárias que citamos e outras) e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé (Senhor, Senhor em Teu Nome falamos em línguas, curamos…), de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria (fé- demais e ausência de amor). E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres (caridade para crianças da África ou do Nepal, ou doações em dinheiro para instituições que nunca foi visitar, não vale nada. D’us não se compra, não se faz barganha. Não é penitência para perdão de pecados. Ele sabe se sua doação é de amor. Vide Cornélio no N.T.) e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor (sofre com o próximo), é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece (e por essas características nós vemos que a expressão ‘eu te amo meu irmão’ está banalizada). Não se porta com indecência, não busca os seus interesses (vai fazer uma viagem missionária e ao mesmo tempo aproveita para fazer turismo. De D’us ninguém zomba. Seja franco e diga que foi fazer turismo), não se irrita (suporta as diferenças), não suspeita mal (eu te amo meu irmão, só que não confio em você – que contraste não?); Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade (a verdade é dita com amor. Quem ama pensa antes de falar, sabendo que o que vai falar pode ofender seu irmão); Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. (o amor espera, o amor suporta qualquer diferença) O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; (o amor é o assunto principal) Porque, em parte, conhecemos (nosso conhecimento agora é parcial), e em parte profetizamos (pregamos o Evangelho); Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. (quem não conhece o amor, não conhece ao Criador e ainda é menino) Porque agora vemos por espelho em enigma (agora nosso entendimento é parcial. Muitas coisas secundárias são mistério para nós), mas então veremos face a face (essas coisas serão reveladas no tempo certo); agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. (portanto foque no Evangelho) Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor. (a fé e a esperança são muito pregadas no sistema religioso, mas o amor não atrai público, não chama multidões. Nunca vi uma campanha denominacional com um tema de amor e perdão).

Agora alguns versículos principais do capítulo que originou o ‘clamor EQUI’.

João 17

11 Não ficarei mais no mundo, mas eles ainda estão no mundo, e Eu vou para Ti. Pai santo, protege- os em Teu Nome, o Nome que Me deste, para que sejam um, assim como somos um.
21  para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.
22  Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um:
23  eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste.

Basta prestar atenção nas expressões em negrito para entender o clamor do Messias quanto a unidade da Igreja.

Não divida nunca a Igreja, lute até a morte pela unidade do Corpo do Messias.

Meu amigo Wander Lopes disse: “Eu não suportava ninguém. Eu brigava e queria ganhar todos para minhas ideias. Até que um dia eu fiz o curso de relações humanas, e de lá pra cá eu sento com todo tipo de pessoas sem nenhum conflito”.

E de fato, Wander tem poucos inimigos, senta com todos, em paz, amor e sem problemas.

E você prezado aluno (a), há quanto tempo não fala com aquele familiar? Com este seu vizinho? Com seu amigo (a)? Há quanto tempo você mora na mesma casa que seus familiares, e mesmo assim não se comunicam?

Ouvi uma vez: “Se a religião não muda seu caráter para melhor, saia dela”.

Seus familiares e amigos devem ver em você mudança para melhor em todos os seus atos. Escreva o capítulo 29 de Atos dos Apóstolos, faça sua história como Igreja.

Não deixe que círculos religiosos dividam sua família.

Certa vez fui na casa de amigos, e percebi que havia uma cortina separando a casa. Logo depois eu orei com meu amigo que chorava muito. E eu perguntei: “Por que está chorando?” - ele me disse que era pelo fato de seus familiares terem tido uma discussão muito feia sobre assuntos religiosos.

Me lembro que eles ficaram um mês separados. E a cortina estava lá, como um muro de Berlim.

Não deixe isso acontecer em sua casa. Não insista com ninguém sobre sua saída do sistema religioso.

Duas coisas:


-  Ações de amor (O Evangelho em você operará mudanças que a religião nunca mudou. Você será mais amável, mais paciente, mais equilibrado e focado na caridade aos necessitados. Seus amigos e parentes verão isso. Não queira mostrar. Faça para o Pai e para o próximo.)
-  Açoes de verdade (Estude a Escritura diariamente. Como neste “curso”, assista bons vídeos, leia bons livros e esteja sempre em contato com o Salvador. Seus amigos e parentes verão suas ações de verdade e na hora certa eles vão querer saber o porquê dessa tão boa e frutífera mudança. A Palavra será dita no tempo certo, como maça de ouro em salvas de prata.)

Se o Espírito Santo não guiar, se o Messias não chamar para fora, você com sua violência nada poderá fazer. Espere o tempo do Altíssimo.


Para encerrar essa aula, vou colocar aqui um texto poético que fala exatamente sobre o que é primordial para o Nosso Criador:

-  Em Jeremias 7 EU o Soberano disse a vocês: "Eu não quero templo, eu quero o templo do amor!"
-  Em Jeremias 7 EU o Soberano disse a vocês: "Eu não quero música gospel ou cristã, eu quero a música do amor!"
-  Em Isaías 58 EU o Soberano disse a vocês: "Eu não quero sacrifícios, eu quero sacrifícios de amor ao próximo!"
-  Em Isaías 58 EU o Soberano disse a vocês: "Eu não quero jejum, eu quero jejum do amor!"
-  Em Miquéias 3:11 EU o Soberano disse a vocês: "Eu não quero revelações e advinhações, eu quero amor pelo Meu povo"
-  Em Jeremias 7 EU o Soberano disse a vocês: "Eu não quero festas e congressos, eu quero festas de amor!"
-  Em Mateus 6 EU o Soberano disse a vocês: "Eu não quero orações, eu quero oração de amor!"
-  Em Mateus 23:8 ao 12 EU o Soberano disse a vocês: "Eu não quero lideranças religiosas, eu quero igualdade e amor!"
-  Em João 2:18 ao 23 EU o Soberano disse a vocês: "Eu não quero templos de pedras, eu quero templos de carne e de amor!"
-  Em João 4 o Soberano disse a vocês: "Eu não quero adoração em templos, eu quero adoração de amor!"
-  Em 1ª Coríntios 13 EU o Soberano disse a vocês: "Eu não quero profecias, eu quero profecias de amor!"
-  Em 1ª Coríntios 13 EU o Soberano disse a vocês: "Eu não quero linguas estranhas e milagres, eu quero a língua do amor!"

-  Em Romanos 14 EU o Soberano disse a vocês: "Eu não quero guarda do sábado, eu quero um sábado de amor!"
-  Em Tiago 1:27 EU o Soberano disse a vocês: "Eu não quero religião, eu quero a única religião do amor!"
-  Em Tiago 2 EU o Soberano disse a vocês: "Eu não quero ajuntamentos religiosos, eu quero reuniões de amor!"
-  Em Efésios 4 EU o Soberano disse a vocês: "Eu não quero títulos religiosos, eu quero que usem os dons que dei com amor!"
-  Em 2ª Coríntios 8 e 9 EU o Soberano disse a vocês: "Eu não quero ofertas, eu quero amor aos pobres!"
-  Em Romanos 12 EU o Soberano disse a vocês: "Eu não quero ofertas e votos, eu quero vossos corpos como ofertas de amor!"
-  Em Colossenses 2:18 ao 23 EU o Soberano disse a vocês: "Eu não quero dogmas denominacionais, eu quero liberdade e amor!"

Este texto poético não está dizendo que não é para orar, mas sim que o mais importante é amar. Se amar, a oração será ouvida, pois a melhor oração é o amar.


AULA | MÓDULO 14
           O EVANGELHO DA GRAÇA, DE GRAÇA
Epor falar em amor, nossa aula agora é sobre o Charis de Adonai. O favor que não merecíamos, mas recebemos de graça, e deve ser de graça a pregação do Evangelho.

Todos os dons que recebemos foram de graça. Se sei cantar, tocar instrumentos musicais, reger, compor, se tenho bela voz, bom timbre, boa dicção, se sei falar, se tenho boa memória ou qualquer outra qualidade, tudo vem de Adonai, e veio de graça, e é de graça, sem cobrar nada, que devo pregar, ensinar e desenvolver meus dons para edificação do Corpo do Messias.

Para darmos valor a essência do Evangelho, vamos novamente dar uma passada em uma visão panorâmica da babel cristã-católica-protestante:

O Salvador despertou pelo menos doze discípulos quando as religiões farisaicas dominavam o povo, depois levantou a Paulo para este bom combate, na sequência Policarpo (com seus erros), Agostinho (com seus erros), Francisco de Assis (com seus erros); grandes homens, que viram a primeira Igreja cristã se esvair do sagrado e entrar num campo farisaico novamente. Até que após algum tempo, vem Constantino, política, ocultismo, sociedades secretas invadindo a ‘igreja’, ‘mariolatria’, idolatria, ‘santolatria’, dogmas, como o purgatório, entre outras podridões do sistema. Então vem Martinho Lutero, Calvino, John Knox, e outros tantos, e depois John Wesley, o evangelista Charles, um homem íntegro chamado Moody, depois vem Seymour com outros no movimento pentecostal da Rua Azuza, denominado Holiness (‘santidade’), que dali despontou grandes empresas eclesiásticas como a Assembly of God (Assembleia de D’us), também a ‘Igreja’ do Nazareno, Congregação Cristã, por exemplo, entre outras; mas ainda assim na década de cinquenta, vieram Quadrangular, D’us é amor, O Brasil para ‘Cristo’, e etc... Grandes homens levaram e levam o Evangelho (Filipenses capítulo 1 diz: ‘se por interesse, se por dinheiro, se por outra motivação’, não sabemos, apenas vemos os frutos) como Billy Graham (o pregador ecumêmico), David (Paul) Yonggi Cho na Coréia do Sul, Malafaia e etc. Hoje, embora criticados por muitos, inclusive por mim, vide a teologia da prosperidade, simbolismos, numerologia, e tantas outras heresias, pregam o Evangelho, e a estes cabe - Fp 1 - também. Em tempo, a briga televisiva entre Valdemiro e Macedo, onde eu ri da opinião

de um internauta que comentou, ‘é o porco falando mal da pururuca’. Vemos essas neopentecostais, desde a década de setenta invadir os meios de comunicação, e surpreender a todos pelo rápido crescimento, e a eles cabem também o contexto de Fp 1.



O problema é que, em meio a tantas nomenclaturas, grupos, células, denominações, divisões pacíficas ou oriundas de dissensões, ainda assim, lamentavelmente, falta um lugar para muitos congregarem e concordarem; pois como participaremos de uma ceia de amor, como nos reuniremos em comunhão, se não comungamos das mesmas interpretações, ou gostos como está bem explicado pelo apóstolo Paulo em Romanos quatorze?


Após a queda do homem no jardim do Éden; a Babel de Ninrode e Semíramis; o templo de Salomão e, a destruição do mesmo pela Babilônia; o desvio de dinheiro pelos sacerdotes no contexto do capítulo 3 de Malaquias, onde, ofertas que eram para a reconstrução do templo enriqueciam os filhos de Levi; até que o templo novamente se ergue por Zorobabel; Posteriormente, segundo muitos judeus, o mesmo templo é profanado em sua arquitetura na reforma feita por Herodes, um século antes do Messias; até que o Salvador chegou para que na condição real de descendente de Davi, (e não Salomão), fundasse a Igreja, Noiva Dele, única, formosa, magnífica, na tábua dos nossos corações, na adoração em espírito e em verdade; Igreja esta que sobre ela as portas do ‘inferno’ não prevalecerão! Esta, sim, com a presença real de Adonai, e não aquele templo de Salomão feito de alvenaria, onde nele a presença divina só se encontrava por causa da arca da aliança; nós somos templos do Espírito Santo e Ele habita em nós; O Nosso Salvador, expulsou os ladrões do templo e, na segunda oportunidade vaticinou que não ficaria pedra sobre pedra que não fosse derribada; assim aconteceu em 70 d.C., mas ainda antes disso o véu do templo rasgou e, o caminho da graça nos fez ser livres; entretanto, já estava feita uma confusão: fariseus, saduceus, essênios, cristãos, samaritanos, etc...; Estevão foi falar que D’us não habita em templos feitos por mãos humanas, pra quê? Eclodiu o primeiro mártir da Igreja; a divisão era tão grande em Corinto, uns eram de Paulo, outros de Apolo, outros de Pedro e outros do Messias; a Igreja Católica surgiu, e com ela grandes nomes da teologia: Policarpo, Tertuliano, Agostinho e outros; de posse manual de mais de 2.600 originais (pergaminhos), a ICAR em quatro séculos compilou a Bíblia, até a conclusão adulterada da Vulgata; passando pela Grécia e Roma, chegando a nós atualmente com várias traduções, (vemos algumas diferenças entre Vulgata e os originais com as traduções e versões que surgiam e surgem, mas mesmo com a fúria do dragão, a Palavra do Pai é apta para ensinar, exortar, consolar e salvar); em meio a tudo isso, voltando lá no Gênesis e vindo até hoje, de forma muito resumida segue: Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Persa, Grécia, Roma Imperial, Roma Papal, e atualmente os EUA e a Inglaterra. Nessa mistura de Semíramis, Osíris, feitiçaria (inclusive entre sacerdotes), astrologia, consulta aos mortos, idolatria, Tamuz (Ez. 8), deuses que Salomão adorou, farisaísmo, crescimento dos falsos judeus asquenazes (neto de Jafé, bisneto de Noé, significando Alemanha, Germânia, ela foi o gênesis da Europa e Ásia), Khazars, filosofias, fábulas, cabala, numerologias, simbologias, mitraísmo, templários, Igreja Ortodoxa, jesuítas, gnosticismo, Ordem Rosa Cruz, maçonaria visível (Ap. 17:17) e, invisível (Albert  Pike  e outros); protestantismo (reforma que como a própria palavra já diz, não houve renovação racional e nem tão pouco novo nascimento, mas uma mera pintura na parede, permanecendo o sistema, onde, já começou dividida; vide Martinho Lutero que não comungava das mesmas ideias de Calvino e, dedepois por sua vez o Calvinismo discordava do Arminianismo da Holanda e assim por diante); teosofismo (Helena Blavatsky),  New Age (Movimento Nova Era), autoajuda, deusificação humana, pentecostalismo da Rua Azuza, Sociedade Thule, sociedades secretas diversas, illuminatis ou super maçons, nazismo, fascismo, comunismo, socialismo, ditadura militar, Ku Klux Klan (racismo que apoiava o protestantismo e financiava encontros de milagres); Willian Marrion Branham (líder renomado do unicismo nos EUA e, financiado pelos homens de negócio); neo pentecostalismo, teologia da prosperidade, hipnose, regressão, psicologia eclesiástica, movimento do cair no espírito, crescimento do ateísmo, agnosticismo, seitas, divisões, carismáticos, grandes encontros ecumênicos, Nova Ordem Mundial, sectarismo protestante avassalador. Enfim, é muita coisa para dar uma pré-ótica panorâmica de o porquê existir este projeto e este “curso”.
Não fomos levantados para pregar ‘massagens’ e sim, MENSAGENS! Chega de pregações em templos e sinagogas para massagear o ego de pessoas. O verdadeiro evangelho constitui em ser inimigo do mundo, odiado do mundo e consequentemente, perseguido pelos próprios capitães dos templos religiosos.

Ao saber também, o mau testemunho que teve Lutero, as divergências que ele tinha com Calvino; e também, o que dizer de Darwin que era maçom e presbiteriano, o qual criou a maldita teoria da evolução, ou ainda, que tal citar só mais uma: Reverendo James Anderson que criou a constituição dos maçons usada até hoje, e era um “pastor” protestante. Quem criou o dia do maçom no Brasil? Um “pastor” batista. São círculos do mundo, e nós somos do Evangelho e não deste mundo.

Evangelho da Graça porque não é da lei, da letra que mata. De graça porque não pode ser comercializado.

Por isso dizemos: ‘Não sou mais evangélico, nem gospel, nem protestante; sou cristão salvo pelo Messias, e ponto final’.

Já existem nos sensos de pesquisa do IBGE e demais institutos de pesquisa ‘os católicos não praticantes’, e agora, ‘os protestantes ou evangélicos não praticantes’. Incluam por favor, hoje, ou amanhã quando este grupo for notável: os cristãos (ou messiânicos) que não são católicos; a não ser que católico seja ‘universal’, que é o significado da etimologia da palavra. Neste caso, todos somos católicos, até apostólicos, MAS NÃO romanos, não do sistema do Vaticano, nem tão pouco do sistema papal. Os cristãos (ou os do Caminho) que não são evangélicos, a não ser que evangélico seja ‘anunciadores e seguidores das Boas Novas’, que é o significado da etimologia da palavra. Neste caso, todos somos evangélicos, até protestantes, quem sabe até pentecostais ou tradicionais, MAS NÃO do sistema de convenções humanas, dos desvios de dinheiro, da podridão gospel, da babel protestante e do templo-centrismo; pastorcêntricos; idolatria e primazia à: dogmas, doutrinas humanas, costumes, revelações, visões, profecias, líderes, placas, nomenclaturas, denominações, liturgias, etc... Chamem-nos então, quem sabe, de: ‘os do Caminho’. O Salvador no centro de nossas vidas.

Como aprendemos nas aulas anteriores: ênfase nos assuntos essenciais do Evangelho da Graça, de graça, e deixemos de lado tudo que não edifica.

Hoje todos querem criticar e falar de temas com senso comum e préconceito. Não conhecem nada sobre o assunto e querem emitir opinião. Confundem bereanos com críticos.

Leem o título de um livro ou página e já querem criticar. Assistem um minuto de um vídeo de duas horas e querem emitir opinião.

Só podemos falar algo quando temos pósconceito.

Muito cuidado para não falarmos o que não temos fonte, o que não temos provas. Tudo deve ser feito com ordem e prudência.

Falemos do simples, do que é inteligível. Ninguém vai pregar o evangelho a outra pessoa no hospital para alguém que está nos últimos minutos de vida e vai falar de assuntos secundários.

Aqui em Curitiba recentemente um adventista foi pregar para uma senhora que estava nos seus últimos dias de vida e disse: “A senhora aceita o sábado como dia de descanso do Senhor?”.

Ou um tabernaculano que foi no hospital e disse: “Se você sair daqui, você vai se batizar em nome do Senhor J’sus Cristo e crer no profeta da última era?”

Ou um irmão da Igreja da Vó Rosa: “Se caso você sair desse hospital você vai crer na Vó Rosa como consoladora e intercessora junto ao Pai?”

Lamentável. Não entenderam o Evangelho. Que você possa ter entendido e daqui por diante focar no que realmente importa.


AULA | MÓDULO 15

       BATISMO E CEIA (REFEIÇÃO) DE AMOR
Como prometido nas aulas anteriores falaremos sobre esses dois atos da Igreja que não são assuntos secundários, são primários, porque possuem elevada importância para o Corpo do Messias, porém a forma com que os círculos religiosos tratam esse tema fez com que nós colocássemos como secundário.

Batismo:


Primeiro que batismo em sua etimologia significa ‘imersão’, corpo totalmente dentro da água. Não julgamos os que batizam por aspersão, porque não temos como fazer isso, tratando-se de algo secundário, mas eu prefiro ir pelo que está escrito, e nas Escrituras nunca existiu batismo de crianças inocentes ou de adultos por aspersão.

Falaremos em uma aula posterior sobre casamento, e assim como na cerimônia de um casamento o batismo também pode ser feito por qualquer pessoa que seja membro do corpo do Messias. No N.T. discípulos batizavam discípulos.

O que importa é quem é batizado e não quem batiza. Também não existe fórmula batismal trinitária, dualista ou unicista, pois não importa em Nome de quem, mas sim com que autoridade isso é feito.

Em Atos 2 diz "De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas". Se considerarmos que a igreja estava começando e eram nesse tempo apenas 12 apóstolos (Matias estava agora no lugar de Judas), se os apóstolos conseguissem batizar uma pessoa a cada 10 minutos seriam necessárias mais de 24 horas (1 dia) para batizarem todas essas pessoas.

A ideia de que apenas alguém que ocupe algum "cargo" ou tenha uma determinada formação e que pode batizar é puro paganismo católico da exclusividade sacerdotal.

O argumento de que quem batiza precisa ter um certo preparo para o batismo ser válido também cai por terra se considerarmos que boa parte dos escândalos que vemos hoje no meio cristão vem justamente de grandes líderes religiosos.

Quando uma pessoa batiza usando a fórmula trinitária "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo", - lembre-se que essa expressão é um acréscimo católico – ou a fórmula unicista ou unitarista "em nome de J’sus" – Atos 2:38 - lembre-se que o Nome J’sus é latinizado - no sentido da autoridade recebida daquele que instituiu o batismo, ela está se valendo de uma autoridade delegada, como ocorre com um embaixador durante a vigência de sua embaixada.

Em 1ª Pe 3:21 diz que o batismo salva. Só que não é a salvação da alma, mas a salvação do que nos cerca. O batismo coloca a pessoa numa nova esfera de responsabilidade e testemunho. Poderíamos dizer que é “salvo” de ser pagão.

Batismo salva?


"Pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vos; é dom de D’us. Não vem das obras, para que ninguém se glorie". Ef 2:8,9 A Palavra de D’us afirma que a salvação é pela graça de D’us por meio da fé, obviamente nAquele que morreu na cruz, e não pelo ato batismal.

O ‘um só batismo’ de Ef 4:5 seria o batismo do Espirito?


Esse versículo paulino refere-se ao batismo nas águas ou batismo no Espírito Santo? Bem, vamos lá. Não existe uma palavra final sobre o assunto, mas mediante muitos estudos, o que a passagem de Efésios 4:3-5 diz? Veja: Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; Um só Senhor, uma só fé, um só batismo; Um só D’us e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós.

1  - Um só D’us e Pai de todos: isto é, Um só Criador. Veja Atos 17:28 “Porque Nele vivemos, e nos movemos, e existimos”.

2  - Um só Senhor, uma só fé: neste, estão todos os que confessam que J’sus (Yeshua, Yahushua) é o Senhor e Salvador.

3  – Um só batismo: inclui os batizados e selados para salvação. Nos fala do batismo do Espírito que ocorreu no dia de Pentecostes na formação da Igreja (porque só existiu um batismo do Espírito Santo), o qual evidentemente também é Único. Como hoje a pessoa que se converte ao Evangelho não é batizada imediatamente no Espírito Santo, mas sim selada (selado com o Espírito - Ef 1:13-14) então faz mais sentido que Efésios 4:5 esteja falando de um único batismo nas águas.

Fórmulas batismais


Aí começa uma grande babel! Os trinitários vão dizer que o único batismo é o deles. Os unicistas vão dizer o mesmo, e assim por diante.

Mas é claro que Paulo está falando de um único ato. Fé sem obras é morta, é necessário ato, atos, ações que evidenciam, comprovam nossa fé publicamente.

O ato batismal uma vez só, simbolizando o novo nascimento é um só. Não importa se você se batizou quando criança, depois em piscina, depois em tanque, até que foi batizado em águas correntes na fórmula trinitária, e por fim resolveu se batizar conforme Atos 2:38.

Nada disso, para o Salvador, você se batizou uma vez somente. Se você analisar com carinho, todas as citações de batismo em Atos vai ver que: “foram batizados em Nome do Senhor J’sus Cristo (usando o nome latinizado)” - “foram batizados em Nome do Senhor” – “seja batizado em Nome do Senhor J’sus” – “foram batizados em Seu Nome” e etc.

Ou seja, a fórmula trinitária não existe, porque Mateus 28:19 é um acréscimo católico (a expressão trinitária – vide a Bíblia Original em nosso portal EQUI).

E a fórmula unicista ou unitarista de: “Senhor J’sus Cristo” também é errada, é pura invenção humana para servir de marketing denominacional, ter um diferencial para fazer prosélitos.

Não importa se é: “Seja batizado em Nome do Salvador” – “Seja batizado em Nome do Filho de Adonai” – “Seja batizado em Nome de Yeshua” – e assim por diante.

Importa o ato que comprova a fé.

Fé: Conversão ao Evangelho da Graça, ao Messias como único Salvador
Obras: Ato batismal

Assim também a IPDA através do “líder” religioso David Miranda criou um jargão denominacional: “Tem que ser em águas correntes, porque na Bíblia não tem batismo em águas paradas”.

Isso é campanha publicitária. É uma forma de rebatizar pessoas, de fazer prosélitos.

Mas isso é dogma, aprenderam com a ICAR, pois não existe nas Escrituras nenhum mandamento ou regra para batismo. Se fosse importante Paulo, Pedro ou o Messias teriam dado uma fórmula e uma metodologia batismal.

O que importa mesmo é o Messias que é a Água Viva. O que importa é nascer de novo da Água Viva, aquela que nunca mais nos dá sede. Ser lavado pela Palavra e começar uma nova vida pautada no caráter do Messias.

Batismo do ou no Espírito Santo


Existe hoje muita confusão a respeito do batismo do Espírito Santo, principalmente por aqueles que pensam que "batismo do Espírito" significa alguma experiência de êxtase sobrenatural. Mas na Bíblia não encontramos isto.

O batismo do Espírito Santo aconteceu no dia de Pentecostes, quando todos aqueles que estavam reunidos receberam o Espírito Santo. Então o Espírito Santo "encheu toda a casa" (At 2.2), e encheu a cada um, individualmente, dos que estavam na casa (versículo 4). “Línguas repartidas” poderia significar o propósito de D’us em tornar, tanto judeus como gentios, um no Messias, enquanto que o fato de elas serem “como de fogo” (figura de um juízo). Isto se tornou evidente no julgamento de Ananias e Safira (Atos 5). Algo similar ao batismo do Espírito Santo aconteceu quando os gentios foram recebidos publicamente em Atos 10.44 e 11.15. É a isso que se refere 1ª Coríntios 12.13, quando foi dada a Paulo a revelação da verdade da Igreja como corpo do Messias.

É importante ressaltar que o Espírito não é mais comunicado pela imposição de mãos. Além do mais, mesmo na igreja primitiva, o Espírito nem sempre era comunicado desta forma (Atos 10.44), mas D’us usou este meio em ocasiões especiais para evitar que na Igreja existissem grupos de nacionalidades distintas, independentes uns dos outros. Cumpria-se, assim, João 11.52. Vemos isto quando os Samaritanos são recebidos na Igreja (Atos 8.17). O mesmo acontece quando Saulo de Tarso foi recebido, a fim de que pudesse reter a verdade de que os crentes no Messias são um com Ele, e para que pudesse identificar-se com eles (Atos 9.4,28). Vemos novamente isto quando alguns gentios, que conheciam apenas o batismo de João, foram recebidos (Atos 19.16).

Ceia de Amor (Refeição)


Ceia é um termo que nos originais significa ‘refeição’ ou ‘jantar’. Hoje os pentecostais participam de uma Ceia totalmente equivocada. Vejamos as heresias:

-  Santa Ceia: (esta expressão é católica romana, não existe ‘santa-ceia’) A ceia é um jantar e não é santa. Santos são os que partipam dela em comunhão.

-  Transubstanciação: Acredita-se que após o sacerdote orar pelos elementos (no caso da ICAR o Padre ora pela hóstia – pois como vimos na história do paganismo cristão, que de um tempo para

o vinho é só para os sacerdotes) a hóstia ou o pão se transforma no Corpo de ‘Cristo’, não podendo então os fiéis católicos mastigá-la, deixando ela suavemente derreter na boca.

-  Consubstanciação: Acredita-se que após o padre protestante orar pelos elementos, eles não se transformam no Corpo e no sangue de ‘Cristo’, mas o Corpo e o sangue passam a estar COM os elementos.

Verdade: Nem transubstanciação, nem consubstanciação, tudo isso são dogmas religiosos e humanos. A oração feita é para dar ‘charis’, graças ao Pai pelos alimentos. E também não adianta orar: “Coloque pão na mesa dos famintos Senhor…” – Quem tem de fazer isso somos nós.


-  Figuralogistas: Acreditam que a Ceia e o Batismo são espirituais. Sobre isso, em nosso canal temos bons vídeos. É bem verdade que fomos batizados em Sua morte, é bem verdade que a Ceia é espiritual, pois a ênfase agora é no partir do Pão (1ª Co 10 – todos somos pedacinhos deste mesmo Pão – Corpo) e não no comer, entretanto os atos evidenciam a fé. Quando o eunuco foi batizado em alguma água por Filipe, foi água mesmo, e não água espiritual. Nós somos sim lavados pela Palavra, e nossa Ceia é sim refeição de amor (Judas 1:12 – banquetes de amor), mas a Igreja se reunia e comia sim, veja:

E, perseverando unânimes todos os dias no pátio do templo (era como uma praça no centro da cidade, onde todos vendiam, compravam, comiam, se encontravam. Passava muita gente ali, e era uma oportunidade única de pregar o Evangelho), e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração (At 2:46)

E, depois dos dias dos pães ázimos, (não foi nos dias, foi depois dos dias) navegamos de Filipos, e em cinco dias fomos ter com eles a Trôade, onde estivemos sete dias. E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão (em um domingo se ajuntaram para partir o pão – a ênfase no partir, partilhar, compartilhar, comunhão – koinonia), Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e prolongou a prática até à meia-noite (prática da preleção do Evangelho e da refeição de amor. Foi uma longa ceia). E havia muitas luzes no cenáculo (reunidos como Igreja em um cenáculo emprestado – como se fosse um salão de festas hoje) onde estavam juntos. (At 20:6 ao 9)

Então dizer que a Ceia é apenas espiritual é errado. É claro que se nos reunirmos e partirmos o pão em comunhão e amor, preocupando-se com os domésticos na fé que não tem o que comer, o que vestir, e com os que estão na rua, hospitais, asilos, orfanatos e nas praças sofrendo, e não chegarmos a comer o pão literalmente, já ceamos diante de Adonai. Claro que, ninguém vai partir um pão, orar ao Pai agradecendo pelo pão de cada dia e deixar de comê-lo. Quando o Salvador disse: “não comereis da Minha carne a não bebereis do Meu sangue até que o Reino venha”, ali era páscoa, para circuncidados israelitas. Hoje a circuncisão é espiritual, bem como a Páscoa não é para nós. Ele veio para judeus e falou para os judeus.

A Ceia (refeição) é para a Igreja, o que a Páscoa é para Israel.

Se a Páscoa representa a saída do Egito, para Igreja representa a saída do mundo, ‘chamados para fora’.

Na páscoa judaica, ou ceia judaica temos:

-  cordeiro assado: os sacrifícios para perdão dos pecados
-  ervas amargas: a amargura que sofreram
-  água com sal (salmoura): lembram as lágrimas que o povo de Israel derramou
-  vinho: o sangue
-  pães asmos: o corpo sem pecado, pois o fermento representa o pecado

Biblicamente sem sombra de dúvida e sem entrar em assuntos secundários, o certo é:

-  lavapés: era um bom costume judaico, pode ser feito hoje ou não. Não é compulsório, pois não é dogma. É apenas um sinal de humildade e comunhão.
-  vinho ou suco de uva: verdadeiramente era vinho, em todos os originais isso está claro. Mas é uma questão nunca resolvida. Chegou separar a Assembleia de D’us da CCB, prova que isso é secundário
-  pão asmo ou pão fermentado: pão asmo é o certo, pois o fermento representa o pecado, mas também não há uma regra bíblica clara para que isso seja mandamento

No contexto de 1ª Co 10 fica claro que os elementos principais para Refeição de Amor na Igreja são: pão e vinho.

Quem tem problema com bebidas alcóolicas deve beber suco de uva (Romanos 14). No Amazonas alguns indíos participavam da ceia com mandioca e água.
Na África alguns irmãos se batizavam em poças de água ou na lama. O que importa é o ato evidenciando a fé no Messias.
Vamos mais adiante analisar semânticamente o contexto de 1ª Co 11, versículo a versículo.

O compositor pentecostal que escreveu o hino 301 da Harpa Cristã entendia do que é Ceia, mas quem canta ela hoje nas reuniões solenes parece não entender. Leia as estrófes:

‘Cristo já nos preparou
Um manjar que nos comprou, E, agora, nos convida a cear:
Com celestial maná (referência ao alimento do V.T.)
Que de graça D’us te dá,  Vem, faminto, tua alma saciar.
“Vem cear”, o Mestre chama – “vem cear”. Mesmo hoje tu te podes saciar;

Poucos pães multiplicou (milagre da multiplicação dos pães foi uma ceia religiosa? Foi sim uma verdadeira ceia bíblica: refeição!),

Água em vinho transformou, (aqui era uma festa de casamento, também uma refeição)
Vem, faminto, a J’sus, “vem cear”.

Eis discípulos a voltar,

Sem os peixes apanhar,

Mas J’sus os manda outra vez partir, Ao tornar à praia, então,

Vêem no fogo peixe e pão,

E J’sus, que os convida à ceia vir. (Em João 21 o próprio Mestre prepara uma Ceia)

(continua)

Ceia não é ritual, não é mitraísmo, não é sacramento, é uma refeição de amor e comunhão entre irmãos que são membros do Corpo do Messias, e sentam a mesa do Messias.

A Igreja estava sempre junto as mesas. Paulo e o próprio Messias, estavam sempre comendo. As refeições tinham conotação de amizade, amor, carinho e uma boa oportunidade para dialogar.

Hoje, muitas famílias que compõe a Igreja não sentam mais à mesa. Filhos que vão para o quarto jogar video-game, filhas que vão assistir novela, e famílias que não ceiam mais unidas. Nem se quer existe oração de agradecimento antes das refeições.

A Igreja precisa voltar à mesa. A Igreja é composta de casais e famílias. “Quem não governa bem sua casa, como poderá ser responsável na Igreja?” – exatamente isso, as ceias de amor precisam começar em casa com dois, três ou mais reunidos no Nome do Messias.

Mesa do Senhor, nosso Messias


Ora, entender o sentido de Ceia é simples. Lembra da Ceia de natal, e da Ceia de Páscoa? (ambas festas pagãs – vide vídeos que fizemos sobre o assunto e material em texto no Portal EQUI)

No seu aspecto prático, a Ceia do Senhor é celebrada na Mesa do Senhor (1ª Co 10.21) que é, por sua vez, cuidada por homens comuns e fracos como nós, mas que o fazem com a autoridade dada pelo próprio Senhor e Salvador.

Na ceia, algum irmão, que sentir em seu coração, se levanta e, dirigindo-se à mesa, dá graças pelo pão e, partindo-o, dá-o aos irmãos com auxílio dos diáconos (servidores, servintes, auxiliares – conforme Atos 6, serviam as mesas). Lembre-se que é o maior é aquele que serve seus irmãos.

A Ceia tem pelo menos 4 própositos:


1  – Koinonia, comunhão
– Charis, agradecimento pela1  graça que veio do sangue de nosso Salvador
2  – Divulgar sua morte para que todos vejam este ato, e através desta ação de graças – ‘Eucaristia’ – ‘eu + charis’ – possam ter o desejo também de participar como membros deste Corpo
3  – Superar as diferenças e alimentar os pobres.

Quem pode celebrar a ceia ágape (amor maior)?


Se houver um ancião, que seja ele, pelos dons que o Pai lhe deu. Não havendo um ancião reconhecido pelos irmãos da região, pode ser qualquer pessoa que esteja com uma vida irrepreensível diante de todos e que é membro do Corpo (Igreja).

Sobre vinho: não havia vinho "não alcoólico" na época, pois a única maneira de se guardar o suco de uva é pela pasteurização ou então pela fermentação. Como Pasteur ainda não havia nascido, o processo era da fermentação. Seria muita ingenuidade acreditarmos que onde fala vinho devemos ler suco de uvas, pois se fosse assim, teríamos que ler Efésios 5.18 "não vos embriagueis com o suco de uva", o que não faz sentido.

Quando o Senhor fala vinho, é vinho mesmo. Evidentemente de uma qualidade diferente ou mesmo com um diferente teor alcoólico do vinho que conhecemos, e isto se deve à qualidade da uva e ao processo empregado na época para a fermentação. Mas mesmo que fosse tudo diferente, ainda assim a fermentação do açúcar contido na uva produz alcool.

O vinho era fermentado em odres, recipientes formados por pele de animais com seus orifícios fechados. A pele era enchida com o suco de uva e deixado a fermentar. Com a fermentação, e a consequente produção de gás, a pele se dilatava aumentando de tamanho, dando a entender que o suco já havia fermentado. A pele só podia ser utilizada uma vez para fermentar o vinho pois perdia sua elasticidade. Esta é a razão do Salvador dizer que vinho novo devia ser colocado em odres novos, caso contrário o odre se romperia.

Qualquer crente pode participar da ceia de amor?


Todo membro do Corpo do Messias tem o seu lugar à mesa do Senhor e Salvador. Agora, se alguém sentar à mesa do Senhor e Salvador com mágoas, acepção de pessoas, ou em pecados para morte, este não deve participar da Mesa e do cálice do Salvador. Ele vai auto examinar e decidir se participa ou não.

Agora, existem casos que envolvem toda comunidade local. Leia: "Não julgais vós os de dentro?" 1ª Co 5:12. Se alguém comprovadamente tem um pecado para morte, os anciões locais podem decidir em afastar alguém da participação da Ceia, para que se envergonhe, e volte a ser um bom crente. No contexto de 1ª Co 5, Paulo diz para termos relacionamento com pessoas do mundo, que inclusive muitas delas são íntegras, mas com pessoas que se dizem evangélicas, católicas, cristãs, porém são adúlteras, mentirosas, e etc. Com essas não se pode sentar à mesa da Ceia de Amor.

Não é tirar do Corpo do Messias, isso só O Messias poderia fazer. É afastar da participação da Ceia. Assim como alguém que cometeu infrações de trânsito, não pode dirigir. É uma punição de amor, apoiando e abraçando o pecador até que ele possa voltar.

1ª Co 6:2-5 "Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois, porventura, indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida? Para vos envergonhar o digo: Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos?"

1ª Co 14:29 "E falem dois ou três profetas, e os outros julguem".

O pão e o vinho são apenas símbolos, mas não meros símbolos, pois representam algo precioso ao coração de qualquer crente. Não se pode ter em mente que a ceia é um meio de fortificação da fé, recebimento de bênção ou que tem poder de cura.

Conclusão sobre a Ceia de Amor com análise do texto de 1ª Co 11:


Mas se alguém quiser fazer polêmica a esse respeito, nós não temos esse costume (costume aqui é relacionado às polêmicas. Pessoas que tem o costume de fazer contenda e ficar em assuntos secundários como a questão do cabelo. Falamos sobre isso na aula de doutrina, e abordaremos ainda na aula sobre reuniões orgânicas), nem as igrejas de Deus (as pessoas que se reúnem em diversas partes do mundo como Igreja). Entretanto, nisto que lhes vou dizer não os elogio (uma ceia de amor que só tem desamor não é motivo para elogios), pois as reuniões de vocês mais fazem mal do que bem. (não entendiam o sentido primário e principal da Ceia) Em primeiro lugar, ouço que, quando vocês se reúnem como igreja, há divisões entre vocês (como pode ser uma ceia de amor se tem divisões?), e até certo ponto eu o creio. Pois é necessário que haja divergências entre vocês, para que sejam conhecidos quais dentre vocês são aprovados. Quando vocês se reúnem como igreja, não é para comer a ceia do Senhor e Salvador, porque cada um come sua própria ceia sem esperar pelos outros. (de fato os irmãos de Corinto estavam comendo as suas próprias ceias físicas, e não a Ceia do Senhor e Salvador que é primeiramente espiritual, de comunhão, de amor, partindo o pão e não pensando só em comer. Sentar para comer não tem valor nenhum. Nós precisamos primeiro entender a ceia espiritual e depois a ceia física que é apenas para comunhão) Assim, enquanto um fica com fome, outro se embriaga (o verbo grego aqui é “methuo”, que significa encher a barriga. Portanto a ceia não é um calicizinho de vinho e uma hóstia gospel – pedacinho de pão – a ceia é para encher a barriga, estar farto, mas não pode acontecer de na Ceia de Amor irmãos que tem condições financeiras sentarem em uma mesa à parte com todo tipo de comida, e lá no canto irmãos pobres sendo desprezados e com meia dúzia de pães secos. Era melhor que sentassem entendendo o verdadeiro sentido da ceia espiritual e não comessem, do que sentar, comer e não viver o amor, que é o motivo real da eucaristia). Será que vocês não têm casa onde comer e beber? (aqui está a maior prova que a Ceia que Paulo está tratando é primeiramente espiritual. Ou seja, querem comer fisicamente façam isso em casa e não em um lugar reunidos como Igreja. Partir o pão físico em comunhão nas casas vem como consequência do primeiro entendimento) Ou desprezam a igreja de D’us e humilham os que nada têm? (humilhar irmãos

pobres, como diz em Tiago 2, é um pecado comum no meio evangélico. Acepção de pessoas. Julgam pela roupa, pelo carro, pela aparência, pelo poder social, uma vergonha!) Que lhes direi? Eu os elogiarei por isso? Certamente que não! Pois recebi do Senhor e Salvador o que também lhes entreguei (como Paulo recebeu isso? Por revelação. Tudo que diz respeito à Igreja, o Messias revelou a Paulo): que o Senhor J’sus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, tendo dado graças, partiu-o e disse: "Isto (isto, e não ‘este’) é o meu corpo, que é dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim". (Em 1ª Co 15:3 Paulo também utiliza essa expressão ‘o que também recebi do Messias’ – isso é, por revelação, recebeu o Evangelho) Da mesma forma, depois da ceia ele tomou o cálice e disse: "Este cálice é a nova aliança no meu sangue; façam isto, sempre que o beberem, em memória de mim". Porque, sempre que comerem deste pão e beberem deste cálice, vocês anunciam a morte do Senhor e Salvador até que Ele venha. (Comer e beber primeiramente tem um significado espiritual. Note que Paulo diz: “deste pão”, como pode o pão da Ceia do Messias estar ali fisicamente? Claro que não, “deste pão” se refere ao Corpo do Salvador, se refere ao Evangelho, Sua Palavra. Paulo não estava em Corinto, ele estava escrevendo uma carta, então o pão não estava ali) Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpado de pecar contra o corpo e o sangue do Senhor e Salvador. (indignamente é se sentar na mesa do Senhor e Salvador só para comer, trazendo sua própria ceia, desprezando os pobres, e tornando aquele jantar em uma reunião de glutões carnais) Examine-se o homem a si mesmo, e então coma do pão e beba do cálice. Pois quem come e bebe sem discernir o corpo do Senhor e Salvador, come e bebe para sua própria condenação. (Em Corinto haviam pessoas cometendo pecados para morte como já falamos em outras aulas. Não se pode sentar à mesa se dizendo irmão, e sendo adúltero, mentiroso, corrupto, e etc. E também não se pode sentar só para comer, porque o objetivo é partir, partilhar, dividir e não comer) Por isso há entre vocês muitos fracos e doentes, e vários já dormiram (já morreram porque participaram da mesa do Salvador em pecado, isto é, em acepção de pessoas, com mágoas, ou pecados para morte). Mas, se nós nos examinássemos a nós mesmos, não receberíamos juízo. Quando, porém, somos julgados pelo Senhor e Salvador, estamos sendo disciplinados para que não sejamos condenados com o mundo. (é melhor sermos repreendidos por Adonai em vida do que sermos condenados com o mundo) Portanto, meus irmãos, quando vocês se reunirem para comer, esperem uns pelos outros. Se alguém estiver com fome, coma em casa, (porque não é para comer, é sim ‘partir’, comer é consequência. E se comer é para ser “methuo”, isto é, ‘comer até ficar satisfeito’, mas com a consciência de que nada ali é santo, e o que realmente importa são os santos que estão ali, muitas vezes passando fome ou passando frio, precisando de ajuda e amor) para que, quando vocês se reunirem, isso não resulte em condenação. Quanto ao mais, quando eu for lhes darei instruções. (1ª Co 11:16 ao 34)

A Ceia espiritual


Ceia é jantar. A primeira é espiritual, e a segunda como consequência, é física.

Em Ap 3:20 existe uma Ceia que o Salvador quer comer com você, e esta é espiritual. A casa neste versículo descrita, não é uma casa literal, é sua vida, em sua pessoa prezado aluno (a)! Abrir a porta para o Messias é aceitar a Sua Palavra.

João 4:34 fala muito claramente sobre a Ceia espiritual.

Quando se entender o real sentido da Ceia, aí sim você pode sentar à mesa e comer fisicamente como consequência. Quando entender que o principal é ‘partir’, aí sim se pode ‘comer’.




AULA | MÓDULO 16
LOUVORES E CÂNTICOS ESPIRITUAIS
Que seja basicamente, e nada mais do que isso, ‘cânticos espirituais’, como disse Paulo. Caros estudantes das Escrituras, a maioria de nós somos ecléticos, gostamos de ouvir grupos, bandas, orquestras, o moderno e o pós-moderno. Eu, por exemplo, sou músico e toco vários instrumentos, mas, por favor! Reunido como Igreja é uma coisa; em casa como entretenimento é outra coisa.

Eu sei que existem gostos musicais, e o Criador fez o ser humano assim, multifacetado e com essa pluralização musical, mas reunir-se em Nome do Salvador sem lágrimas? Canta-se músicas gospel que mexem com todo tipo de situação como dança, pulos, mexe e remexe! Barulho apenas? Nada de lágrimas? Enganoso é o coração do homem! Eu sei que em muitas denominações, por questão de ética não cito os nomes, tem hinos que fazem chorar, mas, (uma dessas que me refiro, e que é bem conservadora, toca só hinos lindos; estive em várias, quase todas, e lá, senti muita vontade de chorar, mas quando veio a ‘Palavra’, lamentavelmente, só julgamentos as pessoas, e um ensino equivocado, que prefiro nem refutar aqui.

A Origem do Coral ‘nos templos’


A origem do coral cristão remonta do século IV. Pouco depois do Édito de Milão (313 d.C.) quando a perseguição aos cristãos foi interrompida. Sob Constantino, os corais foram desenvolvidos e treinados para ajudar na celebração da Eucaristia. A prática foi adotada do costume romano de dar início às cerimônias imperiais com música solene. As raízes do coral se encontram nos dramas e templos pagãos gregos. A própria Missa foi um espetáculo dramático; o santuário era um cenário sagrado; os celebrantes vestiam roupas simbólicas; as respostas antifonais do sacerdote e do coral, e do coral ao coral, sugeriam precisamente essa mesma evolução dramática do diálogo que havia gerado a obra sagrada de Dionísio. O clero sentiu que se o ato de cantar hinos estivesse sob seu controle, isso restringiria a expansão de heresia. Pelo ano 367 d.C., a música da congregação foi completamente eliminada. Sendo substituída por corais treinados. Assim, pois, nasceu o cantor profissional na ‘igreja’. O ato de cantar na adoração cristã agora estava sob o controle do clero e do coral. Credita-se a Ambrósio (339-397 d.C.) a criação dos primeiros hinos pós-apostólicos. Tais hinos foram modelados segundo os modos gregos e chamados por nomes gregos. Ambrósio também criou uma coleção de cânticos litúrgicos, os quais ainda são utilizados em algumas ‘igrejas católicas’. O cântico litúrgico é o descendente direto do cântico pagão romano, o qual remonta às antigas cidades da Sumaria. Os coros papais começaram no século V quando Gregório o Grande tornou-se Papa, perto do fim do século VI, ele reorganizou a Schola Cantorum (escola de cantores) eem Roma. (Esta escola foi fundada pelo Papa Sylvester que morreu em 335 d.C.). Gregório eliminou os últimos vestígios da música pela congregação, acreditando que cantar era direito exclusivo dos cantores treinados. Ele acreditava que a música era uma função clerical. “O sistema musical grego foi o precursor da música nas primeiras “igrejas cristãs”, essa linha permanece irrompível desde a Grécia, passando por Roma, pela Idade Média, até os tempos modernos” disse Edward Dickinson. Os corais infantis remontam aos dias de Constantino. A maioria deles foi criada nos orfanatos. O coral dos Meninos Cantores de Viena, por exemplo, foi fundado em Viena, Áustria em 1498. O coro cantava exclusivamente para a corte, na Missa, em concertos privados e eventos do Estado. Os pagãos acreditavam que as vozes dos meninos possuíam poderes especiais.

Isso não quer dizer que não se possa formar corais nos encontros e reuniões da Igreja, mas é importante saber de onde isso veio, e que a música não pode ser o centro das reuniões. Solenidade, emoção, lágrimas, sentimentos e todo tipo de religiosidade não pode pautar a Igreja quando se reúne. Se amamos o próximo como vimos em Jeremias 7, verdadeiramente Ele ouvirá nossos louvores, do contrário serão louvores só de lábios.

Orgão e harpa nas reuniões


Onde está o órgão e a harpa de nossas reuniões como Igreja? Alguém vai dizer: ‘Ah irmão! As coisas mudam! Estamos na pós-modernidade’... Eu bem sei disso, e respeito, bem como, tenho consciência que daqui vinte anos a música de hoje será brega pra muitos; mas estou falando de música que louve ao Criador, que a letra não seja só de receber vitórias, e, que D’us vai guerrear por você, vai abrir o mar; respeito também, mas só isso? O Messias disse: Assim na Terra como no céu; já a falsa estrela de Davi na bandeira de Israel, com dois triângulos em posições opostas, quer dizer: Assim no céu como na Terra. É o que a música gospel de hoje faz! Você é o centro de tudo! Não é mais: de você pra D’us! Agora é: de D’us pra você! Lamentável. Músicas que se dizem de ‘fogo’! Só ‘reteté’ como dizem. Gente, onde está a música espiritual?

O Messias cantou. Que tipo de música você acha que Ele cantou? Qual gênero musical vai entoar nas mansões celestiais? Orquestra, corais celestiais, melodias triunfais. Leia os Salmos, veja como adoravam os judeus ao Criador no V.T.

Eu quero UMA Igreja com música inspirada, com música ungida! Que faça o pecador se arrepender e mudar de vida, mais do que simples emoção. Nada de cantores que vivem vida pecaminosa, terem o direito de ministrar louvores nas reuniões. Ouvi-los, tudo bem, afinal ficamos com o dom que D’us dá sem arrependimento; não creio que devamos proibir de cantar tal música, porquanto o cantor fez isso ou aquilo, não somos juízes. Ficamos com o dom. Entretanto, é triste saber que, desde algumas músicas sacras de hinários antigos (Hinário da CCB, Harpa Cristã, Hinário Batista), até algumas músicas gospel atuais, possuem melodias de compositores maçons, seculares, tocadas em bares e noitadas, ou de melodias pagãs e/ou mundanas.

Nada de pagar horrores pra cantores! Mercenários que cobram dois mil, e até duzentos mil reais por uma noite de show gospel.

Concluo refletindo com você caro aluno (a): hoje é tão difícil um pecador vir às reuniões da Igreja, e quando vem por livre e espontânea vontade, sai do mesmo jeito, e até decepcionado, não querendo mais saber de ‘igreja’ por algum tempo, devido à música fraca, sem poder, que não penetra seu coração, e a Palavra que muitas vezes é ministrada por alguém que a manipula pelos interesses próprios, ou por alguém que não sabe manusear a espada de forma adequada.

Agora você pode estar pensando, ‘precisamos de estratégias, estamos perdendo jovens, adolescentes e crianças, por causa das baladas, festas, shows e etc.’ Meu caro, se estivermos adorando a D’us com lágrimas nos olhos, D’us vai salvar seus ‘escolhidos antes da fundação do mundo’ com belos hinos ao Senhor e Salvador.

Em casa, ou num dia, só pra uma faixa etária, colocar músicas que eles gostem, até concordo, mas reunião como Igreja é um lugar solene e de devoção. Alguém ainda insiste, ‘ah mais precisamos entender e amar aquela irmã que vem com o play back aqui e canta uma música não tão inspirada!’ Não seria melhor organizar isso, e aproveitar o momento único que aquele pecador está ali pra ouvir, ou pra assistir a transmissão, ou DVD, ou ainda ouvindo nas circunvizinhanças, e, selecionar bons cantores com lindos louvores que realmente contém a unção divina para tocar na alma do pecador, levando-o ao arrependimento?

Muitos irmãos estão deixando os corinhos pentecostais de lado, os corinhos tradicionais, e hinos de outros abençoados hinários com verdadeiros cânticos espirituais.

Nada de bateria salgada, apimentada; de preferência que ela esteja com a orquestra, e não cubra os violinos, flautas, e outros mais suaves. Hoje temos o aquário. Coloquem-na num aquário! E, nada daquelas frases: ‘Não podemos chamar a atenção do jovem porque ele é uma alma, e a família dele vai entristecer-se!... ’ Queridos! Eu sou jovem! Nada disso! Ordem nas reuniões é ordem pra D’us, é a casa Dele reunida. Ninguém é acima Dele. Tem um jeitinho com amor de chamar a atenção e organizar isso. Agora, eu bem sei, que em muitas reuniões de grupos grandes, realmente não dá pra

consertar isso, pois o sistema apodreceu, e as famílias dominaram todos os departamentos, de modo que o Espírito Santo quer entrar no coral, e o coral responde: ‘Aqui não há lugar pra o Senhor, pois temos fulana, beltrano, e sicrano que entendem tudo de coral’, e assim por diante, na banda, na orquestra e em toda música.

Não é possível que os crentes de hoje tenham que ouvir discos em casa, fitas k7, ou cantar em família, pra poderem desfrutar da boa música, porque nas reuniões como Igreja tudo é superficial, nada é profundo. O propósito supremo da música, não é o sucesso, não é o dinheiro, a fama, o status, a emoção, nem autoajuda, e sim, unicamente: Louvar ao Criador!

As reuniões orgânicas são autônomas, mas eu aconselho aos espirituais que procurem seguir com carinho o que aprenderam aqui.

O EQUI tem um hinário a-denominacional, com louvores que falam do homem a Deus ou do homem ao seu próximo. São lindas melodias e letras, verdadeiras poesias e poemas compostas pelos próprios irmãos do EQUI. Também possui músicas antigas e inspiradas que marcaram história e que não possuem direitos autorais. Veja link aqui do portal para o hinário EQUI: CLIQUE AQUI


AULA | MÓDULO 17 
                                         
                                  ORAÇÃO E JEJUM
Enfim, e de modo sumamente importante, precisamos aprender a tocar no trono de Adonai orando com dores de parto. A primeira ‘igreja’ nasceu através de um grupo de 120 discípulos que se tinha dedicado à oração (Atos 1:13 ao 15). As expressões neotestamentárias do Corpo do Ungido se formam da mesma maneira, isto é, entrando nas agonias do Senhor e Salvador. Normalmente, o Salvador responde a semelhante oração provendo um obreiro apostólico ou "plantador de igrejas", que ajude o nascimento de mais reuniões como Igreja.

Além disso, a oração é um marco decisivo para receber o poder do Espírito Santo —um poder que é necessário para trazer à existência e alimentar uma expressão local do Corpo do Ungido. A Igreja não se faz com as argilosas mãos humanas, mas com o alento do Espírito Eterno.

Sempre na vida, como já falamos até aqui, existem paralelos que expões os extremos:




Se de um lado do paralelo uns não oram em público pela má interpretação dos trechos bíblicos, de outro lado do paradoxo existem aqueles que só oram em público.

A má interpretação vem daqui:



"Tenham o cuidado de não praticar suas ‘obras de justiça’ diante dos outros para serem vistos por eles. (para serem vistos, é isso que o contexto está tratando) Se fizerem isso, vocês não terão nenhuma recompensa do Pai celestial. "Portanto, quando você der esmola, não anuncie isso com trombetas, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem honrados pelos outros. Eu lhes garanto que eles já receberam sua plena recompensa. Mas quando você der esmola, que a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a direita (ocultar a caridade não é necessariamente fazer escondido, mas sim, prevalece a intenção do coração. Se para ser visto ou se é serviço), de forma que você preste a sua ajuda em segredo. E seu Pai, que vê o que é feito em segredo, o recompensará". "E quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas. Eles gostam de ficar orando em pé nas sinagogas e nas esquinas, a fim de serem vistos pelos outros (o intuito do coração dos religioso é ser visto pelos homens. É vaidade, glorificação huaman. Títulos, agradecimentos, elogios, honras, certificados, diplomas, anéis, tudo isso os religiosos amam). Eu lhes asseguro que eles já receberam sua plena recompensa. Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está no secreto. Então seu Pai, que vê no secreto, o recompensará. (aí vem o pessoal que saiu do sistema e acabou criando outro na internet, e diz que não podemos orar em público. Então os discípulos erraram, e a Igreja no primeiro século também, porque muitas vezes oravam em público. Tudo tem que ter um centro, há de ser equilíbrio. Nem no extremo de achar que não se pode orar em público, mas nem tão pouco no outro extremo de fazer questão de orar em público. O que o Messias está tratando é o intuito, a razão, o pano de fundo, o que está no profundo do coração do homem, o Pai conhece, e sabe. Lembre-se que os fariseus de dois mil anos atrás não são os mesmos de hoje, pois os de hoje conhece Mateus 6, Mateus 23, e outras passagens; desta forma, eles hoje estão em uma nova roupagem. A soberba de querer ser melhor que os outros continua. Quando eles dizem: “Vocês religiosos do EQUI oram em público, mas nós só oramos no quarto.” – mal percebem eles que o farisaímo está neles e não em quem está com coração aberto e humilde orando em público.)
E quando orarem, não fiquem sempre repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos (O próprio Messias está dizendo que os religiosos já estavam se paganizando. A reza é simplesmente oriunda do paganismo). Eles pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não sejam iguais a eles, porque o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem. (Mateus 6:1 ao 8)

A oração deve ser sem cessar. No original é: a todo momento estar ligado no Criador.

Quem nunca experimentou horas e horas de oração, lágrimas, presença de Adonai, não tem profundidade para aguentar uma tribulação.

Muita gente só vive criticando, debatendo, mas oração não fazem.

Sabe aqueles filhos que só visitam o Pai quando precisam de dinheiro emprestado? O Pai deve se entristecer muito como quem nunca fala com Ele, ou só deixa para falar com Ele quando precisa.

Falar com Adonai não tem metologia, não tem forma, nem ritual. Os religiosos oram horas e horas mas não prestam atenção nem no que estão dizendo.

Falar com o Pai, é hora de respeito. Mais vale cinco minutos olhando para o céu ou de olhos fechados, conversando com Ele como conversamos com nossos familiares que amamos do que millhares de rezas e penitências vãs.

Certa vez um irmão veio em uma reunião orgânica em Curitiba, e ao pedirmos para ele orar, ele nos surpreendeu, falando assim: “Paizinho, é o seguinte, nós estamos aqui reunidos para te agradecer e eu to muito feliz de estar aqui hoje (…)”.

Uma oração coloquial, no estilo “laleo” – palavras cotidianas. Falar com o Pai não tem protocolo ou etiquetas humanas. É rasgar o coração e conversar com Ele. Conta para ele o seu dia, conta para ele seus problemas. Conta para Ele suas fraquezas.

Certa vez estavam duas pessoas em um ponto de ônibus. Uma murmurava (oração não é murmoração) que D’us nunca lhe respondia. A outra respondeu: “Engraçado, para mim Ele sempre responde: às vezes Ele diz que – sim - às vezes Ele diz que – não - às vezes Ele diz - espera um pouco - porém sempre me responde!”.

Se existe silêncio é porque Ele está te respondendo que ‘não’ ou ‘espera um pouco’. Mas Ele está respondendo.

Os bons costumes foram corrompidos hoje. Muitas famílias não oram mais antes de comer. Muitos pais não ensinam mais seus filhos a orar antes de dormir.

Me lembro que minha tia me fazia orar meia hora todo dia antes de dormir, vocês não imaginam o bem que isso me fez até hoje.

Jejum:


Em Isaías 58, o profeta deixa claro que o mais importante não é deixar de comer por algumas horas ou dias. O mais importante é amar e socorrer o pobre, aí sim a sua oração e o seu jejum serão recebidos e respondidos por Adonai.

Existe uma triste ala, que são os figuralogistas, dizendo que não é mais necessário jejuar. O Messias já advertiu que quando Ele saísse do mundo, os discípulos precisariam jejuar. Só quem já jejuou com afinco, sabe a importância disso no mundo espiritual.
Se a pessoa sabe que jejuar não é o principal. Principal é Evangelho de amor ao próximo. Se ela sabe também, como lemos a pouco sobre o contexto de Mt 6, que jejuar não é para ser visto pelos homens. Também não é para mostrar sua religiosidade (lembra do fariseu e o publicano? O religioso batia a mão no peito e dizia: “Eu jejuo, eu oro, eu dou dízimo, eu sou santo”) e não desceu justificado.

A matemática do Altíssimo é diferente. Ele vê aqueles que amam, ajudam, se humilham, servem, sofrem. Ele não suporta arrogância e injustiça.

Se alguém jejua para ser mais santo, pode esquecer.

Em Galátas 5 Paulo cita uma lista de obras da carne. São vícios, pecados viciosos e graves que só são vencidos com jejum. (vide a Bíblia Original no portal EQUI)

O jejum é uma forma de se ter domínio próprio. Quem não consegue parar de fumar, beber, se drogar ou se prostituir, precisa jejuar.

Quando você jejua você está dizendo: “Carne, eu domino você. Eu venço o mundo, eu venço a mim mesmo, eu venço o pecado pelo Nome do Salvador”.

Nós temos três grandes inimigos: Satan, o mundo de pecado e nós mesmos (nossa carne).

Perguno: qual destes é o maior? Resposta: nossa carne. Meu maior inimigo é o Akel. Eu preciso renunciar minha natureza pecaminosa através do sangue do Redentor e assim ser um servo bom e fiel.

Se você tem algum problema grave, ou foi de alguma ala espírita, ou do satanismo, precisará jejuar e orar até vencer isso.

Nas Escrituras existem vários tipos de jejum. O de Davi, o de Sadraque, Mesaque e Abednego e tantos outros: jejum parcial só com água, ou jejum de alimentos – não ingerindo carnes, apenas verduras e frutas – jejum total.

Não faça sacrifício de tolo. O que vale é a intenção do coração. O Pai conhece todas as coisas.

Isso tudo supracitado é uma síntese da importância do jejum e da oração. Cada frase aqui falada tem total respaldo bíblico.


AULA | MÓDULO 18 

         NAMORO, CASAMENTO E CERIMÔNIAS

Ao criar o homem, por que o Criador fez a família? O Criador tem uma tarefa especial para o homem realizar. Ele disse: “frutificai e multiplicai-vos, enchei a terra”. Ora, como um indivíduo pode frutificar e multiplicar-se e encher a terra? É necessário uma família para alcançar esse propósito.

Ao se aproximar o final dos tempos quando D’us está para encerrar esta era, o inimigo está fortemente atacando o centro do Seu propósito, que é a família. A forma sutil de atuação do inimigo nestes dias é através do enfraquecimento das famílias pela separação dos cônjuges, criando assim uma grande confusão na terra com o objetivo de retardar o plano de Adonai. O divórcio é um mal que assola a humanidade com o objetivo de desvalorizar o casamento e com isso enfraquecer a aliança eterna que ele representa.

Assim o ensinamento é claro de que uma mulher não deve se separar de seu marido, mas se ela se separar, deve permanecer sem casar ou se reconciliar com o seu marido. O ensinamento para os homens é menos claro, mas parece que é possível a um homem cristão se separar de sua esposa.

Malaquias 2:16a – “Eu odeio o divórcio, diz o Senhor D’us de Israel”.

Quando é aceitável fazer o que D’us odeia? Somente quando Ele dá permissão.

Mateus 5:31-32 – “Também foi dito: Quem repudiar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio. Eu, porém, vos digo que todo aquele que repudia sua mulher, a não ser por causa de infidelidade, a faz adúltera; e quem casar com a repudiada, comete adultério”. (vide a Bíblia Original)

Mateus 19:3-10 – “Aproximaram-se dele alguns fariseus que o experimentavam, dizendo: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo? Respondeu-lhe o Salvador: Não tendes lido que o Criador os fez desde o princípio homem e mulher, e que ordenou: Por isso deideixará o homem pai e mãe, e unir-se-á a sua mulher; e serão os dois uma só carne? (o certo é o casal ir morar sozinhos, e não no mesmo ‘terreno’ dos pais. Isto é um conselho) Assim já não são mais dois, mas uma só carne. Portanto o que D’us ajuntou, não o separe o homem (a questão é, será que D’us ajuntou

todos os matrimônios?). Responderam-lhe: Então por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio e repudiá-la? Disse-lhes Ele: Pela dureza de vossos corações (assim como o templo construído, o divórcio também foi vontade permissiva) Moisés vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas não foi assim desde o princípio. Eu vos digo porém, que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de infidelidade, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério. Disseram-lhe os discípulos: Se tal é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar”. (a palavra foi tão dura que os discípulos balançaram)

Lucas 10:2 ao 12 também narra o texto.
Lucas 16:18 – “Todo aquele que repudia sua mulher e casa com outra, comete adultério; e quem casa com a que foi repudiada pelo marido, também comete adultério”.

Romanos 7:2,3 – “Porque a mulher casada está ligada pela lei a seu marido enquanto ele viver; mas, se ele morrer, ela está livre da lei do marido. De sorte que, enquanto viver o marido, será chamada adúltera, se for de outro homem; mas, se ele morrer, ela está livre da lei, e assim não será adúltera se for de outro marido”. (até aqui entendemos que o casamento só se dissolve através de duas coisas: morte ou infidelidade conjugal)

1 Coríntios 7:10-17 – “Todavia, aos casados, mando, não eu mas Adonai, que a mulher não se aparte do marido; se, porém, se apartar, que fique sem casar, ou se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher. Mas aos outros (agora diz Paulo e não o Senhor, aos outros, isto é, ele já tinha falado dos casados, das viúvas e dos solteiros, quem são estes outros? ‘Outros’ se refere a qualquer outro tipo de relação cojugal) digo eu, não Adonai: Se algum irmão tem mulher incrédula, e ela consente em habitar com ele, não se separe dela. E se alguma mulher tem marido incrédulo, e ele consente em habitar com ela, não se separe dele. Porque o marido incrédulo é santificado pela mulher, e a mulher incrédula é santificada pelo marido crente; de outro modo, os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos. Mas, se o incrédulo se apartar, aparte-se; porque neste caso o irmão, ou a irmã, não está sujeito à servidão (isto é, se alguém casou com alguém que não é membro do Corpo do Messias, e este alguém quiser se divorciar, o irmão ou irmã estará livre para o divórcio e novo casamento); pois D’us nos chamou em paz. Pois, como sabes tu, ó mulher, se salvarás teu marido? Ou, como sabes tu, ó marido, se salvarás tua mulher? Somente ande cada um como o Criador lhe repartiu, cada um como o Criador o chamou. E é isso o que ordeno em todas as igrejas (em todos os lugares onde se reúnem como Igreja)”.

Mateus 5:31-32 parece se referir à situação onde uma mulher foi repudiada, e agora se casa. Neste caso, ela se torna uma adúltera e o homem com quem ela se casou também se torna um adúltero. Mateus 19:3-10 diz que um homem que repudia sua mulher e se casa com outra mulher comete adultério.
Marcos 10:2-10 adiciona ao ensinamento de Mateus 19, indicando que sempre que um homem ou uma mulher se divorcia e se casa novamente, ele ou ela comete adultério.
Romanos 7:2,3 diz que se uma mulher que se casa novamente enquanto seu marido está vivo, ela é considerada adúltera.

Quando Adonai dá permissão?


Um homem que se divorcia de sua esposa que cometeu “fornicação” e se casa novamente não deve ser considerado um adúltero.

Alguns podem tirar a conclusão imediata de que “infidelidade” é adultério.

Na Bíblia Original fizemos questão de deixar claro sobre isso: a palavra traduzida como “infidelidade” é a palavra grega “porneia”, que é traduzida em algumas versões como “fornicação”.

Esta NÃO é a mesma palavra grega que significa adultério (moicheuo, moichao ou moichalis).

Está também claro que o Salvador não pretendia dar à palavra “porneia” (que era uma palavra geral para imoralidade sexual), o significado de adultério.

O que o Messias quis dizer com “infidelidade”, chocou os discípulos pelo quanto aquilo era restrito. Adultério era compreendido pela palavra hebraica “na’ap” enquanto que imoralidade sexual era compreendida pela palavra “erwa”, a qual traz a ideia geral de nudez e vergonha.

O fato é que a cláusula de exceção é encontrada somente no evangelho de Mateus e é um suporte importante para esta posição. Mateus é o evangelho que foi escrito para os Judeus. A mente dos leitores Judeus recordou imediatamente o ensinamento de Levítico. No entanto Lucas, que escreveu o evangelho para os gentios deixa fora a cláusula de exceção, porque os gentios, não conhecendo o Velho Testamento, não pensariam imediatamente no contexto apropriado das palavras do Messias.

Vamos entender um pouco mais sobre ‘porneia’:

Nas denominações cristãs da atualidade, há diversas teses acerca do divórcio, e todas foram geradas da mesma raiz de interpretações de leis. Já na época do Messias havia duas escolas de ensinamentos teológicos, que discutiam de maneiras antagônicas acerca de quando era possível ocorrer o divórcio, é por isso que os fariseus que eram da tese de que se podia divorciar por quaisquer motivos, indagaram o Messias com a seguinte questão: “Por que então, mandou Moisés dar carta de divorcio e repudiar?”

A resposta foi: “Eu, porém vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de PORNEIA e casar com outra comete adultério, e o que casar com a repudiada comete adultério”.

Há diversas interpretações errôneas deste versículo devido os interpretes não compreenderem corretamente o termo PORNEIA, além disso, muitas traduções interpretam erroneamente o termo PORNEIA.

Por exemplo, em nosso idioma a palavra PORNOGRAFIA é oriunda de PORNEIA do grego, entretanto o termo grego PORNEIA, tem uma série de significado no grego, todavia PORNEIA se ressume em: relações ilícitas e explorativas do próprio corpo, ou de outro corpo humano.

Veja a seguir alguns significados:


homossexual.........................Levitico 22:19 e 18:23
homicídio.............................Êxodo 20:13 e 21:14
sexo com animais................Êxodo 22:19 e Lv 18:23 adultério..............................Êxodo 20:14 e Lv 20:10
estupro.................................ter relação a força
incesto.................................relação entre parentes aborto proposital.................matar um feto
sodomia..............................relação anal fora do casamento
incontinência forçada..........marido não querer mais ter relação sexual, ou vice-versa meretrício............................prostitutas, aluguel do corpo
fornicação........................... relação sexual sem ser casados
pedofilia..............................abuso sexual de crianças
lesbianismo..........................relação sexual entre mulheres agressão física e etc.

A maioria dessas relações eram penalizadas com a morte do praticante pego em flagrante.

Imagina você casar com um homem amável, que depois de 3 meses de casado só te trai, espanca… Hoje as pessoas não se revelam antes do casamento. Na Assembleia de D’us em Curitiba tivemos um

caso de uma moça que casou com um obreiro, e que meses depois assumiu ser gay. Como pode ela ficar solteira e sujeita a escravidão neste caso? Aplica-se portanto ‘porneia’.

É um horror, são os últimos dias. Agora que fique bem claro: Ai daquele que se separa por um motivo pífio, ou que troca de esposa ou esposo todo ano, ai daquele! Pois Ele conhece o coração! O intuito, a intenção real ELE SABE! Portanto ninguém poderá enganá-lo.


Antes de separar é necessário lutar muito pela reconciliação e mudança, só em ultimo caso, não havendo mais como, aí sim separa-se. O divórcio proibido é aquele que o cidadão troca uma de 40 por uma de 20 que já mantinha relações sexuais antes de separar, ou alguma coisa nesse sentido.

Querendo ou não, hoje, cada caso é um caso. Odeio relativismo, mas é assim que é. Só quem já passou ou passa por alguma situação de ‘porneia’ sabe o quanto é difícil.

Entretanto, é melhor, claro, que a pessoa busque a reconciliação e o perdão, e não havendo como reatar, fique sozinha e faça-se ‘eunuco’, entregando-se ao Evangelho, e esquecendo dos desejos da carne. Agora, havendo o ‘abrasamento’ – vontade demasiada sexual – que se case novamente com alguém de bom testemunho, e não com alguém com jugo desigual.

Amigados ou amaziados:

Em todas as Escrituras fica claro que para Adonai qualquer homem que deixe pai e mãe e more com uma mulher, formando através de acordo verbal e racional, um casal, de fato já casaram.

Ele lhe disse: "Vá, chame o seu marido e volte". (Num primeiro momento, Ele considera o companheiro atual como marido) "Não tenho marido", respondeu ela. Disse-lhe o Messias: "Você falou corretamente, dizendo que não tem marido. O fato é que você já teve cinco; e o homem com quem agora vive não é seu marido. (Num segundo momento, Ele revela o histórico da vida conjugal dela. Mas se refere a eles como ‘maridos’) O que você acabou de dizer é verdade". Disse a mulher: "Senhor, vejo que é profeta. (João 4:16 ao 19)

O casamento de papel, no cartório não era praticado na época. Hoje mesmo ainda existem culturas que não fazem.

Para o Pai, casar é um acordo entre duas pessoas de sexos opostos que desejam ser um casal. Até diante da lei humana recentemente, quando um casal mora junto por poucas semanas já é considerado ‘casamento’.

Hoje existe a anulação de matrimônio, quando comprovado que não houve conjunção carnal. São coisas novas, e que com certeza devem ser analisados caso a caso.

Quem vai morar junto é um casal diante do Criador. Agora se vão ou não casar-se diante da lei dos homens, é um problema de cada um. É claro que pelo natural, pelo certo, pela família, e até pelo próprio amor conjugal, o coerente é casar diante do juíz (a) e de testemunhas.

Agora, criar um dogma obrigando casais a casarem no papel é pura religiosidade, e nada de Evangelho.

Se alguém não casa no cartório, simplesmente perde de ganhar direitos da Terra, onde vive, e onde deve submeter-se (Rm 13 – aqui sim aplica-se este contexto).

A hipocrisia do sistema religioso:


Quem é amaziado ou amigado não pode participar da Ceia, não pode cantar no coral, não pode pregar, não pode ser obreiro (a), mas dizimar e ofertar, isso pode!

O cidadão foi amigado trinta anos, mas agora que ele casou com outra no papel, ele pode ser membro.

O cidadão morou com várias mulheres, mas agora que ele casou com uma moça da ‘igreja’ no papel, ele pode ser obreiro.

Agora, aquela irmãzinha ali que casou no papel, e o marido batia nela todo dia, essa não, essa tem que ficar solteira o resto da vida, ou orar para que D’us mate o marido, e assim ela possa casar de novo.

Hipócritas!

Isso sem falar, no camarada que matou várias pessoas, roubou, estrupou, violentou, abusou de crianças e até de bebês, e agora se converteu, casou no papel e pode ser “pastor”.

Mas o irmãozinho que casou virgem, e a sua esposa em poucos meses o deixou e foi para as drogas ou mundo da prostituição, não pode se casar novamente. E se casar, estará condenado ao fogo do ‘inferno’.

Acho que já ficou claro essa questão. Todavia, temos vídeos sobre este tema em nosso canal do Youtube.

Namoro e Noivado:


A palavra namoro significa ‘conhecimento’. É um período de diálogo, e é neste momento que D’us mostra e revela para os futuros conjugês se o jugo é igual ou desigual.

Exemplo: o namorado bateu na namorada. Casaram, e depois a esposa vem pedir oração porque está sofrendo muito com violência doméstica. Eu pergunto a vocês, D’us avisou ou não?

Outro exemplo: a namorada traiu o namorado. Casaram, e depois o marido vem pedir oração porque está sofrendo com uma traição. Eu perguntou a vocês, Adonai já não tinha avisado?

Segundo a psicologia as pessoas só se soltam e se revelam depois de 2 anos de intimidade. Portanto, segundo essa ciência e não segundo as Escrituras, é bom ter um bom tempo de conhecimento antes de casar.

Na verdade, namoro nem é bíblico. Não existia namoro, existia apenas conhecer e casar.

Contudo, vemos que José ao ver Maria grávida se afastou dela, até ser avisado sobre sua participação paterna na criação do Messias. Havia um período de observação antes de casar.

Quanto as baladas de hoje, e ao ‘ficar’ as Escrituras são claras: “Será como nos dias de Noé, porque não percebiam. Casavam, comiam e bebiam”.

O problema não está no casar, nem no comer, é claro. O que o Messias está dizendo é que nos últimos dias a humanidade estaria vivendo dias de pura carnalidade. Festas, baladas, orgias e etc.

Hoje vemos o poste urinando no cachorro, tudo que era errado é certo (inversão de valores): marcha da maconha, marcha das vadias, marcha gay, marcha da poligamia, marcha da pena de morte, marcha do aborto, marcha da eutanasia, marcha das células tronco e etc. Entre outros assuntos polêmicos e bem atuais como: cremação, piercing, tatuagens, drogas cada vez mais letais e etc.

Tudo isso é citado em Gálatas 5 na relação das obras da carne. (vide Bíblia Original) Com relação a ‘ficar’, masturbação, e outras coisas relacionadas só cito dois versículos:
“Vocês ouviram o que foi dito: ‘Não adulterarás’. Mas eu lhes digo: qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela no seu coração.” (Mt 5:27 e 28)

Cerimônia de casamento:


Em Santa Catarina tivemos um casal que fez uma festa à luz das Escrituras. Os pais realizaram o casamento, e oraram pelos filhos abençoando a vida deles. Eles vivem o modelo orgânico em SC.

A ideia de que só o sacerdote pode fazer casamento é pagã e romana. A fé foi profissionalizada, de modo que o padre cobra para batizar crianças, cobra para fazer casamento e cobra para realizar o famoso ‘culto fúnebre’ (vide no tópico abaixo).

Discípulo batiza discípulo lembra? Pois é, discípulo casa discípulo também.

Nos tempos do Messias o mais comum eram os pais realizarem uma festa e uma cerimônia rápida para o casamento dos filhos.

O véu, a grinalda, o formato do vestido de noiva e até o arroz que é jogado na saída do casal para lua-de-mel tem como pano de fundo o paganismo. Para saber mais CLIQUE AQUI.

O Messias foi em uma festa de casamento, onde transformou água em vinho. É lícito ir, fazer a festa, mas os rituais, vestimentas e coisas oriundas do paganismo, é melhor evitar. Quem ama a verdade, quer viver na verdade. Sabendo então que essas coisas tem suas raízes politeístas, por que fazê-las?

Se o pai e a mãe são descrentes ou do sistema religioso e não aceitam fazer a festa desta forma e nem oração para abençoar os filhos, o casal dessistematizado tem duas hipóteses:

-  ceder aos pais, e fazer conforme eles querem, conservando-se firme no Messias e separando as coisas

-  explicar com amor aos pais, e não havendo concordância, solicitar a um irmão, ou casal de confiança da família, amigos ou irmãos no Messias que façam uma oração abençoando a vida do casal. Eu aconselharia chamar um ancião do lugar onde você se reúne como Igreja.

É bíblico os irmãos mais velhos ensinar os mais novos, e as irmãs idosas ensinar as irmãs mais novas. Creio que se há algo que deve ser observado nesta festa, é um período onde os noivos sejam aconselhados por anciões e anciãs de bom testemunho e bem casados, pois está escrito “Se não governam bem sua casa, como vão ser responsáveis pela Igreja do Salvador?”.

Cerimônia fúnebre:


Não existe “culto fúnebre”. Os pagãos tinham templos, onde acreditavam habitar suas divindades, e para estes deuses e deusas realizavam cultos. O povo do Único Criador e Senhor dos Céus e da Terra não realiza mais ‘cultos’, nem tão pouco templos feitos por mãos humanas. Nosso sacrifício é vivo e santo, com nossos corpos em testemunho de vida, em amor ao próximo, em Espírito e em verdade, ligados no Salvador. Nosso louvor não é só de lábios, mas de todo coração. Então, se a expressão “culto” hoje é pagã, imagina “culto fúnebre”.

As velas, a coroa, a missa de sétimo dia, tudo isso tem origem no paganismo.

Cortejos fúnebres: durante os dias de Constantino, as práticas responsais romanas e os cortejos fúnebres foram adaptados e transformados em “bodas” e “funerais”. Ambos foram adotados da prática pagã. O chamado canto fúnebre adotado e aceito pelos cristãos também teve origem pagã. Foi adotado na ‘igreja cristã’ durante a primeira metade do século III. Tertuliano posicionou-se contra os cortejos fúnebres cristãos simplesmente por serem de origem pagã. Não apenas a procissão funeral emergiu do paganismo. Também a prédica funeral. Era prática comum dos pagãos do Império Romano contratar alguns professores eloqüentes e populares para falar durante o funeral de um ente querido. O orador usava um pequeno livreto durante tais ocasiões. Hoje os “pastores” cumprem esta função e ainda usam as mesmas palavras da reza.

O que é bíblico: é bíblico sim chorar com os que choram.

J’sus chorou. Então os judeus disseram: "Vejam como Ele o amava!" (João 11:35 e 36)

O próprio Salvador participou várias vezes de cerimônias fúnebres. É claro que Ele sendo a Ressurreição e a Vida, restaurava a vida de muitos que já dormiam (o certo é ‘restaurar a vida’ – porque ressuscitar é um termo usado só para o Messias, visto que Ele voltou a vida e nunca mais morreu).

É melhor ir a uma casa onde há luto do que a uma casa em festa, pois a morte é o destino de todos; os vivos devem levar isso a sério! (Eclesiastes 7:2)

É um bom lugar de se pregar o Evangelho com as lágrimas e ações de amor, abraçando os que sofrem, cantando músicas com letras reflexivas sobre a vida, a morte e a vida após a morte.

O problema está na solenidade ecumênica, os artefatos e objetos pagãos, e o misticismo emanado de superstições.

Cerimônia fúnebre também não pode ser um “culto” nos templos evangélicos ou capelas católicas onde se cantam algumas musicas,prega-se um sermão enlutado, e torna o momento num oportunismo para proselitismo religioso.

Qualquer discípulo do Caminho pode realizar uma oração, uma Palavra de conforto e consolação.

Outras cerimônias:


Formaturas, nascimento de bebês, bodas de prata ou de ouro, enfim. Para todas essas coisas cabe um versículo:

Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma. (1ª Co 6:12)

Não há absolutamente nenhum erro em participar das coisas do mundo, não deixando contaminar-se por elas. Nós somos como lírios nos pantanos, continuamos sendo lírios em meio a sujeira do mundo.

“Se não podeis suportar o mundo, saiam do mundo”.

Festas Juninas, Natal, Páscoa:


Sobre esse assunto, que já abordamos previamente, CLIQUE AQUI e saiba mais.


AULA | MÓDULO 19


REUNIÕES ORGÂNICAS
No sistema religioso é mais ou menos assim: se você só canta e não quer posição, então você pode ser meu amigo, viajar comigo, ir à minha casa e sentar do meu lado; mas, se você tá na luta para chegar ao final do ano, para ser indicado, então você é meu inimigo! Fujo de você! Fecho minha fisionomia quando você estiver pregando e, se puder até entrego você para o “pastor”, ao saber de algo (que às vezes nem existe), e olha! Eles entregam mesmo. Até calúnias, invenções, tudo por inveja; mas isso todos sabem que tem! Por que mudar? Uma andorinha não faz verão? Eu prefiro acreditar que um só homem pode mudar uma nação! Você recorda a vida de Jonas? Prefiro acreditar no poder da erosão! A água vai aos poucos corroendo até conseguir derrubar uma costa inteira. É como um grão de mostarda sim! Mas podemos mudar! Vamos crer, vamos fazer nossa parte! Se eu perguntar, alguém vai dizer: ‘Não existe inimigo na igreja!’ Não me façam rir! Vamos ser realistas. Nada de hipocrisia e teatro! Por favor! Existem sim partidos dentro das reuniões, mas lembre-se, a nossa luta é contra os principados, potestades e obras da maldade, e não, contra nosso amado irmão que inclusive pretende morar no mesmo céu que nós. Nesse clamor ‘Eu quero uma igreja’, vamos procurar seguir o máximo que pudermos; alcançar o alvo, o objetivo bíblico. E o que a bíblia diz?
Diz que era O Espírito Santo que guiava, separava, consagrava, escolhia. E que se for pra ter homens no meio disso, que seja em oração, consagração, e que seja notória à toda Igreja.

Que se respeite a vocação. Idade? O Messias não esperou os sessenta anos pra começar seu ministério! Começou aos vinte e nove! E, eu não preciso nem citar os vários jovens que havia na Igreja primitiva. Uma reunião coerente é aquela que tem a sabedoria, a experiência e o conservadorismo dos anciões, e claro, o respeito dos jovens a esses queridos irmãos, como se fossem pais e avós; junto a isso, é uma reunião que tem a inovação, as ideias e a força enérgica dos jovens e adolescentes, e evidentemente, que os idosos por sua vez, tratem os mais novos como a filhos e netos. Paulo disse a Timóteo, o qual era um jovem de aproximadamente vinte e quatro anos, exatamente esses conselhos. Friso novamente: que se respeite vocação! E não sobrenome, status, roupa, ou sei lá mais que preceito humano se estabelece hoje para promoção de alguém no reino, (reino humano, claro). Existem hoje muitos grupos cristãos só de jovens, ou só de idôneos. Até tem idôneos nas dos jovens, mas descontentes muitas vezes; até tem jovens nas dos idôneos, mas descontentes muitas vezes. Por quê? Falta equilibrar e temperar, para que haja satisfação em ser um crente participante de uma comunidade orgânica.

Quão triste é uma reunião que você não aprende nada, não cresce nada, não derrama uma lágrima, não sente nada. E o pior, você chega à sua casa, liga um disco, ou uma mensagem, e daí se alegra e chora! Em casa vale mais do que reunido como Igreja?

Nas denominações religiosas tem mais dissensões do que em casa? Você vai pra lá achando que lá deve ser, ou deveria ser pelo menos, o lugar da paz, do amor, da fraternidade, lealdade, longanimidade, benignidade, bondade, mansidão, suavidade, sinceridade, honestidade... Quantos valores! Não é? Nada disso! Em muitos lugares (não generalizando), esse caráter cristão (messiânico), já são dracmas perdidas. Isso não pode acontecer com as reuniões orgânicas.

Comunhão? Você fica um mês, pra mais, fora das reuniões, e ninguém se preocupa contigo? Pelo contrário! Passam por você na rua e viram a face! Desprezando e pré-julgando! Nas reuniões orgânicas isso não pode jamais acontecer.

Chega de pregadores que fazem da pregação cabide de emprego! Cobrando, fazendo preço pra pregar. Se der pouco dinheiro, dizem que aquele grupo está na miséria do diabo! Eu já ouvi isso muitas vezes. Pregadores que cobram mil, cinco mil! Pra pregarem trinta minutos! Uma mensagem enlatada, requentada. Perdem ainda, minutos falando dos seus DVDs e CDs, tudo em nome da sobrevivência a custa dos irmãos, que tudo que querem e sair satisfeitos e alimentados pela Palavra. Tudo isso é realidade do sistema, não das reuniões orgânicas.

As reuniões orgânicas são para levar seus familiares, amigos, sem passar vergonha por causa de ofertas, gritarias, sons estridentes, palavras de ofensa, ou persuasões que causem constrangimentos.

Um lugar de águas tranquilas e pastos verdejantes.

Muitos de vocês devem conhecer uma belíssima composição e melodia, chamada ‘A Igreja’. Se não conhece, procure e ouça ela no youtube. Infelizmente ela tem direitos autorais. Veja também as músicas de nossa autoria CLICANDO AQUI.

Palavra:


Uma Igreja com modelo orgânico que tenha a Palavra como centro de todas as atenções; que na hora da preleção, todos reverenciem! Como antes da linha do trem, parem, ouçam, e respeitem. Dê preferência pela organização como está no livro de Coríntios capítulos 12 e 14, a respeito de ordem nas reuniões (analisaremos o contexto de 1ª Co 14 mais adiante).

Que as irmãs que tem crianças, sentem em um lugar para assim que a criança chorar, a retire para fora; e, os que aproveitam da reunião para conversar assuntos seculares, saiam, e conversem lá fora. Bem como, nada de chicletes e balas nas reuniões. Quando era do sistema religioso, eu cansei de pregar e gravar minhas mensagens em vídeo, depois quando ia assistir... Deparava-me com vários irmãos mastigando chicletes e conversando. Lamentável.

E, que a Palavra não seja só de autoajuda, vitória, e incentivo, como faz o esoterismo gospel de hoje, influenciado pela maçonaria, teosofismo, cabala, etc... Mas, que obedeça a Bíblia, isto é, quando diz ‘exortar, redarguir, corrigir e consolar... ’.

Ainda sobre a Ceia:


Durante o século I e a primeira parte do II, os primeiros cristãos descreviam a Ceia como a “festa do amor”. Naquele tempo eles tomavam o pão e o cálice dentro do contexto de uma ceia festiva. Mas por volta do tempo de Tertuliano (160-225), houve um início de separação do pão e do cálice da Ceia. Pelo fim do século II, a separação foi completa. Já pelo século IV a festa do amor foi “proibida” entre os cristãos. Com o fim da ceia, os termos “partir o pão” e “Ceia do Senhor” sumiram. Irineu (130-200) foi um dos primeiros a descrever o pão e o cálice enquanto “oferenda”. A mesa do altar onde o pão e cálice eram colocados chegou a ser vista como um altar onde a vítima [do sacrifício] era oferecida. Nos séculos IV e V houve um crescente sentido de medo e pavor associado com a mesa onde se celebrava a Eucaristia, chegou a ser um ritual sombrio. O misticismo associado à Eucaristia deveu-se à influência do misticismo religioso pagão. Por volta do século X, o significado da palavra “corpo” mudou na literatura cristã. Previamente, os escritores cristãos utilizavam a palavra “corpo” referindo-se a uma das três coisas: 1) O corpo físico de J’sus, 2) a Igreja, ou 3) O Pão da Eucaristia. Mas pelo século X a palavra “corpo” já não era mais utilizada referindo-se à igreja. Era utilizada apenas referindo-se ao corpo físico. Todos estes fatores deram apoio à doutrina da transubstanciação. No século IV, explicitou-se a crença de que o pão e o vinho se transformavam em corpo e em sangue real do Senhor. A ‘ceia de hoje’ composta por um biscoitinho (ou pedacinho de pão) e um dedalzinho de suco de uva (ou vinho) em nada se assemelha a uma Ceia de Verdade.

Portanto, nas reuniões orgânicas, pratiquem todo primeiro dia da semana, ou quando puderem, a verdadeira Ceia Bíblia de Amor (Refeição) com ênfase no partir do pão e na comunhão, como deve ser um verdadeiro dia de ação de graças.

Ofertas e Coletas:


Conforme já estuamos sobre esse tópico, as coletas são para a Igreja o que as ofertas e dízimos eram para Israel.

Paulo em 1ª Co 16 deixa claro para realizar coletas aos pobres fora das reuniões. Façam isso para pessoas realmente necessitadas.

As coletas podem ser: alimentos, roupas, remédios, dinheiro, ajuda ou trabalho gratuito e comunitário.

Um conselho que eu Akel, dou, é um mural online na página do grupo que se reúne como Igreja com modelo orgânico em sua região, que obedecerá aquela parte graciosa bíblica que nos ensina a darmos preferência aos domésticos na fé. Pode ser online e também uma folha com referência a todos os irmãos que se reúnem em cada cidade, com seus respectivos telefones e ocupações. Por exemplo, se o irmão ‘João’ é corretor de imóveis, dá preferência a ele. Por quê? Isto vem da cultura judaica, e como foi supracitado, também é bíblica a ajuda ao doméstico na fé. Um ajuda o outro. Nesse caso, o irmão ‘João’ vai ficar feliz, próspero, e assim todos crescem e ficam abundantes.

Doutrinas e costumes


O que está escrito, está escrito! Para pessoas simples, e para pessoas formais! Por isso que amar e perdoar é a doutrina mais sublime da bíblia! Pois aparecem inúmeras vezes nas Escrituras, e isto terá muito poder pra levar alguém para o ‘céu’ ou para o ‘inferno’.

Nos julgamentos terrestres é utilizado a constituição com seus artigos, incisos, parágrafos, enfim; em paralelo a isso, na esfera espiritual, lá diante do Justo Juiz, no grandioso juízo final que descreve o Apocalipse; as leis e os mandamentos que nortearão o julgamento, serão da Bíblia Sagrada. Por isso, Adonai não poderá jogar alguém a perdição por uma lei não bem identificada, não bem explicada e explanada nas Sagradas Escrituras. A Palavra do Eterno é simples em suma. No essencial ela é coesiva! Paulo dizia temer que se apartassem da simplicidade que há no evangelho.

Não podemos: radicalizar, excluir, discriminar, mas também não podemos afrouxar e liberar tudo. Centralizar é ponderar, equilibrar, ser moderado e temperado como manda a Palavra do Senhor e Salvador. É viver a liberdade no Messias, e ao mesmo tempo obedecer aos mandamentos para estar com a consciência tranquila e pronta para a vida eterna no pós-morte que nos aguarda. Tudo posso fazer! É um lado do paralelo. O outro diz: mas nem tudo convém.

Costumes é aquilo que pode haver uma diferença por causa dos tempos, dos povos, das culturas, das nações, das mudanças de leis até mesmo, enfim. Por exemplo: cabelo, roupa, joias, modas…

Liberdade x Responsabilidade: um cão que fica a vida todo preso, quando é solto se perde, e se enfia debaixo de um carro. Um cavalo com cabresto e viseira, também é uma tipologia ótima para entendermos que alguns necessitam daquilo para não escaparem e obedecerem a seu responsável. É bem verdade que, existem muitas pessoas que não poderão receber essa palavra! Baixa cultura,pouca informação, às vezes muita revelação, ou ‘revelamentos’, visões ou visagens, e pouca leitura da Bíblia; essas pessoas não conseguirão entender esse clamor do ‘Eu quero uma igreja’.

A leitura das Escrituras nas reuniões e fora delas


Em 1227, um professor da Universidade de Paris, chamado Stephen agregou capítulos a todos os livros do NT. Depois, em 1551, um impressor chamado Roberto Stephanus enumerou os versos de todos os livros do NT. Segundo o filho de Stephanus, a divisão por versículos que seu pai criara não favorecia o sentido do texto. Dessa forma, os versículos nasceram nas páginas dos escritos sagrados em 1551. E desde aquele tempo o povo de D’us tem abordado o NT com tesouras e cola, recortando e pegando orações isoladas e desunidas de diferentes cartas, retirando-as de seu cenário real e unindo-as para construir doutrinas favoráveis. Depois eles a chamam de “Palavra de D’us”. Esta abordagem equivocada, contudo, continua existindo nas reuniões cristãs de hoje.

Por esta razão que a Bíblia Original indexada em nosso portal EQUI, bem como disponível para baixar e na versão impressa, traz estampado nos comentários, rodapés e topos das páginas o seguinte conselho: “Lembre-se que a subdivisão de capítulos e versículos foram feitas respectivamente: séc. XIII e em versículos: A.T. séc IX e N.T. em 1551. A cultura cristã de ler apenas textos isolados faz perder a compreensão do que a carta ou o livro quer dizer, portanto leia todo o contexto, toda a carta, todo o livro”.


Conclusão:


‘Eu quero uma Igreja’ com reuniões orgânicas, onde se reúne uma irmã com cabelo comprido, que assim quer fazer pra o Senhor e Salvador, (com uma saia honesta, ou com vestido; sem joias, ou poucas; com pouca maquiagem, ou nada de maquiagem), ladeada por uma irmã com calça comprida honesta, com joias, (não extravagantes), com maquiagem, (nada exagerado), talvez com cabelo curto, (mas que possa se perceber que é uma mulher, pois o que o Criador sempre quis é que houvesse uma diferença entre cabelo masculino e cabelo feminino); e que as duas estejam modestas, em simplicidade e pudor, ou seja, vergonha. O que é proibido ao crente já convertido é a roupa sensual. O que adianta saias curtas e sensuais? O que adianta usar saia só nas reuniões como Igreja?
Hipocrisia! Nas ruas, usam e abusam de tudo, até piores que as ímpias! Santidade vem de dentro pra fora. Pedro disse que tem cão que vomita e come o próprio vômito; é o cúmulo do nojo não é? E tem porca lavada, que regressa ao chiqueiro; assim têm crentes que, limpam só o exterior, ou só o interior. O Messias condenou aqueles fariseus com roupas compridas esfregando e varrendo o chão, que julgavam os outros. Por esta razão eram sepulcros caiados, ou seja, por fora brancos pintados à cal, e por dentro imundícias, podridão e morte; ou, como pratos e copos lavados somente por fora, mas por dentro estão sujos.

Que a irmã que quiser se vestir com pudor, simplicidade, e até de forma fora da moda atual, não seja condenada e nem rechaçada por outras. Da mesma forma, que as mais vaidosas, por assim dizer, não sejam julgadas, pois D’us vê o interior do ser humano; Ele não olha estereótipos. Jezabel? Não julgue! J’sus sentou com a samaritana e não falou de nada a respeito. O apóstolo Paulo disse que a mulher pode usar joias, mas que elas não podem ser mais importantes que o caráter, ou se destacarem mais na sua vida do que o próprio testemunho de vida cristã. Rebeca usava pulseira e até uma argola de ouro no nariz. O Salvador falou das dracmas que as jovens usavam na testa. Não julgue! Faça como você se sente bem, faça para o Senhor e Salvador. E se você está pensando agora: ‘Mas eu não consigo sentar do lado de uma pseudo irmã assim!’ Então você deve repensar seu amor, que é o último degrau da vida cristã. A prova que és um crente maduro e pode morar no ‘céu’ com todos, é o amor phileo (fraterno) e ágape! Pois lá como bem sabemos não haverá cercas.

Quanto à liturgia, que obedeça a ordem nas reuniões de 1ª Coríntios 14: Salmos e cânticos espirituais devem ser entoados como já falamos. Ministração da Palavra e oração.

Uma ideia que eu tive recentemente e dei para os irmãos de Curitiba, mas que ainda não colocamos em prática plenamente é nos dias das reuniões orgânicas, sair pelas ruas, centro da cidade, hospitais, leprosários, orfanatos, asilos, penitenciárias (…) e ser Igreja na prática, ajudando os necessitados, para depois se reunir como Igreja. Assim, as reuniões passam a ser um resultado e não o principal. As reuniões serão o balanço de tudo que fizeram como templos do Espírito Santo.

Vamos analisar o contexto de 1ª Coríntios 14:


1 Sigam o caminho do amor (o principal e essencial) e busquem com dedicação os dons espirituais (O Pai dá de graça aos Seus filhos para edificação da Igreja), principalmente o dom de profecia (preleção da Palavra). 2 Pois quem fala em língua não fala aos homens, mas a D’us. De fato, ninguém o entende; em espírito fala mistérios (são línguas – idiomas – os anjos falam qualquer idioma – o sinal de Atos foi para que o Evangelho fosse pregado ao mundo, superando a barreira criada em Gênesis, pelo erro de Ninrode e a antiga Babel). 3 Mas quem profetiza o faz para a edificação, encorajamento e consolação dos homens. (a preleção do Evangelho e da Palavra – prophetuo – edifica a Igreja) 4 Quem fala em língua a si mesmo se edifica, mas quem profetiza edifica a igreja. (a língua estranha – idiomas – ou emoção carnal – não edifica a Igreja porque não é inteligível, só produz vaidade pessoal) 5 Gostaria que todos vocês falassem em línguas, mas prefiro que profetizem. (a edificação coletiva é maior que os idiomas ou glossolalia) Quem profetiza é maior do que aquele que fala em línguas, (maior aqui é no sentido de ‘mais importante para Igreja’) a não ser que as interprete, para que a Igreja seja edificada (O Espírito Santo estava concedendo o dom sobrenatural de falar idiomas sem nunca algum deles ter ingressado em um curso de línguas, entretanto isto estava empolgando os irmãos que falavam sem ordem, achando que isso produzia edificação). 6 Agora, irmãos, se eu for visitá-los e falar em línguas, em que lhes serei útil, (não é profícuo, não edifica) a não ser que lhes leve alguma revelação, ou conhecimento, ou profecia, ou doutrina? (revelação não é o que vemos hoje, era o entendimento de algo que só o Espírito Santo poderia dar. Conhecimento e doutrina dizem respeito aos ensinos, e profecia é a pregação da Palavra) 7 Até no caso de coisas inanimadas que produzem sons, tais como a flauta ou a cítara, como alguém reconhecerá o que está sendo tocado, se os sons não forem distintos? 8 Além disso, se a trombeta não emitir um som claro, quem se preparará para a batalha? 9 Assim acontece com vocês. Se não proferirem palavras compreensíveis com a língua, como alguém saberá o que está sendo dito? (Tudo que se fala nas reuniões como Igreja deve ser compreensível) Vocês estarão simplesmente falando ao ar. (é o que acontece hoje com os meninos pentecostais, eles falam ao ar. O povo de fora não entende nada, e isto só afasta os descrentes. Os que se aproximam são curiosos ou buscam emoção da carne) 10 Sem dúvida, há diversos idiomas no mundo; todavia, nenhum deles é sem sentido. 11 Portanto, se eu não entender o significado do que alguém está falando, serei estrangeiro para quem fala, e ele, estrangeiro para mim. (Paulo aqui deixa claro sobre as línguas) 12 Assim acontece com vocês. Visto que estão ansiosos por terem dons espirituais, procurem crescer naqueles que trazem a edificação para a Igreja. (A Igreja que se reunia em Corinto tinha um currículo e uma tendência carnal de procurar só o que produzia auto- promoção, é a mesma coisa hoje, não há dons do Espírito Santo e sim puro entretenimento) 13 Por isso, quem fala em língua, ore para que a possa interpretar. (eles falavam em idiomas sobrenaturalmente pelo Espírito e não se importavam com o significado daquilo) 14 Pois, se oro em língua, meu espírito ora, mas a minha mente fica infrutífera. (qual a razão real do Pai ter dado línguas se não é a pregação do Evangelho a todas as gentes e povos? Tudo que não produz frutos, deve ser secundário) 15 Então, que farei? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento. (cantar e orar nas reuniões da Igreja não podem pode ser ações de êxtase e transe, precisam ser racionais e não só emocionais) 16 Se você estiver louvando ao Pai em espírito, como poderá aquele que está entre os não instruídos dizer o "Amém" à sua ação de graças, (Eucaristia – ação de graças – deve ser feita com entendimento. ‘Assim seja’ só pode ser dito quando a Igreja entende o que está sendo falado, seja através da preleção ou através de louvores) visto que não sabe o que você está dizendo? 17 Pode ser que você esteja dando graças muito bem, mas o outro não é edificado. (‘Pode ser’, isto é, se as línguas não são pura carnalidade, vaidade e emoção, ainda assim, sem interpretação elas não edificam o próximo)

18 Dou graças a Adonai por falar em línguas mais do que todos vocês. (Paulo era realmente poliglota) 19 Todavia, nas reuniões como Igreja prefiro falar cinco palavras compreensíveis para instruir os outros a falar dez mil palavras em língua. (Nas reuniões Paulo falava o idioma local, porque o que realmente importa é a pregação do Evangelho) 20 Irmãos, deixem de pensar como crianças. Com respeito ao mal, sejam crianças; mas, quanto ao modo de pensar, sejam adultos. (quem vive destemperado com mais emoção do que razão é criança) 21 Pois está escrito na Lei: "Por meio de homens de outras línguas e por meio de lábios de estrangeiros falarei a este povo, mas, mesmo assim, eles não me ouvirão", diz Adonai. 22 Portanto, as línguas são um sinal para os descrentes, e não para os que crêem; a profecia, porém, é para os que crêem, e não para os descrentes. (as línguas foram dadas para pregação do Evangelho a todos os povos e línguas; já as pregações e ensinos foram dadas para os que já são convertidos) 23 Assim, se toda a Igreja se reunir e todos falarem em línguas, e entrarem alguns não instruídos ou descrentes não dirão que vocês estão loucos? (parece que não adiantou Paulo ter escrito isso, afinal 90% das denominações não obedecem esse contexto na íntegra. Ele usa inclusive o termo ‘loucos’, ou seja, é loucura fazer isso) 24 Mas se entrar algum descrente ou não instruído quando todos estiverem profetizando, ele por todos será convencido de que é pecador e por todos será julgado, (profecia é ‘profethuo’ ou ‘prophethuo’ que significa ‘anunciar, dirigir a Palavra à Igreja, fornecer Luz’)
25 e os segredos do seu coração serão expostos. Assim, ele se prostrará, rosto em terra, e adorará ao Criador, exclamando: "D’us realmente está entre vocês!" (Palavra revelada, onde o próprio Espírito Santo dirigia, de forma que o pecador sentia e ouvia o próprio Salvador falando com ele) 26 Portanto, que diremos, irmãos? Quando vocês se reúnem, cada um de vocês tem um salmo, ou uma palavra de instrução, uma revelação, uma palavra em língua ou uma interpretação. Tudo seja feito para a edificação da Igreja. (quando se reunimos como Igreja em qualquer lugar no Nome do Messias, pode-se falar: salmos, um conselho, um ensino, algo que o Pai mostrou em sonho - note que quando o Pai fala em sonho é notório, a pessoa levanta e sabe que realmente o Pai falou com ela. Não tem sombras e dúvidas – se há irmãos de outros países, uma palavra em outro idioma com interpretação, ou até mesmo línguas estranhas mas com interpretação para edificação da Igreja reunida) 27 Se, porém, alguém falar em língua, devem falar dois, no máximo três, e alguém deve interpretar. (é obrigatório a interpretação. Em uma reunião isso não pode ser o foco. Só mesmo se há necessidade real para tal) 28 Se não houver intérprete, fique calado nas reuniões, falando consigo mesmo e com D’us. (a ordem nas reuniões é tão séria que chega a ponto de Paulo ordenar que o que não produz edificação não seja feito ou esteja calado)
29 Tratando-se de profetas, falem dois ou três, e os outros julguem cuidadosamente o que foi dito. (quando o assunto são pregadores, ou irmãos que compartilham a Palavra, isso deve ser feito em uma reunião por no máximo três pessoas, para ela não ficar muito cansantiva e longa. Os demais irmãos devem analisar como bons bereanos, cuidadosamente, tudo que foi dito se realmente é bíblico e verdadeiro) 30 Se vier uma revelação a alguém que está sentado, cale-se o primeiro. (isto é, se já existe alguém falando nas reuniões, e alguém neste momento sentir no coração de tomar a palavra, que o que estiver falando dê uma pausa e passe a oportunidade a quem recebeu no coração o desejo de compartilhar a Palavra – mas isto, claro, com ordem. Note que Paulo diz: “alguém que está sentado”. Nas reuniões do primeiro século, quem dirigia a Palavra à Igreja, costumava levantar) 31 Pois vocês todos podem profetizar, cada um por sua vez, de forma que todos sejam instruídos e encorajados. (eis o nosso versículo áureo do modelo orgânico. Todos podem dirigir a Palavra à Igreja, mas cada um na sua vez. É regra que: todos podem falar, todos aprendem e todos são consolados. Não se pode reunir como Igreja para sair dali sem aprender nada ou sem ser motivado) Os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas. (no contexto, o que Paulo está tratando é: não me venha com conversa furada que você pode falar em línguas sem interpretação, ou que você pode falar a hora que quiser, interrompendo a fala de outros irmãos, e promovendo desordem; você deve ter domínio próprio, seu espírito está sujeito as suas vontades e emoções, refreie-se, cala-se e mantenha a ordem) 33 Pois D’us não é D’us de desordem, mas de paz. Como em todas as congregações dos santos, (em todos os lugares que os santos se reúnem como Igreja é necessário ordem. Quem gosta de bagunça não é do Pai) 34 permaneçam as mulheres em silêncio nas igrejas, pois não lhes é permitido falar; antes permaneçam em submissão, como diz a lei. (o versículo 34 faz com que legalistas proibam as mulheres de compartilhar a Palavra nas reuniões. Vamos ler o versículo posterior para entender o que Paulo está tratando) 35 Se quiserem aprender alguma coisa, que perguntem a seus maridos em casa;

pois é vergonhoso uma mulher falar nas reuniões. (‘se quiserem aprender, perguntem aos maridos em casa’, isto é, elas estavam fazendo perguntas a todo momento nas reuniões, interrompendo as falas dos irmãos e isso estava gerando desordem. A prova de que a mulher pode falar nas reuniões como Igreja, está nesta própria carta de Paulo aos irmãos em Corinto, no capítulo 11 ele diz: “a mulher que ora ou profetiza – prega a Palavra – com a cabeça…” – aqui deixa claro que nada tem a ver com o legalismo de determinados grupos cristãos. Deve se levar em consideração também que a lei nesta época era severa contra as mulheres no sentido de que elas não podiam ensinar ou dar palavra de ordem sobre os maridos - homens) 36 Acaso a palavra de D’us originou-se entre vocês? São vocês o único povo que ela alcançou? (a exortação de Paulo chega a dizer ‘se por acaso o Evangelho começou na cidade de Corinto’, pois parecia que eles é que tinham recebido do Pai como deviam fazer as reuniões) 37 Se alguém pensa que é profeta ou espiritual, reconheça que o que lhes estou escrevendo é mandamento do Senhor e Salvador. (se você diz ser um anunciador do Evangelho, um pregador da Palavra e alguém espiritual, então obedeça este contexto em suas reuniões) 38 Se ignorar isso, ele mesmo será ignorado.
39 Portanto, meus irmãos, busquem com dedicação o profetizar e não proíbam o falar em línguas. 40 Mas tudo deve ser feito com decência e ordem. (se alguém não quiser obedecer o contexto de 1ª Co 14, simplesmente essa pessoa deve ser ignorada. Todos devem ter dedicação e aprenderem a pregar e falar à Igreja e não devem proibir a ação do Espírito Santo, porém, tudo, absolutamente tudo nas reuniões como Igreja, devem ser feitas com ordem e decência).

Agora que nós sabemos como nos portar nas reuniões como Igreja, vamos aprender na última aula como iniciar reuniões orgânicas em nossas casas, salões de festa, praças, pizzarias, ou qualquer lugar onde possam se reunir no Nome do Messias.


AULA | MÓDULO 20


COMO INICIAR REUNIÕES ORGÂNICAS?
Parabéns! Você (s) chegaram na última aula deste “curso”. Teremos outros “cursos” mais aprofundados em breve.